• Busque fornecedores, produtos e matérias

Produto indisponível

O produto que você buscou se encontra indisponível no momento.

> > > > Aquecedores de ambiente: conheça as diferenças e faça a escolha ideal

Aquecedores de ambiente: conheça as diferenças e faça a escolha ideal

Disponíveis em diferentes tipos – como estufas elétricas, condicionadores de ar, radiadores e lareiras – esses aparelhos precisam ter suas características analisadas antes da especificação

Redação Portal AECweb / e-Construmarket

aquecedor-de-ambiente-ambientado
Devido a diversidade de modelos, é necessário conhecer as características díspares para decidir qual a melhor escolha para o seu ambiente (ronstik / Shutterstock.com)

Diferentemente de países com inverno rigoroso, no Brasil as edificações não costumam contar com sistemas de calefação. Com isso, para lidar com as baixas temperaturas e melhorar o conforto térmico, a alternativa é o uso de aquecedores. No entanto, antes de investir nos equipamentos, a recomendação é conhecer as características de cada um, afinal, o mercado oferece soluções variadas, adequadas para cada caso.

Os tipos mais comuns são as estufas elétricas, que podem ser divididas em sistemas com tubo de quartzo, com ventiladores, cerâmicos ou com óleo; condicionadores de ar; radiadores; lareiras; e fogão a lenha
Paulo Roberto Wander

“Os tipos mais comuns são as estufas elétricas, que podem ser divididas em sistemas com tubo de quartzo, com ventiladores, cerâmicos ou com óleo; condicionadores de ar; radiadores; lareiras; e fogão a lenha”, enumera o engenheiro Paulo Roberto Wander, professor do programa de mestrado da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

ESPECIFICAÇÃO

O custo é uma das principais variáveis na decisão de compra da solução ideal. Alguns equipamentos, por exemplo, necessitam de elevado investimento em sua instalação, portanto, não se justificam para usos esporádicos. Esses sistemas mais caros acabam sendo ideais para regiões onde as temperaturas mais baixas são mais constantes durante o ano todo.

“Em geral, as estufas são mais polivalentes pelo tamanho e mobilidade, porém, a principal restrição é a área do ambiente que não pode ser grande. Com isso, são indicadas para quartos, salas ou escritórios, da mesma forma que os radiadores”, explica o docente. Já as lareiras são opções mais usadas em salas de estar, diferente das estufas a lenha que são especificadas para quartos. “O fogão a lenha, obviamente, é usado em cozinhas”, complementa.

Há, ainda, modelos de ar-condicionado que também aquecem o ambiente. São os equipamentos quente/frio ou com ciclo reverso. “Os aparelhos de janela têm algumas restrições quando a temperatura é muito baixa. Por outro lado, aqueles do tipo split são mais robustos e têm melhores controles, permitindo seu uso em condições severas”, compara o engenheiro. Antes de optar por essa alternativa, é importante consultar o fabricante sobre os limites de operação e avaliar se o desempenho está de acordo com o clima da região.

INSTALAÇÃO

Todo aquecedor, independentemente de seu tipo, precisa sempre ser instalado por profissionais qualificados e experientes. “Mesmo no caso de uma estufa elétrica, é importante verificar se o sistema elétrico da edificação está preparado para suportar a potência do equipamento”, destaca o professor.

Não é recomendada a utilização de estufas a gás em que o botijão fica dentro do equipamento. Nesses casos, há grande risco de vazamento e os gases de combustão acabam sendo lançados diretamente no ambiente
Paulo Roberto Wander

Os equipamentos abastecidos por gás exigem procedimentos de instalação e uso de acordo com as normas e especificações do fabricante. “Não é recomendada a utilização de estufas a gás em que o botijão fica dentro do equipamento. Nesses casos, há grande risco de vazamento e os gases de combustão acabam sendo lançados diretamente no ambiente”, adverte Wander.

Para a instalação de aquecedores de parede, nem sempre são necessárias alterações na estrutura da edificação. “Para uma parede normal não seria o caso”, diz o engenheiro. Entretanto, se o aparelho for diferente do que normalmente é encontrado no mercado e apresentar peso excessivo, o ideal é consultar a construtora ou um consultor habilitado sobre a possibilidade de fixá-lo na parede sem causar riscos estruturais.

MANUTENÇÃO

Cada equipamento apresenta necessidades específicas e frequência adequada de manutenção. Os aparelhos alimentados por gás, por exemplo, precisam passar por inspeções periódicas, a fim de verificar se não há vazamento. Já os aquecedores elétricos estão mais suscetíveis às sobrecargas da rede, que podem comprometer seu desempenho. “O ideal é sempre consultar o manual ou a assistência técnica quando se percebe alguma falha”, recomenda o engenheiro.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

As estufas elétricas apresentam como principal vantagem seu preço mais atraente. Por outro lado, a baixa capacidade de aquecimento e o alto consumo de energia elétrica são as desvantagens da solução. “Já os condicionadores de ar são mais econômicos, isso porque o consumo é, em média, 30% do necessário para as estufas. No entanto, são mais caros e alguns modelos não funcionam bem em temperaturas muito baixas”, afirma o docente. Vantagem dos condicionadores é a possibilidade de também usá-los para resfriar o ambiente no verão.

Os radiadores, que funcionam à base de água quente gerada em um aquecedor a gás ou caldeira, são mais usados em hotéis e casas de cidades tradicionalmente frias. “Esses equipamentos são muito eficientes, se projetados e executados adequadamente. Porém, essa instalação requer obras na edificação para passagem dos tubos com água até os ambientes, o que seria uma desvantagem pelo custo e transtorno gerado”, diz o professor.

As lareiras têm a grande vantagem da beleza e aconchego da queima de lenha, mas nem sempre são muito eficientes se comparadas às demais alternativas. “Além disso, requerem alguma habilidade e muito cuidado com os riscos de incêndios e queimaduras”, ressalta Wander. Por fim, o fogão a lenha tem uma aplicação mais restrita, mas é um bom sistema de aquecimento de ambientes graças à sua eficiência e alta temperatura que pode ser atingida.

CONSUMO DE ENERGIA

Nas estufas elétricas, a potência de aquecimento será a mesma potência elétrica, portanto, o consumo é variável. “As potências mais comuns estão entre 1 mil e 1,5 mil W, o que é suficiente apenas para um quarto pequeno”, informa o professor.

Os condicionadores de ar apresentam consumo bem menor e a potência de aquecimento é da ordem de três vezes a potência elétrica. “Ou seja, para gerar o mesmo calor que uma estufa de 1,5 mil W, seu consumo seria apenas 500 W”, completa. Como os modelos de condicionadores de ar são maiores, a potência fica em torno de 700 W (7,5 mil Btu/h) e 2,2 mil W (24 mil Btu/h). Porém, apesar de o consumo ser maior, os equipamentos têm a capacidade de aquecer ambientes grandes.

Já os radiadores, normalmente, não são elétricos e gastam combustível, geralmente, GLP. “Seu consumo decorre da quantidade e tamanho dos radiadores, mas pode-se considerar que a potência necessária é menor do que a de um chuveiro a gás. Contudo, esse consumo é contínuo, enquanto o chuveiro funciona por pouco tempo”, compara o engenheiro.

As lareiras costumam não ser muito eficientes, principalmente, se forem constituídas de alvenaria. “Prefira sempre as lareiras metálicas e/ou com porta de vidro, que têm menor consumo de lenha e irradia melhor o calor para o ambiente”, recomenda o especialista.

RENOVAÇÃO DO AR

O uso de aquecedores precisa ser acompanhado de alguma solução que promova a renovação do ar no ambiente. “Para minimizar a entrada de ar frio, muitas pessoas fecham portas e janelas, impedindo a entrada de ar fresco. Isso pode ser muito prejudicial à saúde. É fundamental deixar uma fresta na janela ou uma porta entreaberta para providenciar a mínima renovação do ar e garantir a sua qualidade”, finaliza Wander.

COMPARATIVOS

tabela-aquecedor-de-ambiente

Clique aqui e veja, também, como escolher o melhor aquecedor de piscina.

Colaboração técnica

paulo-roberto-wander
Paulo Roberto Wander – Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica pelo PROMEC/UFRGS. Trabalhou na área de engenharia de produto da Springer Carrier. Atualmente, é professor do programa de mestrado da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), onde exerce a função de coordenador. Tem experiência na área de Engenharia Mecânica, com ênfase em aproveitamento da energia, atuando principalmente nos seguintes temas: biocombustíveis, diesel, biogás, biomassa, gaseificação de biomassa, resíduos de madeira, energias renováveis, conversão de energia, eficiência energética, refrigeração industrial, condicionamento de ar e simulação de edificações.
Gostou deste conteúdo? Cadastre-se para receber gratuitamente nossos boletins.

Complete seu cadastro