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Gestão de Suprimentos e Qualidade

Artigo escrito por Frederico A. Martinelli, Diretor da F. Martinelli Consultoria.

Tópicos:
• O que suprimentos pode fazer pelo êxito da empresa?
• Onde está a competitividade da empresa?
• Vantagens em formar ecossistemas
• Comunicação e contratação
• Gestão: a raiz de tudo

Resumo

A gestão de suprimentos e qualidade deve ser tratada como tema de nível estratégico dentro de qualquer empresa que queira alcançar êxito.

A área de suprimentos é determinante no custo, prazo e qualidade daquilo que se deve entregar.

Nenhuma outra etapa em todo o macroprocesso da empresa pode desagregar mais custo do que suprimentos.

Suprir é garantir o fornecimento certo. Fornecer corretamente é entregar na hora certa, na quantidade certa, na qualidade certa, na especificação certa e no custo correto, de forma segura e organizada.

Puxar o sistema da qualidade para dentro de suprimentos é prevenir a não conformidade, comumente detectada de forma tardia e mais onerosa na produção.

Por que a avaliação dos fornecedores normalmente não aparece nos mapas de cotações?

A importância do setor de compras não pode ser relegada – nem delegada – a uma velha agenda de telefones; precisa ser exercida com inteligência estratégica.

A área de suprimentos determina a competitividade da empresa e de seus produtos.

Um grande dilema está na decisão entre competir ou colaborar.

Estrategicamente, colaborar é uma forma muito eficiente de adquirir competitividade.

Atualmente há diferentes montadoras que compartilham a mesma planta.

O ato de colaborar constrói um ecossistema, sendo que cada integrante ocupa uma posição clara e definida. Todas as posições são igualmente importantes; o que importa é a adaptação evolutiva e a sobrevivência do ecossistema estabelecido.

Há muito tempo não há mais competição entre empresas no mercado mundial. São os ecossistemas que competem entre si.

O departamento de suprimentos é o principal formador de ecossistemas onde se inserem as empresas.

Se o termo “parceria” não tivesse sido corrompido para o entendimento de “quanto é o meu desconto”, teria sido o início de uma evolução.

Parceria é fortalecer o ecossistema ao qual a empresa pertence.

No universo não há componente isolado; existem sistemas dentro de macrossistemas.

A visão sistêmica de Ludwig von Bertalanffy (biólogo austríaco) deve ser o pensamento permanente da área de suprimentos e da qualidade.

Existe uma longa cadeia a se considerar no ecossistema dentro da construção civil, da mineração ao cliente final, incluindo, no mínimo, cinco anos de garantia.

Tal extensão de cadeia exige total reconsideração e revisão dos processos e procedimentos, desde a comunicação até a contratação e a entrega do bem.

O que muda com o ecossistema? Se não tudo, quase.

A finalidade última do ecossistema é proteger o lucro e a nutrição de cada integrante. Para o ecossistema há total interesse no “bem-estar” de todos os seus componentes – pressão interna –, que deve ser contrabalanceada com o esforço externo para o enxugamento de ações e custos que não agreguem valor entre as transações das partes. Exemplo: os desnecessários custos de comercialização.

Embora mantenha-se o arranjo piramidal no ecossistema, este não vale mais como preferência na “cadeia alimentar”. A empresa líder deve ser a grande protetora e a responsável para que todos cheguem seguros ao objetivo – do topo à base.

As empresas líderes estimulam, apoiam, exigem e treinam a base em benefício da competitividade do produto e do ecossistema.

• Estudar tendências de preços
• Buscar alternativas
• Fazer ações com fornecedores
• Aumentar o SLA
• Due diligence
• Desenvolver novos fornecimentos
• Por que esperar a obra pedir?

São todas tarefas estratégicas do setor de suprimentos em conjunto com a qualidade.

Suprir não é mais comprar. Suprir é uma operação logística; é o fornecimento a longo prazo, mesmo que descontínuo. Cultura e valores únicos dentro do ecossistema, como a obsessão por melhorias, são algumas das mudanças necessárias no “mindset” das empresas integrantes do ecossistema.

A responsabilização pelas etapas (sejam aquelas que foram cumpridas ou não, além daquelas realizadas parcialmente) é um ponto cego em nossos sistemas de qualidade. Por exemplo: em caso de uma anormalidade na parede, não se sabe em qual contexto o colaborador a executou na obra.

Lembrar que qualidade, antes de tudo, é comportamento, representa metade do aspecto gerador resolvido. Qualidade não é burocracia.

Anos separam o surgimento de uma patologia construtiva da sua geração e do ato responsável de fato pelo seu surgimento. Nossos sistemas de qualidade não registram a correspondência unívoca entre os efeitos e suas causas primeiras.

No ecossistema as informações estão retidas dentro dele; a reparação dos processos e procedimentos é sempre possível e efetiva.

Falamos anteriormente em comunicação e contratação.

A má comunicação é responsável por considerável parte do retrabalho na obra.

• “Ah...mas, eu tinha entendido diferente”
• “Ninguém me falou que...”

Quantas vezes por dia essas frases são pronunciadas dentro de uma empresa? Nós as ouvimos sem nos atentar de que são indicadores da má comunicação – fonte direta da geração de custos de retrabalho.

A redução do retrabalho começa na comunicação bem cuidada para ser compreendida.

Do outro lado, para o ecossistema temos a máxima de que contratos devem ser sempre feitos – e bem-feitos – para nunca serem usados.

Quando um contrato precisar ser usado, é sinal de que antes ocorreu uma grande falha de comunicação no ecossistema.

Os contratos passam a ser permanentes.

Um jurídico ativo e saudável para o ecossistema trabalha intensamente na gestão de contratos e na prevenção – nunca na reparação.

Falamos de suprimentos com a formação de ecossistema, qualidade, comunicação e contratos. Agora gostaria de abordar sobre a gestão.

O que é gestão?

Eis aí o grande e verdadeiro passo para humanidade: saber do que se trata, pois digerir o presente impactará o futuro.

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PERFIL

Diretor da F. Martinelli Consultoria, tem experiência em sistemas para a otimização dos processos construtivos e de gestão de projetos. Foi professor na Faculdade Belas Artes e na Faap e atualmente leciona no MBA da Poli-USP na área de gestão e Produção de Edifícios.

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