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Projetando áreas esportivas? Conheça os materiais mais indicados

Para quadras de uso externo os pisos mais utilizados são os de base asfáltica ou de concreto com pintura acrílica; já nos ginásios cobertos, os pisos de madeira com base flutuante são ideais, pois servem à maioria das modalidades esportivas

Por Graziela Silva


Quadra poliespostiva de madeira
Divulgação: Recoma

O projeto de um campo ou quadra de esportes começa na definição de seu uso. Espaços recreativos têm mais flexibilidade quanto ao tipo de piso e não necessariamente precisam de cobertura. Já quadras e campos profissionais ou oficiais devem atender requisitos técnicos definidos por federações esportivas sobre dimensões (máximas e mínimas), piso, cercamentos, mobiliário, equipamentos e cobertura. Já o projeto de uma quadra poliesportiva terá que conciliar as demandas de diversas modalidades.

Uma condição básica nos projetos de equipamentos esportivos ao ar livre é seu posicionamento correto no terreno, respeitando a orientação Norte-Sul. A regra visa garantir condições iguais de jogo para as equipes adversárias, como explica o arquiteto Eduardo de Castro Mello, especialista na área esportiva e autor, entre outros projetos, da reforma da arena Mané Garrincha, em Brasília. “No hemisfério Sul, o sol descreve uma trajetória de Leste a Oeste, iluminando de Norte a Sul em alturas diferentes. Durante a primeira metade de jogo, uma das equipes recebe sol no rosto e a outra nas costas. Após o intervalo, há uma inversão de posições.”


Quadra de PVC para futsal
Divulgação: Soccer Grass

Pisos e revestimentos

Além do propósito final do equipamento esportivo, a especificação do piso deve considerar diversos fatores. Marcio Veiga, diretor-técnico da fabricante Recoma, cita a segurança para os jogadores, uma vez que o revestimento deve ter a capacidade de absorver parte do impacto causado por saltos e quedas, o custo de construção e de manutenção, a durabilidade e a multiplicidade de aplicações.

Algumas federações esportivas, conta o profissional, exigem dos fabricantes testes que comprovem o atendimento a requisitos mínimos de desempenho e segurança antes de aprovar ou recomendar o revestimento. Os testes avaliam a performance do produto em itens como rolagem da bola, absorção de impacto e resposta quando submetidos a cargas dinâmicas e estáticas.
Segundo Eduardo de Castro Mello, em quadras de uso externo os pisos mais utilizados são os de base asfáltica ou de concreto com pintura acrílica. Em ginásios cobertos, os pisos de madeira com base flutuante são os mais indicados, uma vez que servem à maioria das modalidades esportivas.


Quadra de concreto com pintura
Divulgação: Recoma

Outras opções, que atendem a projetos de equipamentos indoor e outdoor, são os pisos sintéticos. Nessa categoria, figuram os revestimentos emborrachados, em poliuretano e em PVC. Por serem impermeáveis, esses pisos demandam planos com caimento para caneletas periféricas de captação de água. “Cada esporte tem suas exigências em relação a desníveis no piso. É preciso consultar os regulamentos antes de definir a inclinação a ser adotada”, orienta Mello.

Grama sintÉtica

O uso dos carpetes de grama sintética não está mais restrito a quadras recreativas de futebol. O revestimento é hoje admitido em campos oficiais e há algum tempo passou a ser adotado por outros esportes, como tênis, rúgbi, hóquei sobre grama, vôlei e golf.

Em empreendimentos de quadras de futebol society para aluguel, permanece como opção imbatível, afirma o diretor-presidente da Soccer Graas, Alessandro Oliveira. A explicação está nos baixos custos de manutenção, na resistência e na durabilidade do produto, cuja vida útil pode ultrapassar 10 anos. De acordo com o empresário, algumas construtoras têm optado por gramados sintéticos em áreas de lazer de condomínios residenciais pelo fato de serem impermeáveis, o que contribui para o cumprimento de limites de impermeabilização do solo.


Campo de futebol na Granja Comary
Divulgação: Soccer Grass

Nos campos oficiais, a tendência são os gramados híbridos, com grama natural e sintética. A solução, explica o diretor da Soccer Grass, consiste em enxertar fios de polietileno em diversas partes do campo, como se fosse um implante. O resultado é mais estabilidade para a grama natural. O recém-inaugurado estádio do Grêmio, em Porto Alegre, adota o sistema, que será utilizado na maioria dos estádios da Copa do Mundo de 2014.

“Os gramados sintéticos evoluíram muito nos últimos anos, a ponto da Fifa ter criado um sistema de testes para estabelecer parâmetros de desempenho em comparação aos gramados naturais de alto nível, denominado Fifa Quality Concept”, conta Marcio Veiga, da Recoma. O profissional explica que estão aptos para avaliação diferentes modelos de carpete, que variam em termos de altura e tipo dos fios sintéticos (polipropileno, polietileno, nylon), espessura da fibra sintética e densidade do gramado (nº de tufos por metro quadrado).

“Mas apenas dois sistemas de fabricação são admitidos para o futebol Fifa”, ressalta Marcio. São eles: o de tufos fibrilados, mais resistente à prática intensa e indicado para campos pequenos como os de futebol society; e de tufos monofilamento, mais parecidos com a grama natural, ideais para campos de dimensões oficiais.

Os parâmetros de qualidade da Fifa são um bom referencial para a escolha do carpete sintético, material ainda não contemplado com normas técnicas no Brasil. Alessandro, da Soccer Grass, alerta que os fabricantes já têm como demonstrar a qualidade dos produtos, por meio de laudos técnicos emitidos por instituições independentes, como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Cercamento: regra de seguranÇa

O isolamento de quadras e campos é uma medida que visa evitar a saída da bola durante a prática esportiva, a proteção dos atletas, principalmente em partidas com a presença de torcidas, além da preservação do próprio equipamento, quando este não está em uso. Em alguns estádios no Brasil, como a Vila Belmiro, em Santos (SP), e o Independência, em Belo Horizonte (MG), é possível ver fechamentos feitos com vidros laminados de alto desempenho. Em quadras abertas, informa o arquiteto Eduardo de Castro Mello, a solução mais comum ainda é o alambrado de arame firmado em postes metálicos. Uma alternativa, porém de custo mais alto, é o cercamento feito com perfis eletrossoldados. Independente do sistema utilizado, é imprescindível que o projeto de fechamento seja bem projetado e executado, evitando erros como proximidade com a área de jogo, que podem pôr em risco a segurança dos esportistas.

Cadeiras contam com normalizaÇÃo

A NBR 15925, em vigor desde março de 2011, estabelece os requisitos mínimos e métodos de ensaio para assentos plásticos utilizados em eventos esportivos. A norma traz, entre outras determinações, as dimensões de assentos e encostos, sistemas de fixação, além de requisitos relacionados à durabilidade, intemperismo e flambilidade do produto.
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