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Bom projeto e execução são essenciais para evitar patologias em alvenarias

Manifestações como fissuras, trincas e infiltrações comprometem a vida útil e a habitabilidade das edificações. Saiba mais

Texto: Juliana Nakamura

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As patologias podem estar ligadas a erros na fase de projeto, especificação e execução (Nicholas Dubinin/ shutterstock)

A estética, a durabilidade e a estanqueidade das edificações podem ser colocadas em risco diante da ocorrência de patologias nas alvenarias de vedação. Essas manifestações, que acometem tanto as paredes com blocos de concreto quanto as com cerâmicos, assumem, na maior parte das vezes, a forma de trincas, fissuras, infiltrações e destacamentos de revestimentos.

Os problemas acontecem principalmente em três situações: na interface entre a argamassa de assentamento e o bloco; entre a alvenaria e os elementos estruturais (encunhamentos); e na junção entre as paredes. A causa de todos esses inconvenientes pode estar em erros na fase de projeto, de especificação e de execução.

Muitas patologias são decorrentes do uso de materiais inadequados, como blocos não conformes, e de falhas na especificação de projeto
Luciana Alves de Oliveira

"Muitas patologias são decorrentes do uso de materiais inadequados, como blocos não conformes, e de falhas na especificação de projeto”, comenta a engenheira Luciana Alves de Oliveira, pesquisadora responsável pelo Laboratório de Componentes e Sistemas Construtivos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo). Segundo ela, as patologias podem ser consequência, ainda, de falhas na execução das ligações entre alvenarias e elementos estruturais.

Adesivos para uso em alvenaria

Mão de obra para execução de alvenaria

COMO EVITAR PATOLOGIAS

Um bom projeto de alvenaria contém informações sobre a locação das paredes e vãos, considerando modulação dos blocos e assentamento em amarração, o posicionamento de tubulações, além de reforços na região de vãos (vergas e contravergas)
Luciana Alves de Oliveira

“Um bom projeto de alvenaria contém informações sobre a locação das paredes e vãos, considerando modulação dos blocos e assentamento em amarração, o posicionamento de tubulações, além de reforços na região de vãos (vergas e contravergas)”, diz a pesquisadora do IPT.

Durante a especificação, é fundamental levar em conta as características técnicas dos blocos e das argamassas de assentamento, no que diz respeito, principalmente, à resistência à compressão, módulo de deformação, retração e coeficiente de capilaridade. “Existe uma relação importante entre a resistência à compressão da argamassa e do bloco, que deve ser observada. Geralmente, a resistência da argamassa deve ser menor do que a do bloco”, alerta Oliveira.

BOAS PRÁTICAS DE EXECUÇÃO

Além de um projeto consistente, são igualmente necessários processos de gerenciamento e controle durante a execução dos serviços. O objetivo é atestar o cumprimento fiel do projeto e das boas técnicas construtivas, levando em consideração as normas técnicas pertinentes aos diversos elementos e materiais que compõem o sistema de vedação.

Segundo Oliveira, com relação à execução, o primeiro cuidado é o controle da aquisição e recebimento de materiais, visando conformidade com o projeto. No canteiro, a mão de obra deve respeitar modulação, prazos de cura e alinhamentos, entre outros.

Em especial no caso das fissuras no encontro entre a alvenaria de vedação e a estrutura de concreto do pavimento superior, há algumas práticas recomendadas, como empregar materiais e técnicas que possam absorver os esforços transmitidos pela estrutura. O encunhamento com argamassa expansiva é indicado, especialmente nos casos em que a estrutura for pouco deformável.

INTERVENÇÃO REPARADORA

Uma vez que seja detectada uma manifestação patológica em alvenaria, deve-se procurar um profissional habilitado e capacitado para o desenvolvimento de um laudo técnico. O trabalho deve identificar a origem do problema para, só então, definir a correção adequada. “Quando isso não é feito, corre-se o risco de executar uma intervenção inócua, que resultará em custos desnecessários, além de implicar em prejuízos à habitabilidade da edificação, à manutenção do valor patrimonial e à vida útil do sistema", diz o engenheiro e perito Antônio Carlos Dolácio, presidente do Ibape/SP.

Os processos de recuperação da obra devem ser conduzidos no sentido de suprimir ou minimizar as causas reais da patologia. Eles podem envolver o reforço com telas, o emprego de materiais deformáveis, entre outras ações.

Principais tipos de manifestações patológicas em alvenarias de vedação

• Trincas devido a falhas de encunhamento;
• Trincas junto a caixilhos provocadas por falhas e/ou ausência de verga e contra-verga;
• Trincas oriundas de movimentação térmica e de movimentação higroscópica;
• Trincas oriundas de deformações de peças estruturais;
• Trincas por falta de execução de juntas de dilatação em alvenarias;
• Trincas de recalque diferencial;
• Trincas de retração de revestimento;
• Infiltração junto a caixilhos de paredes externas;
• Infiltração e umidade próximas a juntas de dilatação de paredes externas.

Fonte Eng. Antônio Carlos Dolácio

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Colaboração técnica

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Antônio Carlos Dolácio – Engenheiro civil pós-graduado em Perícias de Engenharia e Avaliações de Imóveis. É presidente do IBAPE/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo), professor da pós-graduação da Universidade Mackenzie e sócio diretor da CLD Engenharia.
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Luciana Alves de Oliveira – Engenheira civil, doutora em engenharia de construção civil pela Escola Politécnica da USP. É pesquisadora responsável pelo Laboratório de Componentes e Sistemas Construtivos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo). Também é coordenadora da disciplina de vedação verticais do Mestrado Profissional do IPT.
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