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Aumenta a busca por escritórios menores em São Paulo

Redução de tamanho das empresas está movimentando o mercado imobiliário corporativo na capital paulista

Redação AECweb / e-Construmarket

Um estudo elaborado pela Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, revela que estão sendo executados na cidade de São Paulo 153 novos prédios de escritórios, que somam 164 torres e uma área de construção de 1.381.759 m². A expectativa é de que 31 novos empreendimentos, totalizando 536.976 m², sejam entregues ainda em 2016. Já para o ano que vem, está prevista a conclusão de outros 44 projetos, somando 675.499 m². As 78 edificações corporativas restantes, que alcançam 169.284 m², devem ser entregues entre 2018 e 2020. O levantamento indica, ainda, que estão em projeto/lançamento outros 73 empreendimentos, que devem ser construídos até 2020 e somam 81 torres, com um total de 1.270.419 m².

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Empresas optam por espaços menores em prédios mais novos (Goran Bogicevic/ Shutterstock.com)

A atual crise econômica enfrentada pelo país tem levado muitas empresas a enxugarem custos, reduzindo, também, as suas instalações. Com isso, deixam para trás os escritórios amplos, geralmente localizados em edifícios antigos, e se mudam para espaços menores nos prédios mais novos ou recém-entregues. “Dependendo da região, esse movimento pode gerar uma absorção líquida negativa”, destaca Fabio Costacurta, titular da SPCorporate, empresa que atua na comercialização de imóveis corporativos.

DESAQUECIMENTO

De acordo com o especialista, o mercado imobiliário paulistano vem sofrendo, desde 2013, os efeitos de um forte desaquecimento. “A estagnação dos negócios somente encontra exceções em movimentos de downsizing – diminuição de tamanho das empresas – ou em determinados segmentos, como os escritórios de advocacia e a indústria farmacêutica, entre outros. Já a procura por ativos, principalmente realizada por investidores estrangeiros, tem se intensificado graças à desvalorização de nossa moeda”, afirma.

A estagnação dos negócios somente encontra exceções em movimentos de downsizing – diminuição de tamanho das empresas – ou em determinados segmentos
Fabio Costacurta

No segmento residencial, a situação está positiva para quem pretende alugar/comprar e não tão boa para os proprietários. O mesmo cenário é percebido no mercado corporativo, porém de maneira segmentada. “Os tradicionais investidores de grande porte, acostumados aos ciclos imobiliários, têm capacidade econômica para manter os valores pedidos inicialmente por mais tempo, com pequena ou média flexibilização dependendo do interessado”, explica Costacurta.
Por outro lado, proprietários de pequeno e médio porte, como aqueles que entraram no mercado durante o ápice anterior à crise, sentem mais intensamente os custos de um imóvel sem rendimento. “Com os altos valores de condomínio e IPTU vigentes na cidade, acabam flexibilizando bastante a negociação”, completa.

PERSPECTIVAS

Com o mercado apresentando essas características, não há grande variação no valor nominal dos preços de aluguel. O que se observa são descontos oferecidos no decorrer dos anos, assim como a obtenção de carência como moeda de troca, além da adaptação de benfeitorias. Em períodos de instabilidade, a ordem é buscar sempre a melhor relação custo-benefício, que, no mercado imobiliário corporativo, é encontrada em escritórios com boa localização, geralmente em regiões centralizadas, e valores acessíveis que resultam de uma boa negociação.

As construtoras que já iniciaram a execução de projetos corporativos continuam entregando os empreendimentos, conforme mandam as obrigações contratuais. Porém, quem não tem como contar com investidores optou, em muitos casos, por postergar o início das obras. “O maior problema enfrentado em nossa economia é a atual turbulência política que afeta o país, gerando instabilidade e desconfiança dos investidores, que optam por destinar seus recursos para portos mais seguros. Quando esses problemas forem resolvidos, e, dependendo da maneira pela qual virá a solução, entendemos que a curva começará a ser revertida em meados de 2018”, finaliza Costacurta.

Colaboração técnica

Fabio Costacurta – Graduado em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Tem especialização em Real Estate – expansão e renegociação de carteira imobiliária, legislação e contratos, aquisição ou locação e processo completo. É titular da SPCorporate, empresa que atua na comercialização de imóveis corporativos.
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