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Cabeamento estruturado é opção para diferentes tipos de edifícios

Apesar de ser mais simples elaborar um projeto para empreendimentos novos, profissionais qualificados também conseguem especificar solução que atenda às necessidades de retrofits

Redação Portal AECweb

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Existem normas a serem seguidas para cabeamentos estruturados (foto: shutterstock / ndquang)

A infraestrutura para transmissão de dados está presente nos mais variados tipos de empreendimentos, de edifícios corporativos com complexas redes de computadores conectadas à internet até residências unifamiliares. Em todos esses espaços, o cabeamento estruturado surge para organizar os sistemas de comunicação.

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“Trata-se de um método de instalação e padronização usado para ser compatível em uma rede. Ele tem por objetivo gerar o melhor aproveitamento de recursos, bem como seguir as normas de segurança ANSI e EIA/TIA. Tendo surgido em 1980, consegue transmitir qualquer sinal elétrico que envolva dados”, detalha o engenheiro Luiz Eduardo de Oliveira, líder de Engenharia da Noves Engenharia.

O engenheiro Rêmulo Maia Alves, sócio-diretor da Redes&Cia — Soluções em Engenharia e Telecomunicações, define o sistema como uma maneira de organizar todo o cabeamento que atende aos serviços de comunicação e segurança de uma edificação. “Seja ela comercial, industrial ou residencial”, diz. Regido por normas nacionais e internacionais, apresenta ainda as condições mínimas de desempenho dos materiais e as regras de tipologias (layouts).

“Podemos afirmar que o cabeamento estruturado estuda a disposição organizada e padronizada de conectores e meios de transmissão para redes de informática e telefonia. Isso de modo a tornar a infraestrutura autônoma quanto ao tipo de aplicação e layout, permitindo assim a ligação de diversos dispositivos à rede, como servidores, estações, impressoras, telefones, switches, roteadores, sistemas de monitoramento e controle”, informa Alves.

TIPOS DE PROJETOS

Os projetos de cabeamento estruturado podem ser elaborados para suprir as necessidades de qualquer tipo de edificação. “Isso porque existem seis subssistemas com características específicas para atender justamente empreendimentos de diferentes portes e segmentos”, comenta Oliveira. Essa pluralidade passa ainda pelo mercado, que oferece desde soluções simples e baratas até as mais robustas e caras, sendo que seu uso varia conforme a situação.

“Atualmente, não se admite uma construção residencial que desconsidere tal possibilidade. O uso de redes de entretenimento, como Netflix, YouTube e a própria internet, já faz parte da vida de milhões de brasileiros. Com o advento de dispositivos baseados em IoT (Internet of Things), cada vez mais os projetistas da construção civil deverão procurar empresas e profissionais para poder auxiliá-los nessa tarefa”, ressalta Alves.

Podemos afirmar que o cabeamento estruturado estuda a disposição organizada e padronizada de conectores e meios de transmissão para redes de informática e telefonia
Rêmulo Maia Alves

OBRAS DE RETROFIT

Até mesmo nos prédios antigos, que não apresentam a infraestrutura necessária, o sistema de cabeamento estruturado pode ser instalado, por exemplo, durante o procedimento de retrofit. Através da solução, é possível integrar redes de telefonia, de computadores, sistemas de alarme, entre outras tecnologias. “Contudo, a convergência exige também a modernização do edifício”, alerta Oliveira.

De acordo com Alves, é bastante comum encontrar projetos que não estão prontos para receber o cabeamento estruturado. “Nesses casos, são previstas soluções que se adequem às particularidades de cada situação, permitindo a reorganização interna sem prejudicar o desempenho do sistema, a estética do local e as funcionalidades operacionais do empreendimento”, afirma.

No momento de elaborar esse trabalho, o profissional responsável deve ter atenção para que a nova instalação não interfira nos circuitos elétricos já existentes. Esse cuidado começa na especificação do tipo de tecnologia que será empregada. A primeira alternativa é o cabeamento metálico, em que a corrente elétrica é a condutora dos dados codificados em zero ou um, representados por tensões diferentes.

“A outra forma de transmissão é através de luz em um meio condutor, as chamadas fibras ópticas. Nesse caso, o sinal luminoso não sofre interferências eletromagnéticas que ocorrem no meio metálico”, explica Alves. “A fibra óptica é a melhor opção para evitar influências nas instalações elétricas. Ela foi projetada para atender demandas de conversão e, ao mesmo tempo, não sofrer qualquer tipo de interferência”, complementa Oliveira.

A fibra permite que se trabalhe com alta capacidade de dados, sendo essa uma grande vantagem, principalmente, em grandes empreendimentos. “A escolha do meio varia de acordo com o escopo do projeto”, comenta Alves, explicando que um sistema óptico, normalmente, deve ser usado onde as distâncias entre os elementos transmissor e receptor sejam maiores do que 100 metros. “Ou quando existirem caminhos externos à construção”, complementa.

Ao escolher o cabeamento metálico, o projetista tem que evitar a proximidade do sistema com ambientes onde há equipamentos que irradiam campos magnéticos. Por exemplo, redes elétricas, impressoras, shafts de elevadores e lâmpadas. “Outro cuidado muito importante nos edifícios antigos é a colocação de pontos de distribuição verticais e horizontais, sendo necessária atenção para que as instalações elétricas não prejudiquem a rede”, diz Oliveira.

PROJETO NOVO X RETROFIT

A elaboração de um novo projeto é bastante diferente do trabalho realizado em edificação antiga que passará por reforma ou retrofit. A primeira distinção está na estrutura do edifício, que interfere diretamente no sistema. “As construções mais novas já contam com uma estrutura pensada para esse tipo de solução. Ou seja, raramente é necessário se preocupar com mudanças estruturais”, diz Oliveira.

Já em empreendimentos antigos, que foram executados quando o conceito de cabeamento estruturado sequer existia, são necessárias reformas estruturais para possibilitar a implantação de certos distribuidores e outros itens. Há ainda as questões das normas técnicas, que foram revisadas nos últimos anos e os edifícios antigos não acompanharam tais atualizações. “Por isso pode ser mais trabalhoso desenvolver um projeto de cabeamento estruturado para edifícios antigos ”, comenta Oliveira.

Outra vantagem de elaborar o sistema para edifícios novos é negociar com os responsáveis pela construção para encontrar a solução que atenda às expectativas ao mesmo tempo em que interfere o mínimo possível no projeto funcional e estético do arquiteto/engenheiro.

A fibra óptica é a melhor opção para evitar influências nas instalações elétricas. Ela foi projetada para atender demandas de conversão e, ao mesmo tempo, não sofrer qualquer tipo de interferência
Luiz Eduardo de Oliveira

“Quando idealizamos a solução de cabeamento nessas condições, o resultado sempre é mais vantajoso em todos os sentidos”, ressalta Alves, avaliando que, nas construções já existentes, a análise do ambiente existente é fundamental. “Deve existir harmonia entre o projetista da rede e o responsável pela reforma para que o desfecho dos trabalhos seja o melhor possível em termos de custos, estética e de performance dos sistemas”, afirma.

Independentemente se o projeto será para uma construção nova ou já construída, é sempre importante buscar profissionais ou empresas qualificadas e com experiência em cabeamento estruturado. “Outra recomendação é que, ao contratar o prestador de serviços para implantação dos sistemas, seja exigida a certificação de toda a rede implantada. Assim é possível garantir a qualidade conforme especificado pelas normas”, aconselha Alves.

NORMAS TÉCNICAS

O Brasil conta com diversas normas técnicas referentes ao cabeamento estruturado. “É possível mencionar a ABNT NBR 14.565, que trata do cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers; a ABNT NBR 16.415, sobre os caminhos e espaços para cabeamento estruturado; e a ABNT NBR 16.521, referente ao cabeamento estruturado industrial”, exemplifica Alves.

Além das nacionais, Oliveira lembra que também existe uma série de documentos internacionais que precisam ser levados em consideração. “Há a ANSI/TIA/EIA 568B, que define os principais conceitos do cabeamento estruturado; a ANSI/TIA/EIA 569B, com as características da área ocupada por equipamento, bem como dimensões, taxa de ocupação; e a ANSI/TIA/EIA 606 A, apresentando métodos de identificação e gerenciamento”, enumera.

Outras normas internacionais que merecem destaque são a ANSI /TIA/EIA 607, que define padrões de proteção contra qualquer tipo de interferência eletromagnética que possa gerar ‘ruído’ na transmissão e prejudicar a performance dos sistemas de transmissão; a TIA– 942, que especifica requisitos mínimos para infraestrutura de telecomunicações de data centers e salas de computadores; a ANSI/TIA/EIA 570 A, que traz os padrões para cabeamentos residenciais; a TIA/EIA-TSB 72, com as diretrizes para componentes e performance de transmissão de cabos ópticos; e a ISO/IEC 11801, norma europeia equivalente a TIA/EIA 568 B.

INSTALAÇÃO

A distribuição de cabos pelos ambientes depende do tipo de empreendimento e layout desenvolvido para ele. Contudo, obrigatoriamente, precisa estar de acordo com as determinações da ABNT NBR 14.565 e a ABNT NBR 16.415.

Entre as recomendações está a ocupação ideal das eletrocalhas e eletrodutos, que deve ser de 40%. Já a ocupação máxima tem de ser de 60%, sempre levando em consideração as recomendações dos fabricantes de cabos. “No momento da instalação são necessários alguns cuidados, como seguir as normas técnicas, contar com profissional especializado, utilizar materiais de qualidade e realizar as conexões de maneira correta”, diz Oliveira.

Estrangulamentos, amarrações malfeitas, curvaturas em excesso e uso de produtos químicos para ‘ajeitar’ os cabos dentro das infraestruturas de caminhamento são os principais problemas observados. “As empresas que realizam um trabalho de qualidade, normalmente, são aquelas certificadas pelos fabricantes de cabo ou por associações que congregam profissionais da área”, finaliza Alves.

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Colaboração técnica

Luiz-Eduardo-de-Oliveira
Luiz Eduardo de Oliveira – É graduado em Automação Industrial, Engenharia Mecânica e de Produção e mestrando em Engenharia Mecânica pela FEI. Tem carreira desenvolvida na área de engenharia de produção, mecânica e automação, com experiência em projetos e processos industriais e de desenvolvimento de produtos focado na redução do CAPEX/OPEX. Ocupa o cargo de líder de Engenharia na Noves Engenharia.
Remulo-Maia-Alves
Rêmulo Maia Alves – Professor Titular aposentado da Universidade Federal de Lavras (UFLA), responsável pelas cadeiras de Infraestrutura de Serviços de Redes de Computadores; Auditoria e Segurança em Sistemas de Informação; Redes de Computadores; e Governança de TI. Atualmente, é sócio-diretor da empresa Redes&Cia — Soluções em Engenharia e Telecomunicações, onde atua como responsável pelas operações de planejamento e supervisão de projetos de networking e cabling.
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