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Brasil deve ganhar 41 novos estabelecimentos comerciais

A maior quantidade está localizada no Estado de São Paulo, que concentra 11 edificações. Na sequência do ranking aparecem MG (6), SC (4), BA (3), RR (2), GO (2) e RN (2)

Redação AECweb / e-Construmarket

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Canteiro de obra de um estabelecimento comercial (Anton Gvozdikov/ Shutterstock.com)

Estudo elaborado pela Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, revela que existem, atualmente, 41 empreendimentos comerciais sendo executados e projetados no país. A maior quantidade está localizada no Estado de São Paulo, que concentra 11 edificações. Na sequência do ranking aparecem Minas Gerais (6), Santa Catarina (4), Bahia (3), Roraima (2), Goiás (2) e Rio Grande do Norte (2).

O levantamento mostra, ainda, que, do total de edificações, 25 se encontram na etapa de estudos. Há sete sendo executadas, quatro em licenciamento, três na fase de projeto e duas em planejamento.

ALTERAÇÃO DE CONCEITOS

Segundo o arquiteto Leonardo Maia, titular do escritório Leonardo Maia Arquitetura, os empreendimentos comerciais e o universo corporativo estão atravessando profundas mudanças, que acabam influenciando diretamente a atividade de elaborar projetos comerciais.

Nessa nova realidade – em que as empresas buscam cada vez mais considerar a diversidade das pessoas –, a tendência é que os espaços sejam mais fluidos, colaborativos e até subversivos. “Ambientes de descompressão, sociabilização e demais soluções que deixem a atmosfera das empresas mais humana devem ser previstos. Além disso, estudos indicam que locais de trabalho que proporcionam melhor bem-estar para a equipe, obviamente, aumentam a produtividade de seus colaboradores”, afirma Maia, indicando que, por esses motivos, o antigo modelo linear, que deixava os ambientes sisudos e inexpressivos, está sendo completamente abandonado.

PENSANDO EM NOVOS PONTOS COMERCIAIS

Existem diferentes estudos que podem ser elaborados durante o planejamento de novos pontos comerciais. Selecionar quais são as análises que devem ser realizadas dependerá das características de cada caso, pois o projeto para cada empresa é único, assim como os condicionantes físicos.

“Por exemplo, um ponto comercial destinado às atividades de varejo precisa cumprir questões de visibilidade, fácil acesso e posicionamento estratégico. Cada item dessa lista é um fator condicionante para os estudos prévios”, diz o arquiteto.

Ambientes de descompressão, sociabilização e demais soluções que deixem a atmosfera das empresas mais humana devem ser previstos
Leonardo Maia

Mesmo quando o projeto precisa seguir o conceito de uma rede de lojas, não existe fórmula única a ser adotada. “Há apenas pré-requisitos demandados pela marca, como identidade de cores e materiais. Fora isso, cada projeto é sempre novo”, fala Maia. Orientação geográfica, configurações de terrenos e outras particularidades são condicionantes que proporcionam a oportunidade de sempre propor algo novo, mesmo que já exista um ‘DNA’ a ser seguido.

CRONOGRAMA

Projetos comerciais encontram no cronograma uma das características mais críticas. Esse tipo de empreendimento precisa ser executado o mais rápido possível, já que qualquer falha ou atraso será sinônimo de perdas e prejuízos para o cliente que ocupará aquele espaço. “Portanto, no tocante a questões de tempo, eficiência sempre é bem-vinda”, destaca o arquiteto.

RELAÇÃO ARQUITETO X CLIENTE

Em projetos residenciais, arquitetos estudam o perfil dos moradores para que possam propor algo que tenha a identidade das pessoas que ocuparão o imóvel. “No caso de empreendimentos comerciais, essa análise é feita de maneira mais ampla, a partir de informações globais. Isso significa que temos que captar conceitos das empresas, seu papel no mercado e missão”, compara o arquiteto.

A relação do arquiteto com a empresa contratada deve ser clara e coesa, além de conter um ilimitado intercâmbio de informações
Leonardo Maia

Um escritório de advocacia, por exemplo, deve transparecer seriedade e credibilidade. Sua arquitetura ou projeto de interiores deve ser capaz de passar essa mensagem aos clientes. “A relação do arquiteto com a empresa contratada deve ser clara e coesa, além de conter um ilimitado intercâmbio de informações”, afirma Maia.

PERSPECTIVAS

Segundo o arquiteto, mesmo com o momento de recessão econômica no país, este é um bom período para se investir em expansões e aberturas de novas lojas. “Acreditamos que são nas fases de instabilidade, como esta, que encontramos oportunidades”, comenta. A expectativa é que haja uma melhora na situação desse mercado. “Somos otimistas com as perspectivas para o futuro”, finaliza Maia.

Leia também: Aumenta a busca por escritórios menores em São Paulo

Colaboração técnica

Leonardo Maia – Arquiteto e titular da empresa Leonardo Maia Arquitetos, escritório que elabora projetos arquitetônicos corporativos, residenciais e institucionais. Em sua cartela de clientes, destacam-se projetos para clínicas, edificações multifamiliares, lojas, restaurantes, bares, hotelaria, faculdades e outros. Paralelamente, a divisão de arquitetura residencial e de interiores do escritório é autora de diversos projetos em condomínios horizontais e verticais em João Pessoa, Natal, Recife, Brasília, Miami e outras praças.
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