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As lições do Concurso OTEC de Eficiência Energética

Edição IBOPE 2010 anuncia vencedores de projeto que reúne conjunto de soluções para a redução do consumo de energia elétrica para o edifício.

Edição IBOPE 2010 anuncia vencedores de projeto que reúne conjunto de soluções para a redução do consumo de energia elétrica para edifício.

Redação AECweb



“O trabalho destaca-se pela apresentação consistente com propostas sensíveis e práticas, que respeitam o projeto original do edifício. Tendo como ponto alto a viabilidade técnica, a redução do consumo energético foi corretamente comprovada por meio do modelo de simulação computacional”. Essa foi a avaliação do júri do Concurso OTEC de Eficiência Energética para Edifícios Existentes – Edição IBOPE 2010, que apontou o projeto vencedor de autoria da equipe mineira coordenada pela arquiteta Iraci Miranda Pereira. Assinam o trabalho - premiado com R$ 50 mil - as arquitetas Ana Carolina de Oliveira Veloso, Camila Carvalho Ferreira, Marcela Alvares Maciel e Paula Rocha Leite; engenheiro Flávio Henrique de Menezes Morais; e a estudante de arquitetura Carla Patrícia Santos Soares.

Lançado em agosto de 2010, o concurso teve 50 equipes inscritas, abrangendo cerca de 200 profissionais de arquitetura e engenharia. O desafio proposto aos participantes pela OTEC – consultoria de sustentabilidade idealizadora do prêmio – foi apontar um conjunto de soluções para a redução do consumo de energia elétrica para o edifício Paulo de Tarso Montenegro e, ainda, resgatar o conceito do projeto original do consagrado arquiteto Rino Levi. O prédio está na alameda Santos, em São Paulo, e é ocupado há 11 anos pelo IBOPE - Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. Em 14 de abril último, no Centro Brasileiro Britânico, a equipe vencedora recebeu o prêmio das mãos do arquiteto norte-americano Michael Holtz, titular da consultoria Architectural Energy Corporation, e de David Douek, diretor da OTEC.

SIMULAÇÃO, FERRAMENTA COMPLEXA

O engenheiro Alberto Hernandez, professor da Escola Politécnica da USP – Universidade de São Paulo – e auditor do modelo de energia do concurso, destaca a qualidade dos projetos apresentados, especialmente a do trabalho vencedor, por sua viabilidade técnica de modelagem. “Além disso, a equipe foi cuidadosa e utilizou mais de uma ferramenta para fazer a avaliação de consumo de energia. Considero bom o nível de conhecimento dos finalistas quanto aos recursos e modelos, sobressaindo o domínio demonstrado pelo primeiro colocado”, diz.


Segundo ele, o concurso mostrou que ainda há um longo caminho a ser percorrido pelos profissionais do país no uso dos softwares de simulação de eficiência energética – uma exigência do certame. “As ferramentas estão disponíveis, muitas delas gratuitas. No entanto, percebemos que os profissionais não amadureceram no seu uso, incorrendo em erros primários”, comenta, lembrando que esses programas são usados no exterior há, pelo menos, 15 anos. Aqui, seu uso tornou-se mais freqüente com a demanda recente de certificação de edifícios, pela comprovação que propicia de redução de consumo de energia.


É preciso, de acordo com Alberto Hernandez Neto, propagar a ferramenta de simulação entre os profissionais brasileiros. “O concurso já fez parte desse trabalho ao exigir o uso dos softwares. E a demanda das obras para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos acelera esse processo. No entanto, não deve mudar muito o restrito número de arquitetos e engenheiros que domina a ferramenta, por sua complexidade e por seu uso muito específico. A exemplo do que ocorre lá fora, o que vai crescer é o nível de qualificação das pessoas”, prevê. 


O professor da Poli conta que o concurso movimentou o mercado e criou expectativa positiva. “As pessoas comentavam e muitos profissionais me consultaram. É um trabalho que faz parte da mudança de cultura da construção civil em relação à eficiência energética e a sustentabilidade - processo longo, mas estamos no caminho certo. Por outro lado, ao promover a eficiência energética, o certame mostrou que podemos ter edifícios eficientes sem ter que certificá-los. E, mais: as soluções apresentadas pelas equipes participantes foram muito pé no chão, viáveis tanto no aspecto técnico quanto financeiro”, finaliza.


Em seu discurso na solenidade de premiação, David Douek anunciou que, em breve, lançará a edição 2011 do prêmio. Afirmou que “os mais de 200 inscritos distribuídos em 50 equipes respaldaram a viabilidade de envolvermos, de forma crescente, pessoas capazes de repensarem nossos edifícios, de trazerem mudanças e de fazerem melhorias. Juntos, levamos à frente a meta de promover a eficiência e de, conseqüentemente, alavancar um desenvolvimento mais consciente”. Sobre o projeto vencedor, comentou: “São soluções de projeto que, nas palavras da equipe, ‘perpassam’ pela criação de dispositivos de controle solar, integração entre os sistemas de iluminação natural e artificial, iluminação artificial eficiente e substituição do sistema de ar condicionado. Uma riqueza de propostas que incluem brises, prateleiras de luz e forro inclinado somaram-se ao fato de que o resultado arquitetônico é de uma atraente combinação entre eficiência e harmonia estética”.


Durante a cerimônia, as duas equipes finalistas – de Porto Alegre e outra de Belo Horizonte - também foram homenageadas com um troféu. A equipe gaúcha, coordenada pelo engenheiro Paulo Otto Beyer, é formada pelas arquitetas Anna Maria Hennes e Clarissa Sartori Ziebell; e arquiteto Fernando Ernesto Pasquali. “Esse projeto combinou uma série de propostas que propõe uma redução de consumo da ordem de 48,8%. “A partir de preocupações essenciais como a redução de carga térmica, baixa potência de iluminação instalada e painéis fotovoltaicos na cobertura e fachada, o estudo obtém uma rica solução arquitetônica, que justifica a sua inclusão entre os finalistas”, destaca Douek.

A outra finalista é a equipe da capital mineira, liderada pela engenheira Patrícia Bittencourt de Faria Vasconcellos. É constituída pela arquiteta Adalgisa Lacerda Mesquita; engenheira Luciana Maron Ferreira; e arquiteto Silvio Romero F. Motta. Segundo o diretor da OTEC, apesar de não ter alcançado os louros de vencedor, o projeto da segunda equipe de profissionais de Minas Gerais despertou a curiosidade de todos os membros da banca. “Com soluções que embora mereçam detalhamento mais profundo para resolver questões práticas como o auto-sombreamento dos módulos fotovoltaicos da fachada e a limpeza dos vidros micro-perfurados, o projeto apresenta uma rica solução arquitetônica capaz prender a atenção de qualquer profissional de projeto”, diz.


O JÚRI COMENTA



Equipe mineira coordenada pela arquiteta Iraci Miranda Pereira (à esq) recebe o troféu na cerimônia de premiação.

Professores de universidades brasileiras e pesquisadores constituíram o júri do Concurso OTEC de Eficiência Energética para Edifícios Existentes – Edição IBOPE 2010. Para Maria Akutsu, física responsável técnica pelo Laboratório de Conforto Ambiental e Sustentabilidade dos Edifícios – Centro Tecnológico do Ambiente Construído do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas, o projeto vencedor é consistente e de real viabilidade técnica, ou seja, ao ser executado vai cumprir o que promete. “A eficiência energética fica assegurada ao propor, entre outros recursos, o sombreamento da fachada envidraçada com brises, num desenho bem adequado. Além disso, tem uma linguagem arquitetônica bonita e limpa”, diz ela.

Paulo Bruna, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP - Universidade de São Paulo – considera que os trabalhos apresentados conseguiram harmonizar arquitetura e eficiência energética, sobretudo o vencedor com uma proposta sensível, prática, indicando bom senso e perfeitamente coerente com o objetivo do concurso. “Entre as propostas, a que conquistou o primeiro lugar é a que mais proximamente atende o que propunha o projeto original de autoria de Rino Levi. É uma proposta que gostaríamos de ver implantada, porque o prédio foi muito dilapidado nos últimos anos e exemplarmente essa proposta tem condições de ser executada”, afirma.


Roberto Lamberts, engenheiro e professor da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina e supervisor do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações, diz ter ficado um pouco preocupado com o nível da simulação dos projetos apresentados, que era uma exigência forte. “Mas o vencedor, especificamente, conseguiu demonstrar através da simulação as suas economias. É um projeto bastante viável, dá conta plenamente de assegurar a eficiência energética ideal para o prédio. Mas, ressalto que ao longo do julgamento constatamos que os participantes tiveram dificuldades na simulação, até porque essa prática não está no dia-a-dia dos escritórios. Precisamos difundir a simulação de eficiência energética, e o concurso, certamente, é uma forma de fazer isso”, destaca Lamberts.


Página de apresentação do projeto vencedor do Concurso OTEC de Eficiência Energética para Edifícios Existentes – Edição IBOPE 2010.


Para Antonio Carlos Mingrone, arquiteto e professor da FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP – Universidade de São Paulo - o projeto vencedor se destacou por sua proficiência. “Procurou resgatar a linguagem da arquitetura brasileira moderna, recuperando o uso do brise e identificando o tratamento diferenciado das fachadas. Com isso, demonstra que a coerência de linguagem e técnica redundará, seguramente, em economia de energia. A iluminação foi tratada com bastante apuro, dado que a integração da luz natural foi preocupação externada no seu melhor aproveitamento, seja pela suplementação da luz artificial conjugada com a disponibilidade da luz natural. A estratégia se traduz na mais eficiente e atual técnica de uso simultâneo das duas soluções”, observa.


Oswaldo Bueno, engenheiro e professor da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial, ressalta que na área de sua especialidade, a de ar condicionado, o projeto vencedor propôs um sistema convencional. “Mas, concordo com o que a equipe fez que foi reduzir a carga do sistema de condicionamento para obter um menor consumo energético. O fato de usar um equipamento A ou B, mais ou menos avançado tecnologicamente, não muda a redução da carga térmica. A equipe não inventou nada, usou o que é o dia a dia, mas de forma muito bem feita”, conclui Bueno.


Redação AECweb


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