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Caixilhos de alumínio, vantagens e tipologias

As novas linhas de caixilhos padronizados podem ser instaladas em obras de qualquer altura e região

Antes restritas a edifícios baixos, as novas linhas de caixilhos padronizados podem ser instaladas em obras de qualquer altura e região

Redação AECweb

Caixilhos de alumínio, vantagens e tipologias

No ranking dos materiais, as esquadrias de alumínio representam cerca de 20% do volume total de caixilhos produzidos no país. “Isto se deve às características do metal: o alumínio é leve, estrutural, de baixa manutenção e longa vida útil. Permite a fabricação de esquadrias em todas as tipologias, com design atualizado, pode ser curvado e receber tratamento de superfície em ampla gama de cores e tons, em pintura eletrostática a pó ou anodização”, afirma Edson Fernandes, gerente nacional do PSQ - Programa Setorial da Qualidade de Esquadrias de Alumínio, sediado na AFEAL – Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio.

Segundo ele, os caixilhos recebem vidros simples, duplos insulados e laminados, mesmo os de espessuras maiores. “É, também, o produto que melhor aceita todos os componentes e elementos de vedação, como escovas de vedação, borrachas de EPDM e silicone. Quando bem projetadas, construídas e instaladas de acordo com as normas técnicas, as portas e janelas de alumínio apresentam elevado desempenho quanto à estanqueidade ao vento e à chuva, e a pressão de ventos”, acrescenta.

Especificação
O tratamento de superfície - pintura eletrostática a pó ou anodização - é feito por indústrias especializadas. O perfil de alumínio é tratado antes da fabricação da esquadria, sempre de acordo com as normas técnicas que, no caso da anodização é de, no mínimo, 11 microns para áreas urbanas e rurais, chegando a 23 microns para o litoral. A indústria de tratamento de superfície oferece uma tabela de cores (RAL) bastante ampla. A tendência em arquitetura são os tons pastéis, especialmente o branco.

Caixilhos de alumínio, vantagens e tipologias

“A limpeza do alumínio é simples, exigindo apenas água e sabão neutro – jamais devem se usados materiais abrasivos como esponja de aço ou de espuma de poliuretano. Para reavivar a cor e o brilho dos caixilhos pintados pode ser usada cera automotiva. Outro procedimento importante é jamais instalar a esquadria de alumínio anodizado antes da conclusão da obra: respingos de concreto comprometem a anodização. Antes de executar qualquer tipo de pintura nas paredes, independente do tipo de tinta (a óleo, látex ou cal) é preciso proteger as esquadrias com fitas adesivas de pvc – as fitas tipo crepe que podem manchar o caixilho”, orienta Fernandes.

Quanto às tipologias, durante muitos anos o mercado deu preferência pelas esquadrias de correr de dois ou três planos, especialmente para os dormitórios. Hoje, se observa o crescimento das integradas em edifícios residenciais de médio e alto padrão. Outra opção interessante são as oscilo-batente – abrir para dentro e tombar na parte superior –, tipologia ainda recente no país, muito ao gosto dos arquitetos e adotadas em obras de alto padrão. Para as áreas de serviço, cozinha e banheiro as tipologias mais adequadas são a maxim-ar (reversíveis ou não) e a pivotante.

O living e as salas (sala de jantar, escritório e outras), de tímidos ou amplos vãos, abrem sempre a possibilidade de o arquiteto ‘brincar’ um pouco mais com as tipologias. As opções vão desde a tradicional porta de correr que fecha o living para a varanda às sofisticadas esquadrias que compõem alumínio na face externa e madeira na interna, pivotantes, curvas em planta, camarão, com ou sem persiana externa.

Esquadrias conformes
A evolução técnica dos caixilhos de alumínio padronizados veio com a adesão da AFEAL ao PBQP-H, em 2001. A partir da parceria com a ABAL – Associação Brasileira do Alumínio, há três anos, as esquadrias especiais tiveram acesso ao PSQ. Hoje, são 52 fabricantes participantes, com 37 qualificados. “Ao selecionar empresas fornecedoras de esquadrias de alumínio qualificadas, a construtora está cotando produtos com isonomia técnica e de qualidade”, ressalta Edson Fernandes, alertando, porém, que a especificação deve definir o caixilho a ser utilizado, com base na norma NBR 10821.

Nas lojas de materiais de construção e home centers, o consumidor final começa a distinguir produtos conformes dos que não obedecem as normas, por ação de divulgação do PSQ e da orientação dos lojistas. “Há uma diferença importante entre os dois produtos, principalmente no pós-venda, com o acionamento freqüente da assistência técnica dos caixilhos não-conformes. E o lojista reconhece o problema”, revela.

Antes restritas a edifícios baixos, as novas linhas de caixilhos padronizados desenvolvidos a partir da qualificação de empresas junto ao PBQP-H, podem ser instaladas em obras de qualquer altura e região, de acordo com a NBR 10821. “O segmento conquistou, assim, a fatia de mercado das obras executadas por construtoras que buscam a industrialização. Essa escolha funciona ainda melhor quando a obra emprega, também, elementos pré-fabricados em substituição à alvenaria convencional”, comenta. Neste caso, as esquadrias dispensam o marco e são fixadas quimicamente (colagem) no vão. É um sistema que atende os requisitos da modulação dos vãos, e ganha em produtividade nas fases de fabricação e de instalação.

Industrialização
“Por outro lado, a obra em alvenaria continua apresentando sérios problemas para a caixilharia, por apresentar deficiências como diferenças de até 15 cm no vão em relação ao projeto, o que obriga o fabricante a fazer a medição ‘in loco’ – procedimento não contemplado no contrato. Gera improvisos ou exige, muitas vezes, que o produto tenha que voltar para a fábrica para ser refeito. A conseqüência é o desgaste no relacionamento entre cliente e fornecedor, além do aumento de custos”, diz. O descompasso entre o cronograma de obras e o prazo de entrega das esquadrias é outro entrave nessa relação, pois o fabricante produziu, quer instalar, mas a obra não está pronta para receber o produto. “Quando isto ocorre, o fabricante não recebe pelo que produziu no prazo estipulado”, comenta.

Caixilhos de alumínio, vantagens e tipologias

Persiste entre os fabricantes, tanto de esquadrias especiais quanto de padronizadas, a queixa quanto a opção de muitas construtoras por produtos de menor preço, à custa da qualidade, ou seja, a adoção de caixilhos não-conformes. “Cresce em todo o país, de forma significativa, o número de construtoras que exigem produtos conformes, tanto em obras financiadas quanto em empreendimentos próprios, em que a construtora tem a preocupação de cumprir normas técnicas”, observa o gerente nacional do PSQ. Em obras residenciais são poucas as construtoras que encomendam ou pedem ao fabricante ensaios de laboratório do caixilho – procedimento substituído nos últimos anos pela constatação da qualificação da empresa no PBQP-H, que exige testes periódicos”, diz.

Segundo Edson Fernandes, para atender o desafio de fornecimento ao programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, com seu 1 milhão de moradias, os fabricantes de esquadrias de alumínio terão que desenvolver novos produtos. A principal adequação diz respeito a custos, porém, obedecendo as normas técnicas. “A tecnologia nunca pára”, afirma, referindo-se a perfis de alumínio com outra dureza e camadas, novas soluções em sistemas de encaixe e acessórios. “Há interesse da ABAL, entidade que reúne os sistemistas e extrusores. Para tanto, o seu Comitê da Construção Civil está estudando, junto a AFEAL, o desenvolvimento de soluções para ocupar esse espaço e disputar as novas obras”, conclui.

Caixilhos de alumínio, vantagens e tipologias

Porta automática não é luxo
A etapa de instalação de uma porta automática representa 80% do produto, tanto que a ABNT publicou, em 2006, a NBR 15202, preparada na Abravidro. A norma estabelece os requisitos para instalação de portas automáticas deslizantes (planas e curvas) e pivotantes para uso de pedestres e pequenos veículos, visando garantir a operacionalidade com segurança.

“A partir dessa publicação, há um novo projeto de norma em estudo focado na produção das portas automáticas, abrangendo requisitos e métodos de ensaios para garantir sua qualidade, durabilidade, segurança, transmitindo a confiabilidade do produto para especificadores e usuários”, diz Julio Kochen, arquiteto e gerente nacional de vendas da Manusa do Brasil, membro da comissão de estudos. “Enquanto a nova norma técnica não é finalizada, o mercado brasileiro continua utilizando a européia. Mas, será por pouco tempo, pois estamos trabalhando para vencer essa etapa. As portas automáticas têm um grande futuro no país e os fabricantes que não se enquadrarem às normas técnicas ficarão fora do mercado”, alerta Kochen.

Segundo ele, apesar de existir uma produção nacional, predominam no mercado brasileiro as portas automáticas importadas, principalmente as européias, “de grande confiabilidade, por já atenderem as normas internacionais a mais de dez anos”. Ele lembra que a porta automática facilita o trânsito dos usuários com conforto, segurança e, principalmente, acessibilidade. “Os arquitetos, projetistas e consultores sabem que a porta não é mais item de luxo nem de sofisticação de um edifício. Desempenha função tão importante quanto outras tecnologias, como os elevadores, o ar condicionado, a escada rolante - produtos obrigatórios nas edificações”, comenta o arquiteto, sublinhando que “a porta automática é o primeiro contato que temos com o edifício, quando entramos. Elas abrem e fecham, dispensando a atuação de qualquer pessoa, deixando esses locais climatizados, seguros, limpos e, ao mesmo tempo, facilitando o acesso”, conclui.


Colaboraram para esta matéria

Edson Fernandes
é Administrador de Empresas, pós-graduado pela Fundação Getúlio Vargas na área de Finanças e Controladoria. Atuou como executivo de empresas nacionais e estrangeiras. É consultor de gestão empresarial e gerente nacional do PSQ – Programa Setorial da Qualidade de Esquadrias de Alumínio.






Júlio Kochen
é arquiteto e urbanista formado pela Universidade Luterana - RS, com especialização em Edificações pela Escola Parobé - RS. Sempre exerceu função na área de projetos para construção civil, gerenciou projetos de arquitetura pelo Brasil, com experiência na área de esquadrias, coberturas, vidros especiais, revestimentos. Hoje é Gerente Nacional da Manusa do Brasil com participação na implantação e comitê de desenvolvimento da NBR 15202.

Redação AECweb

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