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O "novo normal" no mercado imobiliário pós-Covid-19

O "novo normal" no mercado imobiliário pós-Covid-19

Em tempos de Covid-19, muito se tem falado sobre o "novo normal" que teremos depois da pandemia. Não se trata de mera elucubração. De fato, uma nova revolução existencial está por vir. Mesmo antes da pandemia, já dispúnhamos de muitas das atuais ferramentas tecnológicas de comunicação online, hoje largamente conhecidas. Entretanto, uma espécie de receio inconfesso nos impedia de utilizá-las. Mas segundo Ortega y Gasset, o homem é fruto de suas circunstâncias.

O isolamento social transformou nosso “modus vivendi”. Hoje, nossa comunicação já não é presencial, mas a distância. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDEBRASIL), a Covid-19 influenciará nossos filhos, netos e bisnetos. O advento da vacina certamente acabará com o medo e a insegurança, mas as consequências da pandemia permanecerão para sempre. O home office forçado provou que podemos produzir mais e melhor trabalhando em casa.

Grandes empresas gastavam fortunas com passagens, hospedagem, alimentação e receptivo para realizar uma simples reunião. De repente, perceberam que muitas dessas reuniões podem ser feitas pela Internet, eliminando viagens e todas as suas consequências. Mas o que acontecerá com as companhias aéreas e com toda a infraestrutura dos aeroportos, bares, restaurantes, receptivos e outros, que vivem do turismo de negócios?

As lives hoje produzidas por artistas mostraram que eles podem atingir público imensamente maior do que conseguem com um show presencial, a um custo infinitamente menor, sem cobrar nada de quem as assiste. As grandes empresas e anunciantes já perceberam que, por meio de um desses shows, com muito menor custo, podem levar suas marcas e mensagens a um público muito maior do que conseguiam com qualquer outro tipo de show ou meio de comunicação.

Tudo isso afetará profundamente muitos setores econômicos, inclusive o mercado imobiliário. As pessoas mais qualificadas – os grandes talentos intelectuais – poderão ser encontradas e utilizadas pelas grandes organizações empresariais a distância, de qualquer parte do mundo, sem qualquer necessidade de deslocamento, tudo por meio da Internet.

O que acontecerá com o trânsito? A inevitável diminuição de veículos circulando pelas ruas, além de promover melhor aproveitamento do tempo pessoal – cuja importância se abstrai de sua absoluta inexorabilidade –, proporcionará o descongestionamento das ruas, diminuindo a poluição ambiental pelo monóxido de carbono e o número de acidentes, repercutindo na indústria e na venda de veículos e peças automotoras, nas oficinas de reparos e no custo de manutenção da infraestrutura rodoviária municipal, estadual e federal.

Haverá grande reestruturação no mercado imobiliário. As empresas não mais precisarão de grandes escritórios, com altos custos de aluguel, tributos e manutenção. Boa parte de seus empregados trabalharão em casa, também com grande economia de manutenção, transporte, alimentação e vestuário. Por questões de custos, segurança, poluição, convivência familiar, mobilidade, estresse e outros fatores, muitos optarão por pequenas cidades ou áreas rurais próximas. Este será o novo amanhã!

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João TeodoroArticulistaJoão Teodoro

PERFIL

Nascido na cidade de Sertanópolis, no Estado do Paraná, João Teodoro da Silva iniciou a carreira de corretor de imóveis em 1972. Ele é empresário no mercado da construção civil em Curitiba (PR). Graduado em Direito e Ciências Matemáticas, foi professor de Matemática, Física e Desenho da PUC/PR. É técnico em Edificações e em Processamento de Dados e possui diversos cursos de extensão universitária pela Fundação Getúlio Vargas. Foi presidente do Creci-PR por três mandatos consecutivos, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná de 1984 a 1986 e diretor da Federação do Comércio do Paraná. No Cofeci, atua desde 1991, quando passou a exercer o cargo de conselheiro federal, e é presidente desde 2000.

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