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Como especificar piso elevado para áreas externas? Entenda

Ao garantir planos nivelados, solução oferece visual mais clean. Contudo, estética, estabilidade e altura devem ser consideradas na hora de escolher o sistema ideal para aplicações em áreas externas e molháveis

Redação Portal AECweb / e-Construmarket

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Os pisos elevados possibilitam corrigir possíveis desnivelamentos do contrapiso (foto: shutterstock.com / zhu difeng)

Em projetos de escritórios, o piso elevado é uma solução de uso consagrado. As razões para isso passam pela possibilidade de solucionar facilmente irregularidades nos contrapisos e permitir acomodar a rede de instalações no vão formado entre a laje e o piso. Outra característica que explica o interesse por essa solução é a facilidade de montagem e desmontagem em eventuais mudanças de layout.

Pisos elevados de concreto
Pisos elevados

Esses mesmos motivos têm impulsionado, nos últimos anos, o uso do piso elevado também em espaços a céu aberto em condomínios residenciais ou comerciais. A solução vem encontrando aplicações, ainda, em áreas molháveis, como varandas. Nesse caso, o objetivo é propiciar o nivelamento do piso do terraço com a sala, criando a percepção de um ambiente único.

No momento da especificação, o arquiteto deve saber quais instalações passarão sob o piso, além de suas quantidades e dimensões. Às vezes, há cruzamentos de tubulações, o que aumenta significativamente a altura
Paulo Vinícius Jubilut

VISUAL CLEAN

O piso elevado permite o uso de qualquer tipo de revestimento desde que ele seja antiderrapante e adequado para aplicações externas. “A solução também propicia um visual mais limpo ao garantir planos nivelados, inclusive inclinados, além de ralos invisíveis”, diz Carlos Alberto Garcia, arquiteto associado do escritório Aflalo Gasperini.

Garcia cita outras vantagens associadas ao piso elevado, tais como:

• Permitir que o paisagismo esteja nivelado com a circulação do pedestre. Com isso, dispensa-se a construção de muretas, por exemplo;
• Reduzir cargas sobre estruturas e fundações por ser uma solução construtiva mais leve;
• Criar um colchão entre a laje e o piso para a passagem de instalações hidráulicas e sistemas de drenagem;
• Ampliar a durabilidade da impermeabilização da laje;
• Facilitar o acesso às instalações em eventuais manutenções;
• Diminuir a suscetibilidade a patologias, como eflorescências nas placas de granito.

ESTABILIDADE E CONFORTO

A escolha do piso elevado deve considerar a análise de aspectos técnicos, além dos estéticos. A altura dos pedestais que apoiam as placas é definida de acordo com a necessidade do projeto, por exemplo, em função da altura de encanamentos.

"No momento da especificação, o arquiteto deve saber quais instalações passarão sob o piso, além de suas quantidades e dimensões. Às vezes, há cruzamentos de tubulações, o que aumenta significativamente a altura", comenta Paulo Vinícius Jubilut, diretor comercial da Remaster Tecnologia.

O sistema deve atender a requisitos como resistência a cargas verticais, carregamento de energia estática etc. Também deve estar em alinhamento com as normas técnicas vigentes, caso da ABNT NBR 15.575 – Edificações Habitacionais – Desempenho.

“Para garantirmos a segurança do usuário, devemos avaliar se o material tem bom acabamento e é fabricado com critérios rigorosos”, diz Luiz Carlos Krasucki Júnior, diretor comercial da Levitare. Segundo ele, também é importante avaliar a instalação, analisando se os técnicos que executarão o trabalho têm capacidade, habilidade e conhecimento suficientes. “Como isso é subjetivo, sugerimos analisar o histórico e portfólio da empresa a ser contratada”, acrescenta.

Para garantirmos a segurança do usuário, devemos avaliar se o material tem bom acabamento e é fabricado com critérios rigorosos
Luiz Carlos Krasucki Júnior

REQUISITOS DE INSTALAÇÃO

A indústria oferece diferentes tecnologias para a construção de pisos elevados externos. Entre as mais usuais, estão as que usam pedestais de polipropileno e placas de granito instaladas com juntas abertas diretamente sobre os suportes. Há, também, o sistema no qual os pedestais recebem uma placa plástica e, sobre elas, é feito o intertravamento das chapas de revestimento.

Também é possível encontrar práticas comerciais distintas. Há empresas que compram as placas, o acabamento e os pedestais de fornecedores diversos e fazem apenas a instalação. “Também há empresas que fornecem o sistema construtivo completo, o que é mais vantajoso pensando em garantir a qualidade final”, diz Garcia.

TECNOLOGIA EM EVOLUÇÃO

Pisos elevados externos não são uma novidade na arquitetura brasileira. Um indicador disso é o edifício Citicorp, na Avenida Paulista, projetado em 1983 pelos arquitetos do Aflalo Gasperini. "Nessa época, utilizávamos um sistema mais artesanal, com placas de 5 cm de espessura instaladas sobre pilaretes de alvenaria e calços de neoprene", conta Carlos Alberto Garcia, ressaltando que a tecnologia evoluiu muito desde então. "Hoje podemos usar uma solução mais industrializada com pedestais de polipropileno reguláveis e pedras com apenas 2 cm de espessura", compara.

Mais recentemente, vem despontando como tendência a tecnologia que aproveita o vão do piso elevado para acomodar um sistema para captação e retenção de água da chuva. Esse tipo de solução, que funciona como uma pequena cisterna abaixo do piso, permite o reaproveitamento da água para a irrigação dos jardins e também pode contribuir para reduzir a sobrecarga no sistema de drenagem urbana.

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Colaboração técnica

Carlos Alberto Garcia – Arquiteto e urbanista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É associado ao escritório Aflalo Gasperini
Luiz Carlos Krasucki Júnior – Formado em Direito, é diretor comercial da Levitare
Paulo Vinícius Jubilut – Administrador de empresas, é diretor comercial da Remaster Tecnologia
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