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Cobertura metálica é solução estanque para galpões industriais

Telhas metálicas devem ser especificadas em função de fatores como tamanho do vão a ser vencido, grau de inclinação, durabilidade e desempenho termoacústico exigido

Texto: Juliana Nakamura

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As coberturas metálicas se destacam pela alta resistência e baixo peso (foto: Brookince/shutterstock)

Galpões industriais são edificações que se caracterizam por possuir, na maior parte das vezes, amplas áreas horizontais, com vãos-livres generosos e pé-direito elevado. Para esse tipo de construção, as coberturas metálicas são uma solução recorrente em função de características como alta resistência, durabilidade e baixo peso.

O sistema deve ser dimensionado de modo a garantir a estanqueidade da edificação e proteger usuários e bens. Sua escolha deve estar respaldada por um projeto de cobertura que considere, além do papel estético, o desempenho desejado. Tal estudo deve analisar as dimensões, o espaçamento entre as terças e a especificação de materiais termoisolantes, por exemplo.

CRITÉRIOS DE ESPECIFICAÇÃO

As soluções disponíveis para coberturas metálicas de galpões são muitas e se diferenciam pelo material do qual as telhas são compostas, por sua geometria e pela técnica de montagem. A arquitetura e os detalhes técnicos da obra é que definem o modelo mais adequado a cada caso.

Com relação às matérias-primas, há telhas de aço (galvanizadas e/ou pintadas) e as de alumínio. Quanto à geometria, é possível encontrar telhas trapezoidais, onduladas e zipadas e roll-on, estas últimas executadas no canteiro de obras, sem emendas.

De modo geral, as telhas onduladas são aplicadas em estruturas em forma de arco. Já as trapezoidais são indicadas para situações que solicitam uma sobrecarga constante distribuída. Mais usuais em obras de galpões, telhas zipadas e roll-on têm facilidade para cobrir grandes extensões com alta produtividade.

CONCEPÇÃO DE COBERTURA METÁLICA

No projeto de cobertura para galpões, o arquiteto deve estudar cuidadosamente a entrada de luz natural pelo telhado, por meio de iluminação zenital, e o dimensionamento de lanternins para permitir as trocas gasosas no empreendimento
Rosane Bevilaqua

“No projeto de cobertura para galpões, o arquiteto deve estudar cuidadosamente a entrada de luz natural pelo telhado, por meio de iluminação zenital, e o dimensionamento de lanternins para permitir as trocas gasosas no empreendimento”, destaca a engenheira Rosane Bevilaqua, consultora do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA). Tais cuidados se justificam porque, em geral, os galpões não possuem muitas aberturas laterais para a entrada de luz e ventilação. “Nesses casos, o bom dimensionamento de aberturas implica em menos custos com iluminação e com ar-condicionado”, ressalta a engenheira.

Outro fator a ser considerado no momento da escolha do sistema de cobertura é o espaçamento entre as terças. “Quanto maior for o espaçamento entre as terças, maior deverá ser a altura (onda) das telhas e/ou maior deverá ser a espessura das chapas para que sejam capazes de resistir aos carregamentos impostos à cobertura”, explica Bevilaqua.

Quanto maior for o espaçamento entre as terças, maior deverá ser a altura (onda) das telhas e/ou maior deverá ser a espessura das chapas para que sejam capazes de resistir aos carregamentos impostos à cobertura
Rosane Bevilaqua

A inclinação do telhado também tem impacto sobre o tipo de cobertura adotada. Afinal, cada modelo de telha possui inclinações mínimas requeridas para sua aplicação. Para as telhas com comprimento de água inferior a 12 m e sem sobreposição, recomenda-se 5% de declividade para escoamento da água pluvial. Mas há sistemas que podem ser executados com caimentos de 3% (zipados) e até 1% (roll-on).

“Além da inclinação mínima da cobertura e do espaçamento entre as estruturas secundárias, o projeto deve considerar a necessidade de juntas de dilatação na cobertura para grandes panos e prever detalhamento adequado das fixações e sistemas de acabamentos”, afirma Bevilaqua, lembrando que um projeto detalhado, associado à execução cuidadosa, é chave para minimizar a incidência de patologias nas edificações.

As coberturas metálicas, sejam elas de aço ou de alumínio, estão muito associadas a um alto grau de irradiação de calor para dentro do espaço construído, e a desconfortos acústicos diante de chuvas mais fortes. Esses problemas podem ser contornados, por exemplo, com o uso de telhas sanduíche, compostas por duas chapas de aço recheadas por material isolante, como lãs minerais.

Na hora de optar por esse produto, no entanto, uma série de variáveis deve ser levada em consideração. Entre elas cabe destacar a diferença entre os materiais isolantes e suas respectivas propriedades e, principalmente, a espessura do miolo entre as chapas.

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Colaboração técnica

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Rosane Bevilaqua – Engenheira civil pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV/PROMINP. Possui larga experiência em projetos e gerenciamento de empreendimentos em estruturas de aço. É consultora do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA).
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