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5 cuidados imprescindíveis na construção de piscinas de concreto armado

Para garantir longa vida útil a essas estruturas, dimensionamento e execução precisam ser cuidadosos. Entenda por que elas são mais usadas em condomínios e projetos de grande porte

Texto: Juliana Nakamura

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Piscinas de concreto armado podem ser construídas em qualquer tamanho e formado (foto: divulgação/MBigucci)

Entre os métodos construtivos disponíveis para piscinas, o concreto armado se destaca por oferecer elevada resistência mecânica, durabilidade e baixo custo de manutenção. Outra característica associada a essa tecnologia é a versatilidade, permitindo o desenvolvimento de piscinas em qualquer tamanho e formato, com diferentes tipos de revestimento.

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Contudo, em comparação a outros métodos, como alvenaria, fibra de vidro e vinil, o concreto armado é mais oneroso e, também, demorado. Isso faz com que seja utilizado principalmente em piscinas de grande porte e em condomínios que possuem grande fluxo de utilização.

A piscina de concreto armado tem maior dificuldade na execução, por conta da quantidade de serviços que precedem o processo de concretagem
Natália Arneiro

A piscina de concreto armado se caracteriza por ter laje e paredes formando uma caixa monolítica capaz de resistir às movimentações de terra. “Esse tipo de piscina tem maior dificuldade na execução, por conta da quantidade de serviços que precedem o processo de concretagem”, salienta Natália Arneiro, engenharia na construtora MBigucci. Ela cita, como exemplo, a necessidade de garantir a passagem das instalações elétricas e hidráulicas para não gerar retrabalho, visto que as tubulações são embutidas na estrutura.

A seguir você pode conferir algumas boas práticas na execução de piscinas de concreto armado. Confira:

1) Projeto bem detalhado e compatibilizado

Para execução de uma piscina de concreto armado, é fundamental a existência de um projeto de produção com todas as informações necessárias para uma execução bem realizada. O trabalho deve incluir desde medidas e especificação de materiais até a paginação do revestimento e detalhes construtivos. Também é fundamental a compatibilização dessas informações com os projetos de estrutura, de formas e escoramentos, arquitetura, instalações, paisagismo e impermeabilização.

2) Especificação de materiais cuidadosa

O cimento mais adequado é o pozolânico, capaz de evitar eflorescência, patologia comum em ambientes úmidos
Natália Arneiro

Os materiais utilizados na produção de piscinas de concreto armado devem ser adequados às exigências e especificidades dessa aplicação. “O cimento mais adequado é o pozolânico, capaz de evitar eflorescência, patologia comum em ambientes úmidos. Já os tubos devem ter classe e resistência definidos por projeto com previsões de água aquecida, caso necessário”, comenta Arneiro. De acordo com a engenheira, o controle de qualidade deve ser rigoroso especialmente com relação à resistência do concreto armado e à execução da impermeabilização para garantir que não haverá vazamentos.

3) Cuidados com a armação

Para a armação de piscinas de concreto são muito usuais as telas soldadas, produzidas com aços de alta resistência. Durante a execução, é altamente recomendável a inserção de espaçadores para garantir o cobrimento ideal de concreto indicado pelo projeto estrutural.

4) Impermeabilização crítica

A vida útil, a qualidade e a segurança de uma piscina estão diretamente associadas ao sistema de impermeabilização. Por isso, após a concretagem, a estrutura deverá ser impermeabilizada com alguma solução flexível, capaz de acompanhar as pequenas movimentações que ocorrem na estrutura.

Entre os sistemas mais utilizados estão as mantas asfálticas e as membranas de poliureia e poliuretano. Independentemente da solução escolhida, antes da impermeabilização a superfície deverá ser submetida à limpeza e regularização. Com a estrutura limpa, recomenda-se executar o chapisco com argamassa industrializada, seguindo as orientações do fabricante. Jamais deve ser utilizada cal nas argamassas de regularização e assentamento de piscinas. Isso porque a cal pode ser lixiviada e provocar eflorescências.

De acordo com a ABNT NBR 9574:2008 – Execução de impermeabilização, para verificar a impermeabilidade do sistema aplicado, deve-se realizar um teste de estanqueidade, que nada mais é do que o enchimento total da piscina com água por, no mínimo, 72 horas.

5) Manutenção periódica

Boas práticas em todas as etapas de execução da piscina são capazes de evitar manutenções corretivas. Ainda assim, como ocorre com qualquer estrutura, atividades de manutenção preventiva devem ser previstas para preservar a vida útil da estrutura.

“É necessário, por exemplo, atentar-se à limpeza, à quantidade de cloro utilizada e à utilização de materiais nas juntas de dilatação que suportem a submersão, além da manutenção periódica das bombas”, cita a engenheira Natália Arneiro.

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Colaboração técnica

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Natália Arneiro – Engenharia civil com MBA em administração. Atua há 10 anos na construtora MBigucci acompanhando obras de empreendimentos residenciais.
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