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Como escolher o piso ideal para banheiros?

Com opções que vão do porcelanato ao ladrilho hidráulico, especificação da solução adequada acontece com base em condições de segurança e estética. Confira!

Redação Portal AECweb/ e-Construmarket

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Atualmente, o porcelanato e as pedras naturais (mármore e granito) são as opções mais comuns para o piso de banheiros (Créditos: stockfour/ Shutterstock)

Por se tratar de área molhada, a especificação do piso do banheiro requer cuidados adicionais. É necessária preocupação com detalhes técnicos, como a impermeabilização, além de atenção para garantir a segurança, principalmente quando há idosos ou crianças no imóvel.

O bom projeto deve contemplar tanto a segurança quanto a estética
Maurício Gebara

“Não se recomenda o uso de pisos escorregadios ou a existência de degraus nesses ambientes, para reduzir as chances de acidentes”, ressalta o arquiteto Maurício Gebara, titular do escritório que leva seu nome. Ele destaca que é sempre possível pensar em soluções que preservem a integridade física dos moradores sem abrir mão da beleza do banheiro. “O bom projeto deve contemplar tanto a segurança quanto a estética”, complementa.

“Instalar barras de apoio na parede é outra decisão importante contra quedas”, diz a arquiteta Erica Camargo, responsável pelo escritório homônimo. Dar preferência aos pisos acetinados ao invés dos polidos também está entre os conselhos da profissional. “Para materiais frios, o mercado oferece solução que melhora a aderência. Quando aplicada, a substância proporciona um visual fosco, mas sem comprometer o aspecto original do acabamento”, informa.

Alternativas comuns

Atualmente, o porcelanato e as pedras naturais (mármore e granito) são as opções mais comuns para o piso de banheiros. “Os porcelanatos oferecem uma gama muito grande de cores e texturas variadas, resultando em ambientes contemporâneos. Mármores e granitos, por sua vez, remetem a uma estética clássica”, compara Gebara.

O visual não é a única particularidade a ser considerada ao decidir entre as alternativas. “O mármore permite maior liberdade em relação à paginação, enquanto o porcelanato é comercializado com dimensões pré-estabelecidas”, contrapõe Camargo, comentando que, apesar de as pedras estarem disponíveis em qualquer tamanho, o arquiteto tem que ser prudente ao especificá-las. “Peças demasiadamente grande dificultam o transporte e a instalação”, adverte.

Mesmo sendo bastante empregados, porcelanatos e pedras não competem sozinhos nesse mercado. Produto que também tem espaço no piso do banheiro é o ladrilho hidráulico, escolha que depende bastante da decoração do ambiente. “Quando corretamente integrado ao restante do projeto, traz um acabamento lindíssimo”, fala Camargo, indicando que a dificuldade na instalação é uma das particularidades que torna a solução menos usual.

“Não é qualquer profissional que consegue lidar corretamente com o ladrilho hidráulico. Qualquer problema na aplicação, como a ausência de uma camada de impermeabilização sobre o piso, tem potencial de tornar o resultado final desastroso. Quando não recebe o tratamento adequado, pode ficar manchado e com sua estética comprometida”, orienta Camargo.

Solução que também demanda maiores cuidados na instalação é a pastilha, que exige mão de obra devidamente preparada para garantir o correto alinhamento. “Esse material é vendido em placas e a junção das peças deve ser perfeita”, afirma Camargo.

Quando a economia financeira norteia o projeto, a opção que melhor se enquadra é a cerâmica. Mais barata, a solução está disponível com tonalidades variadas e pode ser facilmente instalada, inclusive, sobre pisos preexistentes. Bastante durável e de limpeza simplificada, tem como principal desvantagem a tendência de ser naturalmente mais escorregadia, principalmente, quando está molhada.

Bem menos usual, o deck de madeira vez ou outra aparece nos projetos de banheiro. O grande inconveniente dessa alternativa é a necessidade de manutenção constante. “Nesse caso, deve ser utilizada madeira que recebeu o devido tratamento para situações de umidade. Por ser opção que demanda atenção frequente depois de instalada, alguns arquitetos costumam evitá-la”, completa Camargo.

Evite!

Há alguns tipos de pisos não recomendados para banheiros, por exemplo, os que apresentam média ou alta absorção de água ou aqueles com quantidade elevada de rejunte. Isso porque, nesses encontros entre as peças, pode ocorrer a proliferação de mofos e bactérias. O ideal é que as juntas sejam secas e finas, diminuindo o espaço para o desenvolvimento de microrganismos.

“A escolha do rejunte é feita em conjunto com o tipo de piso, adequando sua funcionalidade e cor”, fala Gebara. Para eliminar completamente possíveis problemas com os rejuntes, podem ser empregadas as soluções monolíticas — como o porcelanato líquido. “Elas precisam de alguns cuidados e de base adequada. Além disso, podem amarelar com a incidência do sol. Como qualquer outro revestimento, tem que ser especificado por um profissional”, diz.

O que mais considerar

Para definir o piso ideal, o arquiteto precisa analisar também algumas características do próprio ambiente. “Um banheiro que conta com hidromassagem requer solução diferente do lavabo”, exemplifica Gebara. A situação do contrapiso tem que ser verificada, afinal, qualquer irregularidade não solucionada acaba passando para o revestimento e comprometendo o resultado final.

Falhas no contrapiso podem impedir junções perfeitas entre uma peça e outra do revestimento
Erica Camargo

“Falhas no contrapiso podem impedir junções perfeitas entre uma peça e outra do revestimento”, avalia Camargo. Já durante a instalação, procedimento indispensável é a impermeabilização, tanto do próprio piso quanto nas regiões dos rodapés, principalmente, na área onde fica o boxe. “Ela é a mais crítica justamente por estar sujeita à intensidade maior de água”, complementa a arquiteta.

A especialista lembra ainda de outro elemento fundamental que precisa ser integrado aos pisos: os ralos. “O mais usual é o modelo padrão, com trava em alumínio de abre e fecha. Mas, atualmente, costumo dar preferência aos ralos ocultos. Além de proporcionar melhor acabamento, por ficar camuflado, ele evita a passagem de sujeira para o encanamento. Diferentemente do produto comum, que não previne entupimentos”, destaca.

Manutenção

De acordo com Gebara, se a especificação e aplicação do piso foram feitas de maneira adequada, a durabilidade estará garantida. “Será necessária somente atenção quanto à manutenção diária e frequente, principalmente, quando a solução empregada tiver tonalidade mais clara”, comenta o arquiteto. Esses produtos pedem limpeza constante para manter seu aspecto visual ao longo do tempo.

Entre os materiais mais tradicionais, o que demanda menos cuidados no pós-instalação é o porcelanato. “Já o mármore tem estrutura física porosa, com isso, acaba absorvendo mais facilmente substâncias que caem no chão. Por exemplo, shampoos com colorações fortes tendem a manchar o acabamento – o que acontece menos no caso de revestimentos de porcelanato”, conclui Camargo.

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Colaboração técnica

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Maurício Gebara — Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É titular do escritório Maurício Gebara Arquitetura, empresa especializada em prestação de serviços na área de gerenciamento e elaboração de projetos industriais, comerciais e residenciais. Também desenvolve projetos complementares, orçamentos e cronogramas, arquitetura de interiores, layout de instalação de escritórios, paginação de pisos, criação de móveis, entre outros.
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Erica Camargo — Arquiteta formada em 2001 pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Trabalhou em alguns dos mais renomados escritórios de arquitetura de São Paulo. Em seu próprio escritório, imprime em cada projeto que cria e executa, novas possibilidades a partir de uma relação próxima com o cliente, identificando suas reais necessidades.
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