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Mudanças na norma de portas e janelas

ABNT NBR 10821 – Esquadrias Externas para Edificações – contribuirá para que construtoras e consumidores adquiram o produto ideal para as obras.



Redação AECweb



De alumínio, madeira, aço ou PVC, padronizadas ou especiais, as portas e janelas produzidas no país terão, em breve, que obedecer os novos critérios da NBR 10821 revisada. Depois de três anos de reuniões quinzenais, muita pesquisa e envolvimento de todos os atores da cadeia produtiva, inclusive dos consumidores através da Anamaco, o texto das Partes 1, 2 e 3 da chamada ‘norma mãe’ das esquadrias acaba de entrar para Consulta Nacional na ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. O processo conduzido pela AFEAL – Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio - levou à mudanças importantes, a começar pelo título da norma que passa a ser ABNT NBR 10821 – Esquadrias Externas para Edificações.

“O novo formato da Norma de Esquadrias contribuirá para a qualidade e a orientação das construtoras e dos consumidores, em como adquirir o produto ideal para a sua obra”, assegura a engenheira Fabiola Rago, coordenadora da comissão de estudos, acrescentando que a revisão atenderá as novas necessidades do setor. A ABNT forneceu aos membros da Comissão de Estudos textos das normas internacionais ISO, européias EN e americanas ASTM, que foram consultados e tomados como base para o atual documento proposto.

A revisão modificou a estrutura do texto, transformando as diversas normas que regulam a produção das portas e janelas em uma única norma. E, mais, ela terá cinco partes, nos moldes da Norma ISO e da recente Norma de Desempenho das Edificações - ABNT NBR 15575:
Parte 1 – Terminologia;
Parte 2 – Requisitos e Classificação;
Parte 3 – Métodos de ensaio;
Parte 4 – Requisitos de desempenho adicionais (acústica e conforto térmico);
Parte 5 – Instalação e Manutenção.

Paralelamente, serão canceladas as oito normas que tratavam da caixilharia, já que seus conteúdos foram abordados na nova ABNT NBR 10821. São elas:

ABNT NBR 10820 – Caixilho para edificações – Janela – Terminologia;
ABNT NBR 10821 – Caixilho para edificações – Janelas;
ABNT NBR 10829 – Caixilho para edificações – Janela – Medição de atenuação acústica;
ABNT NBR 10830 – Caixilho para edificações – Acústica dos edifícios – Terminologia;
ABNT NBR 10831 – Projeto e utilização de caixilhos para edificações de uso residencial e comercial – Janelas;
ABNT NBR 6485 – Caixilho para edificações – Janela, fachada-cortina e porta externa – Verificação da Penetração de ar;
ABNT NBR 6486 – Caixilho para edificações – Janela, fachada-cortina e porta externa – Verificação da Estanqueidade à água;
ABNT NBR 6487 – Caixilho para edificações – Janela, fachada-cortina e porta externa – Verificação do comportamento quando submetido a cargas
uniformemente distribuídas.

OUTRAS NOVIDADES
Para garantir maior uniformidade entre os resultados dos laboratórios de ensaios, a revisão modificou alguns itens dos métodos de ensaio. “Incluirá uma classificação e um nível de desempenho para a esquadria, dependendo de sua aplicação. Além da mudança expressiva no título para “Esquadrias externas para edificações”, o que abrangerá todos os tipos de esquadrias, a norma se estende às fachadas, sistema construtivo até agora não abordado na ABNT NBR 10821:2000”, antecipa a engenheira.

As maiores alterações da norma estão na sua Parte 2 – Requisitos e Classificação. “As esquadrias são classificadas conforme o local em que serão instaladas, em relação ao número de pavimentos da edificação e a região do País. Serão cinco classes, em que as pressões de ensaio, de segurança e de estanqueidade à água já são informadas sob forma de tabela, para dar maior clareza ao meio técnico”, explica, relacionando:

Até dois (02) pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até dois pavimentos e altura máxima de 6 metros ;
Até cinco (05) pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até cinco (05) pavimentos e altura máxima de 15 metros ;
Até dez (10) pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até dez (10) pavimentos e altura máxima de 30 metros ;
Até vinte (20)  pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios  até vinte (20) pavimentos e altura máxima de 60 metros ;
Até trinta (30) pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até trinta (30) pavimentos e altura máxima de 90 metros .

Quanto aos casos de esquadrias instaladas em posições que não seja a vertical; ou em edificícios de forma não retangular; ou, ainda, em edifícis com

especificações, necessidades e exigências especiais de utilização, deve ser consultada a ABNT NBR 6123 para a determinação da pressão de projeto (Pp) e pressão de ensaio (Pe). Segundo a coordenadora, normalmente há um consultor envolvido nesse tipo de projeto, que irá realizar o cálculo de acordo com essa norma, ou solicitar um ensaio de túnel de vento.

Fabiola Rago explica que “as pressões de ensaio para edificações até cinco pavimentos diminuíram, enquanto que para as classes de 10, 20 ou 30 pavimentos tiveram um pequeno incremento”. Foi inserido o ensaio de segurança, onde pressões de vento maiores (1,5 vezes a pressão de ensaio) são aplicadas e a esquadria não pode soltar nenhuma de suas partes, visando a segurança do usuário e do transeunte. “As pressões aplicadas no ensaio de estanqueidade à água tiveram um incremento, devido às variações climáticas atuais”, comenta.

Atendido o desempenho mínimo (M), a esquadria pode ainda atender aos níveis Intermediário (I) e Superior (S), conforme exigência do usuário em satisfazer uma melhor estanqueidade à água, conforto térmico e até acústico (Tabela 1 e Figura 1). “As resistências às operações de manuseio também foram analisadas pela Comissão de Estudos que criou no novo texto o item de manutenção da segurança durante os ensaios de resistência às operações de manuseio, que avalia a ocorrência ou não de ruptura e queda em componentes da esquadria”, destaca.

A Comissão de Estudos continua a se reunir quinzenalmente para a elaboração das Partes 4 e 5. “Na Parte 4, estamos estudando os assuntos relativos à acústica e conforto térmico, e ajustando a norma de esquadrias às demais normas existentes sobre o assunto. Na Parte 5, o grupo define aspectos a serem acordados entre contratante e contratado, prevendo uma correta instalação dos contramarcos e das esquadrias e, posteriormente, a correta manutenção das esquadrias”, conclui a engenheira. 

Tabela 1 – Níveis de desempenho das esquadrias quanto ao seu uso.


NOTA: No caso de porta, a soleira sob a folha é considerada como marco.



No ensaio de estanqueidade à água, desde que não especificado em contrato e/ou não seja instalada em ambientes condicionados, é permitida a ocorrência de PI, conforme definido na Figura 1.


Figura 1 – Situação 1 – presença de água no trilho (PI); Situação 2 – escorrimento de água pelo lado interno da esquadria e presença de água no trilho (PI); Situação 3 – escorrimento de água ultrapassando o marco da esquadria (PE).


 

Redação AECweb


COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA:


Fabiola Rago Beltrame
 é Engenheira Civil pela FAAP (1993) e mestre em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1999). Diretora da Qualidade da BELTRAME Engenharia S.S. Ltda. Atua como consultora técnica da AFEAL - Associação de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio no PSQ de Esquadrias de Alumínio do PBQP-H e, também, na Diretoria da Qualidade do ITEC - Instituto Tecnológico da Construção Civil, laboratório de ensaio para materiais de construção civil, como esquadrias, vidros, guarda-corpos e selantes. É membro das Comissões de Estudos do CB-37 (Vidro) e do CB-35 (Alumínio) e Coordenadora da Comissão de estudos de Esquadrias do CB-02 (Construção Civil).

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