Construcompras
LOGIN:   SENHA: Esqueceu sua senha?

Imobiliário residencial apresenta primeiros sinais de retomada no Paraná

Entre os novos empreendimentos, destacam-se os de padrão popular, com 60% do total

Redação AECweb / e-Construmarket

A Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, divulgou estudo revelando que existem 2.255 novos empreendimentos residenciais no Paraná. Desse total, 1.235 estão em execução e os outros 1.020 encontram-se em fase de projeto/lançamento, totalizando uma área construída de cerca de 8,7 milhões de metros quadrados. O levantamento indica que as cidades com maior número de projetos são Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Maringá e Cascavel. O padrão popular se destaca, com 1.624 empreendimentos, representando 60% do total. Já os de médio padrão respondem por 32%, enquanto os de alto atingem 8%.

O cenário da construção civil no Paraná não é muito diferente do encontrado em grande parte dos demais setores. “O país enfrenta uma crise política, econômica e institucional que afeta todas as atividades comerciais. Hoje, temos menos lançamentos se compararmos com os níveis verificados em anos anteriores”, afirma o engenheiro José Eugenio Souza de Bueno Gizzi, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (SindusCon-PR). Assim como a quantidade de novas obras, o número de entregas também está reduzido.

empreendimento-residencial-no-pr
Vista aérea da cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná (Fotos593/ Shutterstock)

Segundo Gizzi, os municípios que apresentam resultados levemente melhores são aqueles que estão mais próximos do agronegócio, setor que vem sofrendo um pouco menos com a crise. “Nessa lista estão Cascavel, Maringá e Londrina”, enumera.

O Estado fechou 2016 com 6% menos trabalhadores contratados pela construção em relação ao número de 2015. Na capital e região metropolitana, a média de desemprego é um pouco maior, chegando aos 7%. “É importante lembrar que, em 2015, o setor registrou 12% de vagas fechadas em relação ao total do ano anterior”, compara.

Podemos dizer que já chegamos ao fundo do poço, e a tendência agora seria de concluirmos 2017 com resultados melhores do que os verificados em 2016
José Eugenio Souza de Bueno Gizzi

PERSPECTIVAS

Contudo, mesmo com a economia nacional ainda instável, começam a surgir pequenos sinais de retomada. “Podemos dizer que já chegamos ao fundo do poço, e a tendência agora seria concluirmos 2017 com resultados melhores do que os verificados em 2016”, afirma o engenheiro. Um dos indicadores da mudança é o aumento na demanda por novos imóveis residenciais. No final de novembro de 2016, a Caixa Econômica Federal informou que 58 milhões de brasileiros acessaram o simulador de crédito imobiliário do site do banco. “Desse total, 10% eram do Paraná. O número é interessante, pois é maior do que a participação do Estado no PIB nacional, que está na faixa dos 6%”, complementa.

Apesar da demanda, as construtoras apresentam elevado grau de incerteza. “O receio é lançar um projeto e ter dificuldades nas vendas”, explica o profissional, lembrando que os consumidores também estão inseguros. “Eles temem perder seus empregos e não conseguir honrar as parcelas do financiamento. Todos os atores do setor aguardam notícias positivas para tomar decisões”, ressalta.

O período de incertezas acarretou queda também nos preços dos imóveis. Entretanto, agora estão estabilizados e a tendência é que voltem a subir no futuro. “A recomendação é que, quem tem condições de investir, que o faça. Não espere os valores diminuírem mais, pois o mercado não apresenta margem para isso”, fala o profissional. As construtoras que estavam com problemas de liquidez já queimaram seus estoques e conseguiram melhor equilíbrio financeiro.

Após três anos de recessão, a melhor maneira de acelerar a retomada do crescimento é através de investimentos, sejam públicos ou privados. “O governo pode optar pelas PPP ou concessões, pois isso acaba atraindo o interesse do setor privado”, comenta o engenheiro, destacando que outro ponto importante é a queda da inflação e da taxa de juros. Muitos projetos que atualmente não são viáveis se tornarão realidade a partir do momento em que as taxas forem mais interessantes.

A recomendação é que, quem tem condições de investir, que o faça. Não espere os valores diminuírem mais, pois o mercado não apresenta margem para isso
José Eugenio Souza de Bueno Gizzi

“Estamos com as ferramentas nas mãos, todo mundo quer trabalhar e o setor precisa gerar empregos. Nosso mercado colabora diretamente com a mudança de cenário, pois sustenta toda uma cadeia produtiva que auxilia na composição do PIB”, finaliza Gizzi.

PESQUISA

Em novembro de 2016, o SindusCon-PR realizou pesquisa com 300 construtoras associadas. Em relação às contratações, 35% mostrou intenção de aumentar seu quadro de funcionários em 2017, 50% planeja manter e 15% pensa em diminuir. “No levantamento que fizemos na mesma época do ano passado, 28% dos entrevistados esperavam ver seu número de colaboradores crescer e 19% tinham a intenção de reduzir. Comparando os dois estudos, é possível afirmar que as perspectivas são melhores agora do que eram em 2015” diz Gizzi.

Em novembro de 2016, o SindusCon-PR realizou pesquisa com 300 construtoras associadas. Em relação às contratações, 35% mostrou intenção de aumentar seu quadro de funcionários em 2017, 50% planeja manter e 15% pensa em diminuir. “No levantamento que fizemos na mesma época do ano passado, 28% dos entrevistados esperavam ver seu número de colaboradores crescer e 19% tinham a intenção de reduzir. Comparando os dois estudos, é possível afirmar que as perspectivas são melhores agora do que eram em 2015” diz Gizzi.

Leia também:
Mercado residencial dá sinais de recuperação no Centro-Oeste

Colaboração técnica

José Eugenio Souza de Bueno Gizzi – Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foi engenheiro do DER/PR, onde exerceu também as funções de diretor Administrativo Financeiro e diretor de Operações. Sócio-proprietário da Itaúba Incorporações e Construções, empresa fundada em 1986, cuja especialidade é construção de obras de arte especiais (pontes e viadutos). Exerceu no Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (SindusCon-PR) as funções de vice-presidente nas áreas de Responsabilidade Social, Obras Públicas e Financeira, até assumir a presidência da entidade em 2014.
Gostou deste conteúdo? Cadastre-se para receber gratuitamente nossos boletins.

Complete seu cadastro

Receba gratuitamente os Boletins e
Informativos do Portal AECweb.

+55 (11) 3879-7777

Fale conosco