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Santa Catarina tem 1852 obras residenciais em execução

Joinville é a única cidade brasileira a registrar crescimento nas vendas de unidades residenciais em 2016

Redação AECweb / e-Construmarket

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Vista aérea de Florianópolis, que conta com 213 obras residenciais em execução
(Luis Carlos Torres/ Shutterstock.com)

A Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, realizou levantamento sobre o atual momento do mercado imobiliário residencial em Santa Catarina. O estudo indica que existem 1.852 edificações sendo executados no Estado, totalizando 9.413.524 m² de área construída. Os projetos estão divididos em várias etapas, com 647 na fase de acabamento, 469 na estrutura, 312 suspensos, 167 na fundação, 127 em obras intermediárias, 83 em acabamento final e 47 nos serviços preliminares. Entre todas as edificações, 912 são populares, 782 de médio padrão e 158 de alto padrão. Florianópolis é a cidade que concentra a maior quantidade de obras, com 213, seguida por Criciúma (203), Joinville (158) e São José (155).

De acordo com o SindusCon Joinville, nos 11 municípios do norte catarinense pelos quais responde houve queda nos lançamentos de novos imóveis residenciais nos últimos dois anos. Em 2014, foram lançados 2.254 apartamentos, e em 2015, esse número desceu para 2.167 unidades. Já no ano passado foram lançados 1.568 apartamentos, redução de 27,6% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, isoladamente, Joinville comemorou crescimento nas vendas em 2016.

“Apesar das dificuldades, Joinville foi a única cidade brasileira – entre 12 regiões analisadas no país – a registrar crescimento nas vendas de unidades residenciais no ano passado. De acordo com os Indicadores Nacionais do Mercado Imobiliário da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o incremento foi de 33,9% entre os meses de janeiro e novembro em comparação ao mesmo período de 2015”, explica a arquiteta Ana Rita Vieira, diretora de Meio Ambiente do SindusCon Joinville. Crescimento importante diante da queda de 20%, em média, nas regiões pesquisadas pela CBIC.

Apesar das dificuldades, Joinville foi a única cidade brasileira – entre 12 regiões analisadas no país – a registrar crescimento nas vendas de unidades residenciais no ano passado
Ana Rita Vieira

O número de imóveis residenciais vendidos em Joinville foi de 1.663, contra 1.242 comercializados de janeiro a novembro de 2015. “A queda na quantidade de lançamentos no ano passado e o aumento mantiveram o mercado imobiliário da nossa cidade aquecido e estável em relação ao restante do país, sem que os estoques subissem significativamente e, por consequência, os preços se reduzissem”, analisa a especialista.

Historicamente, o setor já experimentou ciclos de franco crescimento, mas amargou outros períodos de recessão. “Essa montanha-russa, evidentemente, não é saudável para o equilíbrio dos negócios. Por isso, apostamos agora em um crescimento lento e gradual, porém sólido e qualificado”, diz, acrescentando que, em toda crise, há oportunidade de aprendizado, de amadurecimento e uma seleção natural daquelas empresas com reais condições e competência para permanecer no mercado.

Independentemente do momento econômico, é necessário manter os esforços para garantir a competitividade, a produtividade e, principalmente, a qualidade no setor. “Em Santa Catarina, e particularmente em Joinville, os efeitos da recessão foram menores, o que reforça a nossa região como um grande polo de negócios no Brasil”, destaca a arquiteta.

RETOMADA

A expectativa do setor é que, ao longo do segundo semestre de 2017, novos projetos estejam prontos para sair do papel na cidade catarinense. “O aumento no Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas e que chegou a 75,1 pontos, o maior resultado desde junho de 2015, também se reflete no mercado local”, afirma a especialista. Com a redução nas taxas de juros, os empresários esperam a retomada dos investimentos com aquecimento de preços em 2018 e 2019.

Também esperamos comemorar, ao final do ano, a redução das taxas de desemprego no setor da construção civil, tendo em vista que apostamos no crescimento do mercado com a implementação de novos negócios nos próximos meses
Ana Rita Vieira

O MERCADO EM JOINVILLE

As construtoras que têm negócios no município continuam apostando em empreendimentos convencionais, distantes dos apartamentos compactos ou daqueles desenhados para home office, tendências em cidades como São Paulo. “De acordo com nossas pesquisas de mercado, esse tipo de projeto – pelo menos até o momento – não corresponde ao perfil dos compradores da região. São mais viáveis em grandes centros ou municípios dormitórios, que não é o caso de Joinville”, fala a arquiteta.

Atualmente, o maior número de unidades lançadas na cidade tem sido no segmento atendido pelo Minha Casa Minha Vida, com preços de até R$ 180 mil. O foco das construtoras são os imóveis de dois quartos e faixa de preço entre R$ 180 mil e R$ 250 mil, um patamar acima dos empreendimentos que se encaixam no programa do governo federal.

PERSPECTIVAS

Segundo Vieira, as expectativas futuras são boas. As medidas anunciadas no início deste ano pelo governo federal, como o aumento no teto do programa Minha Casa Minha Vida e a redução das taxas de juros, além da ampliação para R$ 1,5 milhão no valor-limite de imóveis que podem ser financiados com recursos do FGTS, devem aumentar a demanda por financiamentos e acelerar a retomada dos negócios. “Também esperamos comemorar, ao final do ano, a redução das taxas de desemprego no setor da construção civil, tendo em vista que apostamos no crescimento do mercado com a implementação de novos negócios nos próximos meses”, finaliza Vieira.

Leia também: Imobiliário residencial apresenta primeiros sinais de retomada no Paraná

Colaboração técnica

Ana Rita Vieira – Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Fez MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e, desde 2010, está à frente da Viplan Engenharia, construtora e incorporadora de Joinville. Sua atuação está focada no desenvolvimento de novos empreendimentos, buscando alinhar boa arquitetura com as tendências do morar contemporâneo, com as possibilidades de personalização das plantas dos apartamentos pelos clientes. Está também à frente da Diretoria de Meio Ambiente do SindusCon Joinville, gestão 2016/2018.
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