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Casa Sustentável

Artigo de Dionyzio M. Klavdianos, vice-presidente Administrativo-financeiro do Sinduscon-DF

Primeiro que casa nenhuma se sustenta sozinha. Segundo que há tantas coisas mais importantes e exemplares que cada um de nós podemos fazer em favor de um mundo melhor do que quebrar tanto o coco atrás de coisa menos necessária.

Se você fizer sua casa com uma empresa honesta e que não explore o funcionário, já é muito bom. Digo isto porque a imensa maioria dos que constroem casas não tomam este cuidado. Uma empresa boa e que trabalhe com qualidade fará sua obra com menos erros — que já é muito sustentável, pois o entulho da Construção Civil é o campeão dos lixões.

Evite usar madeira em processos intermediários, tipo forma de estrutura, pois servem só uma vez e entopem as caçambas.

Procure usar materiais industrializados, pois produzem menos entulho. Se puder fazer de sua casa um canteiro de montagem, valerá muito mais do que muito reaproveitamento de água.

Por falar em reaproveitamento de água, a solução é simples: faça como os que moram em regiões áridas, e ponha uma caixa de água ligada à calha para aproveitar a água da chuva. Depois, vá utilizando. Mas a questão é: para quê? Se for para a água da privada, apenas um vaso sanitário de acionamento duplo cumprirá muito bem o papel sem necessidade de fru, fru. O mesmo vale para o jardim: se há época de plantar e a de colher, não se entende a pretensão em deixar sua grama molhada todo o ano. Agora, se for para usar para tomar banho, cozinhar e criar uns bichos, aí eu assino embaixo.

Um cuidado que julgo superimportante para tratar com o seu arquiteto é o controle da temperatura interna do ambiente. Você gosta de muito sol ou de sombra? Naturalmente, é bem difícil ter os dois na mesma quantidade e qualidade. Provavelmente, terá de fazer uso de cortinas ou brises, o que encarece a casa. Aliás, é inacreditável como são caras as cortinas.

Faça varanda e, então, sempre estará fresquinho. Mas você perderá a majestade do sol, que continua sendo o melhor dos detergentes.

Na minha casa, tive de me render ao condicionador de ar neste ano, pois o calor quase matou. Já havia deixado a previsão. Vacilei em não ter cuidado mais da cobertura, pois não queria o telhado convencional de madeira e lajota cerâmica — ainda imbatível em matéria de conforto térmico. Agora, cuidado com o tal telhado verde, que pode ficar muito bem cobrindo os prédios de Manhatan, mas fico pensando o sufoco da dona de casa moderna que mal dá conta que a empregada limpe bem os quartos da casa, tendo que cobrar dela o trato da hortinha lá de cima.

Quanto ao banho quente, não deixe de instalar a placa solar, que alivia bem a barra. Todavia, não desconsidere o elétrico. Às vezes, a ponta do lápis é o melhor conselheiro, mas se puderem maneirar no tempo de banho, esta será a grande solução, independente do tipo de chuveiro.

Se tiverem água quente e fria para misturar, aprendi há pouco aqui em casa que, se deixar apenas gotejando enquanto ocorre a mistura na tubulação, você consegue encher uma bacia de quase 10 litros de água.

Falar em sensor de presença para ligar e desligar luminárias e equipamentos chega a ser um acinte, e é por estas e outras que não entendemos para onde caminha a humanidade. Todavia, retiro o que disse se sua casa será um internato e tiver um corredor de mais de 100 m de comprimento, com interruptor de um lado só.

No entanto, cuidado com as feiosas lâmpadas coreanas econômicas e caras, que não suportam os desaforos do lusco-fusco da rede de energia brasileira e queimam muito antes dos tais mil acionamentos. No mais, pense na casa que você gostaria de ter e a construa com paciência, carinho e amor (e com aquela empresa boa do início do conselho). Você verá que ao fim do dia estará sempre louco para tornar à ela.

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