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Com 427 novos edifícios residenciais, Pernambuco espera retomada do setor

Recife e Jaboatão dos Guararapes são os municípios que mais se destacam na quantidade de lançamentos. Como no restante do país, o padrão popular é o mais procurado

Redação AECweb / e-Construmarket

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A grande maioria dos novos lançamentos residenciais é de padrão popular (rsooll/ Shutterstock.com)

Estudo elaborado pela Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, revela que Pernambuco tem 427 novos edifícios residenciais. Os empreendimentos totalizam 69.183 unidades, distribuídas em 1.576 blocos, e área estimada de construção de 6,3 milhões de metros quadrados. Segundo o levantamento, 241 edificações já se encontram na etapa de execução e as outras 186 estão divididas nas fases de projeto/lançamento.

O padrão popular é maioria entre os novos edifícios, somando 239 empreendimentos. Na sequência estão o médio padrão (169) e o alto (19). A capital Recife é a cidade que concentra a quantidade mais significativa de projetos, com 190. Na lista também se destacam: Jaboatão dos Guararapes (62), Caruaru (38), Paulista (38), Petrolina (20), Olinda (17), Ipojuca (16) e Cabo de Santo Agostinho (11).

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A SITUAÇÃO EM PERNAMBUCO

“O momento do mercado imobiliário residencial em Pernambuco é semelhante ao que se observa nos demais estados do país.” A análise é de José Antônio Alvarez de Lucas Simón, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (SindusCon-PE). “No final de 2016 e início deste ano, havia expectativa de melhora, mas a retomada não foi consolidada”, complementa.

O momento do mercado imobiliário residencial em Pernambuco é semelhante ao que se observa nos demais estados do país
José Antônio Alvarez de Lucas Simón

Para o profissional, atualmente, existem alguns pequenos indícios que apontam para o reaquecimento do setor. “Porém, ainda não temos provas concretas”, diz. Com tantas incertezas, as perspectivas para o próximo ano estão envoltas em névoa densa. “As expectativas são tímidas, mas queremos acreditar que é o início da curva ascendente, esperando que a retomada aconteça em 2018”, fala.

PROBLEMAS COM A CRISE

A recessão econômica não causou somente a redução de investimentos das construtoras e incorporadoras. A construção civil vem sofrendo com outros problemas trazidos pela crise. “Um deles é a falta de demanda, resultado da falta de acesso ao crédito”, comenta Simón. Pernambuco tem hoje elevado percentual de imóveis prontos para morar esperando por compradores. “A média costuma ficar em torno de 4% e, atualmente, estamos em 27%”, diz.

Outro obstáculo que inibe a execução de novas obras é a falta de infraestrutura em certas áreas do estado. Como o governo está com baixa capacidade de investimento, algumas construções foram canceladas em curto prazo. “Isso afeta diretamente o setor. Afinal, deixam de ser criadas oportunidades para empreender em regiões diferentes e expandir o mercado”, analisa o especialista.

MUNICÍPIOS DE DESTAQUE

Existem alguns municípios pernambucanos que se destacam na quantidade de lançamentos. Exemplo é Jaboatão dos Guararapes, que deverá se tornar um grande polo nos próximos anos, devido ao programa Jaboatão Invest. O projeto do poder público tem como objetivo incentivar os setores locais da construção civil e do comércio. A expectativa é que sejam investidos mais de R$ 624 milhões e lançadas 929 unidades imobiliárias.

Se a ideia é gerar renda e movimentar a economia, a construção civil é o caminho mais barato, rápido e eficaz
José Antônio Alvarez de Lucas Simóno

“Também é possível falar sobre Camaragibe, cidade que receberá um shopping, que trará junto boa quantidade de imóveis”, afirma Simón. Porém, o grande destaque ainda continua sendo a capital Recife, que apresenta o mercado mais atrativo para o investimento de incorporadores e construtores.

IMÓVEIS MAIS PROCURADOS

Em números absolutos, os imóveis populares são os mais procurados, sendo que o Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi, nos últimos anos, o principal responsável por aumentar a demanda. “O programa é importante para todos os estados da federação, pois sustenta uma base de consumo que não era atendida anteriormente. Bancos privados dificilmente entram nessa faixa de renda oferecendo juros tão baixos”, destaca o especialista.

No entanto, o MCMV perdeu o ritmo devido às dificuldades no crédito. “O Brasil, que já recebeu 4 milhões de unidades, hoje tem dificuldade para viabilizar 200 mil. Na última leva, Pernambuco foi contemplado com pouco mais de 2 mil imóveis, o que é muito pouco para suas necessidades”, ressalta Simón.

MÃO DE OBRA

Em 2014, a mão de obra da construção era primordial para manter os bons níveis de emprego em Pernambuco. Nessa época, a base era de 180 mil trabalhadores diretamente ligados à construção civil. “Hoje, o número não chega a 80 mil, ou seja, foram 100 mil empregos perdidos no período”, lamenta o presidente.

“Não podemos esquecer que o emprego na construção civil é criado de maneira mais veloz e simples do que em todos os outros setores industriais. Se a ideia é gerar renda e movimentar a economia, a construção civil é o caminho mais barato, rápido e eficaz”, finaliza Simón.

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Colaboração técnica

José Antônio Alvarez de Lucas Simón – Ocupa o cargo de presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (SindusCon-PE). É titular da incorporadora Malus.
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