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Artigo de Dionyzio M. Klavdianos, vice-presidente administrativo-financeiro do Sinduscon-DF

No Estadão de 18 de janeiro a notícia é de que, até agora, 12 mil funcionários ligados a empresas envolvidas no escândalo da Petrobrás já foram dispensados em apenas dois meses.

Para ter uma ideia da grandeza do estrago, este número representa mais de 10% dos empregos gerados pelo setor na cidade de Brasília. Se o ano já se prenunciava ruim, notícias como esta só tendem a colaborar para o aumento do pessimismo e, mesmo com o fato de boa parte destes empregos estarem ligados a indústria de montagem e eletromecânica, não alivia a pressão, pois para todos os efeitos, quando escutamos os nomes das grandes empreiteiras, o segmento lembrado é justamente o da construção civil.

Pior é que informações prestadas pelos sindicatos que representam os trabalhadores em diversos estados dão conta de que os empregados não estão recebendo por completo os valores a que fazem direito nas demissões, afinal, em sua maioria as empresas estão com problemas de caixa e, de certa, maneira estão dispensando-os "contra a vontade". Como era de se esperar, a grave crise já vitimiza quem nada tem a ver com ela, o trabalhador da produção. Paradoxo dos paradoxos, em situação normal este trabalhador, no geral bastante especializado, seria logo empregado, mas no quadro atual passa a amargar ansiedade por não ver as contas corretamente acertadas e a tristeza por um futuro incerto.

Como uma bola de neve, a crise rola ladeira abaixo, fazendo outras vítimas também. No Valor de 19 de janeiro, a informação é de que “o atraso de planos de Petrobras gera 'cemitério' de imóveis em Santos". Claro que esta situação não é provocada exclusivamente por causa do escândalo, mas o fato é que a cidade se preparou e construiu vários empreendimentos comerciais para atender à demanda prevista em virtude da descoberta do pré-sal e, se no início desta década prédios inteiros foram vendidos rapidamente, hoje, de acordo com a matéria, "entre os investidores que acreditaram no potencial da cidade, atraídos pela exaustiva propaganda das construtoras, há frustração e dificuldade para revender ou alugar salas". Aliás, este trecho da reportagem dá uma boa tese de mestrado para os interessados em temas do tipo "Como vender imóveis com base em estudos incompletos de viabilidade e marketing irresponsável".

A maioria dos analistas, além dos próprios representantes do setor, previram no final do ano passado um 2015 duro para a construção civil. Parece que acertaram.

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