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Os plásticos, o transporte da água e o saneamento básico

Artigo de Alfredo Schmitt, engenheiro, empresário e presidente do 1° Congresso Brasileiro do Plástico

É fato que os avanços nas melhorias em serviços de água e esgotos, assim como na redução das perdas de água nas grandes cidades do país continuam lentos. O Brasil foi aclamado pela ONU como país pioneiro no planejamento de saneamento para longo prazo e com participação social, em função do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), um guia que possibilita o planejamento para que investimentos de R$ 508,5 bilhões sejam feitos em abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto e lixo e ações de drenagem.

Ainda assim, o novo Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades, apresentado pelo Trata Brasil, mostrou a necessidade de haver um maior comprometimento dos governos federal, estaduais e municipais, se o Brasil pretende universalizar o saneamento em duas décadas.

Em resumo, o estudo dita que a grande maioria das cidades analisadas não evoluiu em seus indicadores de Perdas de Água, o que preocupa por ser um indicador síntese da gestão do sistema de saneamento em uma cidade. Hoje, o volume de esgotos não tratados nos 100 maiores municípios, portanto descartados por dia na natureza, é de 2.959 piscinas olímpicas. Isso mostra que a falta de saneamento, além de um problema de saúde pública, continuará prejudicando a quantidade e qualidade dos recursos hídricos brasileiros.

Ações de saneamento e de cuidados com a água são preventivas à saúde e geram economia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada 1 real investido em saneamento básico, 4 reais são economizados em tratamentos de saúde. E os plásticos são parte integrante nesse processo, fundamentais tanto na disseminação do saneamento, quanto na geração da economia.

Eles estão presentes na construção, no saneamento, tratamento de esgoto, canalização de água e revitalização de municípios, em função de sua versatilidade, variedade de aplicações e vocação social, ou seja, melhor custo-benefício em relação a diversos materiais. Isso sem falar que os plásticos são 100% recicláveis, o que significa que podem ser transformados em novos produtos ao final de sua vida útil, reduzindo, assim, o desperdício de matéria-prima.

Já se sabe que em países onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é mais alto, o consumo de plásticos per capita é maior. Ou seja, quanto mais as pessoas saem da linha da pobreza, quanto mais aumenta a quantidade de pessoas nos grandes centros e, consequentemente, o consumo, mais será necessário a busca de produtos versáteis, com custo-benefício adequado e com potencial sustentável (reaproveitável e reciclável).

A indústria do plástico busca divulgar a cada oportunidade essa nobre importância de seus produtos, que têm aplicações voltadas ao bem estar social, ao desenvolvimento e à saúde. Assim, foi criado o Congresso Brasileiro do Plástico, a primeira iniciativa no Brasil e na América Latina com o propósito de exaltar os benefícios das aplicações do plástico nos mais variados segmentos, desde saúde, agricultura, passando por segurança alimentar, combate a fome e saneamento básico, bem como evidenciar a sua importância na vida moderna.

O Brasil precisa crescer de maneira sustentável e parte desse crescimento passa pela indústria dos plásticos que busca estar atenta às inovações e ao desenvolvimento tecnológico para cada vez mais atender as necessidades do país.

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Alfredo SchmittArticulistaAlfredo Schmitt

PERFIL

Formado em Engenharia Química e Ciências Econômicas. Presidiu a Abief e a Sinplast-RS por dois mandatos. É diretor da FFS Filmes Ltda, empresário e presidente do 1° Congresso Brasileiro do Plástico.

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