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Dia Internacional da Água ou Dia Municipal da Água?

Artigo de Ricardo Dutra, diretor do setor de soluções em economia da Draco

Com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da água para a vida em nosso planeta, a ONU (Organização das Nações Unidas) estabeleceu 22 de março como o Dia Internacional da Água.

Nesta data, todos aproveitam para relembrar que o Planeta TERRA é formado de aproximadamente 70% de água, e que a maior parte dessa água, é salgada e imprópria para o consumo. A água doce, apenas 2,493% do total, está em lençóis subterrâneos ou congelada nos pólos, e apenas 0,007% está em rios e lagos, disponível para nosso consumo. Mas não é só isso não, desse 0,007% de água doce disponível 70% vão para a agricultura; 22%, para a indústria e 8%, para o consumo individual (fonte: World Resources Insitute, ONU).

Convenhamos, que ainda assim é muiiiiiita Água !!! Digo isso, pois morando no Brasil, somos muito bem servidos de água. Além disso, com essa temporada de chuvas em várias cidades do mundo, há uma idéia de abundância da água. Portanto, por que afinal de contas, cada um de nós deve se conscientizar sobre a importância da água?

Em primeiro lugar, devemos considerar que antes de habitarmos o Planeta TERRA, somos habitantes da nossa residência, frequentadores do nosso trabalho/escola/... em nosso Município. Digo isso porque é nesse universo que as nossas atitudes podem fazer diferença de forma direta. Muito mais do que uma atitude ecológica, estamos falando de uma atitude social, que contribui definitivamente para o bom Saneamento Básico do Município, o que é fator de saúde e qualidade de vida para os habitantes. Talvez a ONU tenha errado, deveria ter chamado este dia de DIA MUNICIPAL DA ÁGUA. Vejam que a água da qual dependemos para viver, é a água potável entregue todos os dias na nossa casa.

O HOMEM E A ÁGUA

O ser humano não consegue viver longe da água que bebe e dos resíduos que produz. Essa parece ser uma preocupação que acompanha as civilizações desde as épocas mais remotas. Embora, com o passar dos tempos, a humanidade tenha aperfeiçoado muitas técnicas para coletar água e afastar os detritos, o problema permanece até os dias de hoje.

Os povos primitivos utilizavam métodos simples para recolher as águas das chuvas, dos rios e dos lagos. Com o decorrer do tempo, as necessidades humanas e o crescimento da população passaram a exigir quantidades cada vez maiores de água e facilidade de acesso ás fontes existentes. Ao mesmo tempo, eram procuradas novas fontes de suprimento, inclusive no subsolo.

UMA VIDA MELHOR

Hoje, quando falamos de sustentabilidade, sustentar a vida em um município, estamos falando em disponibilizar água e esgoto a seus habitantes. Em economizar, ou seja, utilizar racionalmente a água. Fazendo isso, estamos obtendo os seguintes benefícios dentro de nosso Município:

- Maior oferta de água, para atender a um número maior de usuários.

- Redução dos investimentos na captação de água em mananciais cada vez mais distantes das concentrações urbanas.

- Diminuição dos investimentos para atender às demandas em dias/horários de pico.

- Maior oferta de água para áreas deficientes de abastecimento.

- Redução do volume de água a ser captada e tratada.

- Diminuição do volume de esgotos a serem coletados e tratados, e consequente redução dos custos do tratamento de esgoto.

- Postergar investimentos necessários à ampliação do Sistema Produtor de Água bem como do Sistema de Esgotamento Sanitário do Município.

- Diminuição do consumo de energia elétrica (poucos se dão conta da demanda de energia para distribuição da água que se dá através de bombeamento contínuo).

- Garantia do fornecimento ininterrupto de água ao usuário.

TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL

Cientes disso, muitos Governos e ONGs pelo mundo afora vem nas últimas duas décadas criando leis para indústria de equipamentos e da construção civil, e estabelecendo normas visando a redução do consumo de água. No Brasil, há um atraso considerável neste sentido, por parte do governo, porém a iniciativa privada caminha nessa direção por uma necessidade de subsistência. Cabe aqui salientar que um dos grandes consumidores da água são próprios órgãos públicos.

Veja, ninguém quer perder, portanto “não peçam para eu abrir mão do meu conforto”. Pensando assim, muito tem sido feito no sentido de se criar novos dispositivos, produtos que mesmo utilizando uma quantidade menor de água, tenham a mesma eficiência e conforto. Portanto essa é uma política saudável também no âmbito econômico, uma vez que promove a indústria, incentivando o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à redução do consumo de água e reduz o gasto do indivíduo com este recurso.

Logo, se “...nada se perde ... tudo se transforma” (Lavoisier), a importância deste dia é de sabermos da real possibilidade de transformarmos os gastos desnecessários em benefícios diretos, sem perda de conforto e com ganhos reais para nossos orçamentos, sem falar que estaremos garantindo a água de cada dia, afinal de contas nem só de pão vive o homem...

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Ricardo DutraArticulistaRicardo Dutra

PERFIL

Engenheiro graduado pelo Mackenzie, Ricardo Dutra iniciou sua carreira com projetos de eletrônica, ainda como estagiário, no ano de 1993 (na empresa LOCKTRON), seguindo para automação de Torneiras em 1997 (na MICROMAC). Em 2002, participou da fundação da Draco, empresa onde atualmente Ricardo exerce o cargo de Diretor do setor de Soluções em Economia.

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