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Mercado residencial dá sinais de recuperação no Centro-Oeste

Maior destaque da região é o Distrito Federal, que concentra 59% dos novos empreendimentos

Redação AECweb / e-Construmarket

A Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, realizou um estudo no mercado de imóveis residenciais da região Centro-Oeste do país e constatou que existem 233 empreendimentos nas fases de projeto/lançamento. As novas construções somam 81.424 apartamentos, distribuídos em 2.835 torres, com área total estimada de 7.094.221 m². O Distrito Federal concentra 42.616 unidades, o que representa 59% do total. Logo na sequência vêm Goiás (23%), Mato Grosso (9%) e Mato Grosso do Sul (9%).

Brasília - Edifícios residenciaisOs novos empreendimentos que serão entregues no Distrito Federal poderão aquecer o ritmo de vendas, que, atualmente, se encontram desaceleradas (Foto: Paulo Barros)

AQUECIMENTO NO DISTRITO FEDERAL

Os novos empreendimentos que serão entregues no Distrito Federal poderão aquecer o ritmo de vendas, que, atualmente, se encontram desaceleradas, porém dando os primeiros sinais de recuperação. “Os índices, apesar de ainda baixos, estão melhores do que aqueles verificados no ano passado”, revela João Accioly, vice-presidente da Indústria Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (SindusCon-DF).

A oferta de imóveis novos à venda está diminuindo e alguns tipos de empreendimentos já não são encontrados facilmente. Isso abre expectativas para lançamentos que atendam à demanda dos compradores
Paulo Muniz

Um levantamento realizado pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), em parceria com o SindusCon-DF, mostra que o índice de vendas foi de 5,1% no período entre os meses de maio e agosto últimos. O setor considera que números acima de 5% representam que o mercado teve um desempenho adequado. No mês de agosto do ano passado, o índice havia ficado em 4,4%.

“A oferta de imóveis novos à venda está diminuindo e alguns tipos de empreendimentos já não são encontrados facilmente. Isso abre expectativas para lançamentos que atendam à demanda dos compradores. Por isso, acreditamos que o índice está em bom nível e será ainda melhor nos próximos meses”, diz Paulo Muniz, presidente da Ademi-DF.

O estoque de imóveis no Distrito Federal alcançou a marca de 19 mil unidades no final de 2011. Após atingir o pico, o número veio decrescendo e está em 8,4 mil unidades atualmente. “O estoque regulador médio é de 9 mil unidades, aproximadamente. No passado, tivemos um momento de oferta maior do que a demanda. Agora, o cenário se inverteu”, explica Accioly.

É sempre bom destacar a influência do papel do Estado nas atividades do setor, com relevância para a necessidade de simplificação dos processos de licenciamento, leia-se desburocratização
João Accioly

A pesquisa da Ademi-DF e do SindusCon-DF também analisou o preço médio dos imóveis. Em agosto último, a região do Lago Sul apresentava o metro quadrado mais caro, com valores de cerca de R$ 15 mil/ m2. O mais barato foi verificado em Santa Maria, atingindo R$ 3,5 mil/ m2. O valor médio ficou em R$ 8,1 mil/ m2.

IMÓVEIS POPULARES

Segundo Accioly, os imóveis populares são os mais procurados pelos compradores. “A demanda pela tipologia sempre foi e ainda é a mais alta”, destaca. Entretanto, o atendimento a esse público não depende exclusivamente da atuação da iniciativa privada e necessita de apoio do poder público, por meio de programas como o Minha Casa, Minha Vida.

O auxílio das esferas governamentais não pode ficar restrito aos programas de incentivo. “É sempre bom destacar a influência do papel do Estado nas atividades do setor, com relevância para a necessidade de simplificação dos processos de licenciamento, leia-se desburocratização”, ressalta Accioly, lembrando que as fiscalizações também são importantes, tanto nas obras regulares quanto nas irregulares.

Gráfico - Edifícios - Projeto e LançamentosO Distrito Federal concentra 42.616 unidades, o que representa 59% do total. Logo na sequência vêm Goiás (23%), Mato Grosso (9%) e Mato Grosso do Sul (9%)

CRISE ECONÔMICA

O período de recessão econômica enfrentado pelo país tem impactado diretamente o mercado imobiliário residencial. “A crise fez com que a maioria das construtoras diminuísse muito o ritmo de suas atividades”, fala Accioly. As dificuldades econômicas também afetam a disponibilidade de acesso ao crédito. “Os recursos que deveriam circular no mercado para o atendimento de demandas da máquina pública acabam sendo destinados para outras finalidades”, complementa.

O número de distratos vem crescendo bastante em diversas capitais do país, como São Paulo. No Distrito Federal, o fenômeno também foi percebido com alguma força. Entretanto, com os sinais de recuperação da economia, parece estar diminuindo. Já para o futuro, as perspectivas do mercado imobiliário são positivas. “Estamos otimistas, mas temos a consciência de que o reaquecimento das atividades será lento”, conclui Accioly.

Colaboração técnica

João Accioly
João Accioly – Formado em Arquitetura pela Universidade de Brasília (UnB), ocupa o cargo de vice-presidente da Indústria Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (SindusCon-DF). É titular do escritório Accioly Catelli Arquitetos Associados.
Paulo Muniz
Paulo Muniz – Engenheiro civil graduado pelas Faculdades Integradas de Uberaba (Fiub-MG) em 1982 e especializado em Negócios para Executivos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É sócio e diretor superintendente da empresa Conbral S/A - Construtora Brasília e sócio-gerente da Mega Imóveis e Construções Ltda. No ano de 2009, tornou-se diretor de Política Habitacional da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), função que ainda exerce. Em 2011, tornou-se também vice-presidente do SindusCon-DF, onde acumula o cargo de presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII).
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