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Como especificar pisos de granito? Veja dicas e boas práticas de execução

Durável e resistente, rocha ornamental deve receber tratamento apropriado à sua aplicação. Áreas externas, por exemplo, pedem acabamentos apicoados, flameados, escovados e levigados ao invés dos polidos. Veja mais

Texto: Juliana Nakamura

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O granito são gabriel reveste o piso de toda área social desta casa na praia de Guarajuba, na Bahia. Para a residência, projetada pelo arquiteto David Bastos, o objetivo foi obter um efeito elegante e inusitado, com a superfície com acabamento escovado (foto: Tuca Reines)

Entre os revestimentos para pisos de áreas com médio e alto tráfego de pessoas, os granitos são opções reconhecidamente nobres, duráveis e de alta resistência. A garantia dessas características, no entanto, exige uma especificação cuidadosa, que dê conta não apenas de aspectos estéticos, como também técnicos.

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Composto essencialmente de feldspato, quartzo e mica, o granito se diferencia visualmente dos mármores por possuir mais grânulos e menos veios. Por serem pedras naturais, são encontradas com muitas variações, dos tons mais claros aos pretos absolutos, passando por padrões coloridos.

Essas rochas são bastante resistentes a arranhões e a desgastes químicos e abrasivos, podendo ser aplicadas em áreas internas e externas, inclusive molhadas. Outra vantagem do granito, em comparação aos revestimentos cerâmicos, é a possibilidade de renovação do piso por meio de técnicas como polimento. Isso eleva ainda mais sua vida útil.

São pontos fracos do granito, no entanto, o custo e o peso mais elevados, especialmente quando comparado aos porcelanatos, fornecidos em placas mais esbeltas.

ACABAMENTOS ANTIDERRAPANTES

O principal cuidado na hora de escolher um granito para revestimento de pisos é optar por um acabamento adequado às necessidades da área escolhida
David Bastos

“O principal cuidado na hora de escolher um granito para revestimento de pisos é optar por um acabamento adequado às necessidades da área escolhida”, comenta o arquiteto David Bastos. Ele lembra que, para áreas em torno de piscinas, por exemplo, é importante recorrer a placas com superfície rugosa, como as flameadas. Já para cozinhas é possível utilizar polimento.

De modo geral, para pisos externos e com tráfego de pedestres, os acabamentos apicoados, flameados, escovados e levigados, mais rústicos, devem ser preferidos aos acabamentos polidos. O especificador deve ponderar, porém, que, quanto mais rugosa e antiderrapante for a superfície, maior tende a ser a impregnação de sujeira. Por isso, o ideal é chegar a um meio-termo capaz de atender às exigências por segurança e higiene. Outra estratégia válida para diminuir o risco de escorregamento em pisos em áreas externas é aumentar a abertura das juntas e diminuir a dimensão individual das placas.

ENSAIOS TÉCNICOS

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Para uma residência implantada em um terreno em aclive, o arquiteto Tufi Mousse projetou uma escada de acesso com estrutura metálica e revestimento de granito com acabamento flameado para deixar a superfície rugosa e antiderrapante (foto: divulgação/Tufi Mousse)

A espessura mínima da placa de granito é um fator que interfere diretamente no desempenho do piso instalado. Esse dimensionamento deve ser feito considerando comprimento e largura individual das placas, resistência à flexão da rocha e tipo de tráfego esperado.

A resistência dos granitos às diferentes solicitações de serviço pode ser avaliada com ensaios específicos de flexão, compressão e impacto. Por isso, uma seleção segura desse tipo de material prevê a análise dos resultados dos testes laboratoriais.

BOAS PRÁTICAS DE EXECUÇÃO

Assim como ocorre com os revestimentos cerâmicos, quanto maior for o tamanho das placas, mais uniforme tende a ser o efeito estético pela diminuição da quantidade de juntas. Nesse ponto, os granitos têm uma vantagem importante: por apresentarem comportamento estável quanto à dilatação e à deformação, podem ser assentados com juntas secas ou rejuntes de pequena espessura.

Em áreas úmidas, uma recomendação é impermeabilizar a laje antes da aplicação da rocha. “Mesmo em áreas secas é aconselhável aplicar selador na superfície. Assim, é possível garantir que o granito manterá sua impermeabilidade”, afirma o arquiteto Tufi Mousse. Ele ressalta que, embora seja um revestimento bastante resistente, o granito pode perder o seu brilho se entrar em contato com produtos químicos abrasivos e limpadores com ingredientes ácidos.

Mesmo em áreas secas é aconselhável aplicar selador na superfície. Assim, é possível garantir que o granito manterá sua impermeabilidade
Tufi Mousse

A fixação das placas pode se dar com o uso de argamassas ou com suportes, compondo um sistema elevado/flutuante. Quando a opção for pelo assentamento, pode ser utilizada argamassa cimentícia convencional semisseca (com consistência de farofa), além das argamassas colantes e adesivas.

NORMAS TÉCNICAS

Pisos de granito são capazes de atender aos diversos requisitos da NBR 15.575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho. Entre eles, os níveis de desempenho para impacto de corpo duro, a resistência à umidade e ao desgaste em situação de uso.

Além da NBR 15.575, outras referências importantes a considerar no momento da especificação são:

• ABNT NBR 15.844:2010-Rochas para Revestimento – Requisitos para Granitos
• ABNT NBR 15.012:2013-Rochas para Revestimentos de Edificações – Terminologia
• ABNT NBR 15.845:2010-Rochas para Revestimento – Métodos de Ensaio

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Colaboração técnica

David Bastos – Arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal da Bahia. É fundador da DB Arquitetos, escritório que realiza projetos de alto padrão com sede em São Paulo, SP, e em Salvador, BA.
Tufi Mousse – Arquiteto e urbanista há quase vinte anos, tem escritório próprio em Joinville, SC, onde realiza projetos residenciais, comerciais e institucionais.
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