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Atenção à qualidade dos fios e cabos elétricos

Falta de certificação e da correta aplicação das regras de certificação resultam em produtos de qualidade duvidosa que comprometem o resultado final das instalações elétricas

Em uma instalação elétrica residencial temos condutores elétricos, eletrodutos, quadro de distribuição, disjuntores, DR, DPS, tomadas e interruptores. Havendo bom projeto e boa mão de obra, a instalação fica perfeita, mas devemos analisar também a qualidade do material elétrico, que impacta no resultado final da instalação. Caso o problema não seja percebido de imediato, certamente aparecerá no curto ou médio prazo e, aí sim, uma encrenca e tanto – que poderia não existir – terá que ser resolvida.

Mas para analisar cada produto elétrico em sua totalidade, aplicação e resultado, de modo a se obter o melhor desempenho possível, trataremos de cada qual separadamente. Neste artigo, destacamos os condutores elétricos, que são os produtos fabricados pela SIL Fios e Cabos Elétricos, segmento no qual é especialista. Os condutores elétricos utilizados largamente em instalações elétricas de baixa tensão possuem a certificação compulsória do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Assim, para o produto ser comercializado o fabricante deve possuir, obrigatoriamente, a certificação, concedida por certificadoras credenciadas pelo instituto.

É importante ressaltar que, em princípio, esses produtos certificados devem seguir a norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), definida na portaria emitida pelo Inmetro, que estabelece, também, as regras de certificação. Levando isso em conta, e se tudo no mundo fosse perfeito, diríamos que todos os produtos elétricos possuem qualidade, principalmente porque, em tese, seguem a mesma norma técnica e a mesma portaria do Inmetro para certificação. Mas o mundo não é perfeito. E, nesse processo todo, acabam existindo falhas que resultam em produtos elétricos de maior e de menor qualidade, sendo que, na maioria das vezes, essas falhas são intencionais, com o intuito de baratear o produto e ganhar mais dinheiro.

Os condutores elétricos possuem prazo de validade indeterminado e, para serem utilizados por anos sem degradar o isolamento, devem seguir as diretrizes da NBR 5.410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão, que define os métodos de instalação dos produtos e suas regras, como, por exemplo, qual é a capacidade de corrente máxima para cada seção nominal, quais são os fatores de correção a serem adotados sobre os valores de capacidade de corrente e como podem ser instalados os diversos tipos de condutores elétricos.

O condutor elétrico mais utilizado na instalação residencial é formado de cobre e PVC, onde o primeiro conduz a energia e o segundo se encarrega da isolação. O cobre deve ser puro, com, no mínimo, 99,9% de pureza, conforme a NBR 14.733 Vergalhão de Cobre para Uso Elétrico - Requisitos. Além de puro, deve ser utilizado em quantidade determinada que atenda ao valor máximo da resistência elétrica estabelecida para cada seção nominal, seguindo o padrão mundial da IEC, que no Brasil está definido na NBR NM 280 Condutores de Cabos Isolados.

O cobre não perde sua característica de condução de energia com o passar do tempo, mas o PVC sente o peso da idade e, ao longo dos anos, resseca. Esse ressecamento em um condutor de qualidade levará décadas, enquanto um produto fabricado com PVC que não seja próprio para fins elétricos – e não foi produzido para atender à norma de fabricação – talvez não chegue ao final dos primeiros dez anos. Na verdade, poucos anos podem ser suficientes para condenar o condutor como um todo.

Nesse contexto, existem condutores elétricos perfeitos e não tão perfeitos. Infelizmente, na maioria das vezes, a imperfeição é crônica e, mesmo havendo a certificação do produto, encontramos divergências com relação às normas técnicas. Essa prática faz com que não seja perfeita a harmonia do produto em questão com a norma de instalação elétrica, a NBR 5.410.

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