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Canalização de córregos ajuda a evitar enchentes e problemas com erosão

Tecnologias construtivas e soluções de projeto buscam diminuir o impacto ambiental das obras nas cidades

Texto: Juliana Nakamura

A canalização dos cursos d'água em centros urbanos é uma intervenção necessária para aumentar a capacidade de vazão de córregos em áreas que sofrem com enchentes, solapamento das margens e erosão. A realização desse tipo de obra exige um projeto que considere as características hídricas do local. Também requer a superação de uma série de desafios técnicos, da necessidade de reduzir interferências urbanas a imprevistos geotécnicos. Os esforços são sempre no sentido de garantir uma intervenção eficaz e com o mínimo impacto ambiental.

Uma etapa crítica no processo de canalização é o licenciamento ambiental, necessário para a liberação da obra, que não é uma solução livre de efeitos colaterais. A retificação do rio e a aplicação de revestimento impermeável elevam a velocidade de escoamento da água, gerando aumento dos picos de vazão com impactos a jusante. Isso significa que, se o projeto não for realizado corretamente, a canalização pode apenas transferir de lugar o problema da inundação, em vez de resolvê-lo.

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Canalização do córrego Cheonggyecheon em Seul, na Coreia do Sul (Nghia Khanh/ Shutterstock.com)

PROJETOS DE CANALIZAÇÃO MAIS SUSTENTÁVEIS

A necessidade de produzir canalizações ambientalmente mais sustentáveis vem induzindo mudanças na forma de se projetar e executar esse tipo de obra. Uma tendência é prover intervenções mais suaves. Isso pode ser feito com ações como a utilização de revestimentos permeáveis (gabiões com geotêxteis, por exemplo), a preservação da curva natural do córrego, a ampliação das áreas verdes e a construção de piscinões em pontos estratégicos.

O projeto deve também lançar mão de informações consistentes sobre a bacia hidrográfica em questão, bem como da geotecnia local.O conhecimento das condições climáticas também é decisivo para o sucesso da obra. As condições de hidrologia do local vão determinar, por exemplo, se o curso da água necessita ser desviado temporariamente para a execução da obra ou não. 

NOVAS TECNOLOGIAS CONSTRUTIVAS

O engenheiro Luis Guilherme Nedavaska, superintendente da Emparsanco, conta que as técnicas empregadas para a execução da canalização de córregos evoluíram bastante nos últimos anos.

O aprimoramento das tecnologias do concreto aliado à necessidade de superar condições de logísticas desafiadoras estimulou a busca de sistemas construtivos que garantam maior agilidade às obras
Luis Guilherme Nedavaska

Um dos destaques é o maior uso de pré-fabricados de concreto. Até pouco tempo atrás, as canalizações eram feitas em sua maioria com peças moldadas no local. Era preciso escavar, acertar o leito, montar as fôrmas, produzir e aplicar o concreto. “O aprimoramento das tecnologias do concreto aliado à necessidade de superar condições de logísticas desafiadoras, especialmente em grandes centros urbanos, estimulou a busca de sistemas construtivos que garantam maior agilidade às obras”, diz Nedavaska.

Segundo ele, ao chegarem prontas para a montagem no canteiro, as galerias pré-moldadas de concreto ganharam importância ao reduzir o tempo de obra e os transtornos decorrentes da realização dos serviços.

Paredes de concreto e aduelas pré-moldadas foram utilizadas na canalização do córrego Ponte Baixa, na zona sul de São Paulo, no trecho entre a Estrada do M’Boi Mirim e a sua foz no Canal do Guarapiranga. A obra, concluída em 2016 e com 3,5 quilômetros de extensão, engloba a construção de um complexo viário que beneficiará cerca de 550 mil pessoas, segundo a administração municipal. Para reduzir a velocidade de escoamento da água, o projeto previu a instalação de degraus de amortecimento.

EQUIPAMENTOS PARA CANALIZAÇÃO DE CÓRREGOS

O engenheiro Ronald Harry Spitzkopf, gerente operacional da Construtora Passarelli, explica que, embora cada projeto tenha sua particularidade, as obras de canalização costumam seguir um roteiro que pode ser dividido em seis etapas principais:

1. Desapropriação das áreas urbanas (quando necessário)
2. Escoramento e terraplenagem
3. Desvio de córrego, escavação e consolidação do solo
4. Preparo de base e assentamento de galerias
5. Reaterro
6. Desvio do córrego para seu curso natural e reurbanização da área trabalhada.

Para a realização desses serviços, são largamente utilizados equipamentos de terraplenagem, como escavadeiras hidráulicas, tratores de esteiras, pá-carregadeiras e motoniveladoras.

A etapa de consolidação de solo costuma empregar máquinas como perfuratriz para execução de tirantes e bombas para drenagem de água e rebaixamento de lençol freático
Ronald Harry Spitzkopf

“A etapa de consolidação de solo costuma empregar máquinas como perfuratriz para execução de tirantes e bombas para drenagem de água e rebaixamento de lençol freático”, acrescenta o engenheiro da Construtora Passarelli. “Há, também, o uso maciço de máquinas para auxiliar a execução da estrutura em si, como guindastes lançadeiras, guindautos e muncks”, comenta Luiz Guilherme Nedavaska.

A especificação de cada equipamento depende muito das condições de acesso às obras, do terreno e da solução adotada. No caso dos equipamentos para içamento, por exemplo, um critério de seleção é o peso a ser içado e o local de operação.

Leia também: Controle de inundações passa pelo planejamento de uso do solo urbano

Colaboração técnica

Ronald Harry Spitzkopf – Formado em engenharia civil, é gerente operacional da Construtora Passarelli
 
Luis Guilherme Nedavaska – Engenheiro civil, superintendente na construtora Emparsanco
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