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Como substituir, pintar ou adesivar azulejos? Veja passo a passo

A troca de azulejos danificados é frequente em reformas de residências e espaços comerciais. Ela exige, porém, ferramentas apropriadas e profissionais experientes, para não romper as peças adjacentes

Redação Portal AECweb / e-Construmarket

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É preciso remover o rejunte para substituição do azulejo (Foto: shutterstock / Dmitry Melnikov)

Na substituição de um azulejo, o rejunte deve ser totalmente removido. “Para a raspagem dos rejuntes mais fechados, a ferramenta deve ser pontiaguda, como o raspador de fórmica”, ensina o mestre de obras Dinaldo de Oliveira Santos, titular da Empreiteira Santos e Santos, de Belo Horizonte (MG). Se a espessura da junta for mais larga, o ideal é usar raspador de ponta diamantada como a serra mármore.

“Após a remoção do rejunte, as bordas dos azulejos devem ser protegidas com fita crepe, para evitar que eles sejam danificados pelas ferramentas usadas”, lembra o técnico em edificações Ednei de Almeida Mendes, instrutor de formação profissional do Senai-SP.

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RETIRADA DA PEÇA

Após a retirada do rejunte, é preciso bater bem no meio da peça com uma talhadeira afiada ou uma marreta de 1 kg, porque, se bater na beirada, o azulejo ao lado vai trincar. Essas batidas farão com que o material quebre em vários pedaços pequenos, que serão retirados com a talhadeira no espaço entre a peça e a argamassa.

Outra opção é efetuar um corte com serra mármore no centro da peça a ser removida, dividindo-a em duas partes. Depois, é possível remover as partes, utilizando marreta e talhadeira.

O próximo passo é a remoção da argamassa original, atividade que pede paciência e as mesmas ferramentas usadas na extração do rejunte. “É comum, nessa etapa, atingir os azulejos vizinhos, se o trabalho for feito às pressas. Mas com cuidado e experiência é possível rebaixar completamente a argamassa, sem acidentes”, observa Santos.

APLICAÇÃO DE NOVO AZULEJO

Finalmente, a nova peça será aplicada com desempenadeira dentada, martelo de borracha, escova de náilon e espaçador. Nessa etapa, é preciso escolher a argamassa colante, que pode ser AC-I, AC-II e AC-III, de acordo com seu poder de aderência.

Santos prefere a AC-II, tanto para substituição quanto para aplicação de novos azulejos em áreas internas, e a AC-III para externas, além do porcelanato. “Apesar de mais caras, [essas argamassas] têm maior poder de colagem e não estufam com o passar do tempo”, comenta.

A instalação da peça, segundo Mendes, envolve a remoção do engobe do verso da peça, seguida pela aplicação da argamassa colante com desempenadeira dentada adequada. “A peça deve ser posicionada utilizando o martelo de borracha, feita a limpeza e colocado o espaçador”, orienta.

O ideal, segundo Mendes, é ter à disposição, placas cerâmicas do mesmo lote dos originais. Caso contrário, o novo azulejo, mesmo que semelhante, vai se destacar em meio aos demais. Santos alerta que é praticamente impossível encontrar azulejos do mesmo lote no mercado depois de passado algum tempo da compra. “Daí a importância de o proprietário do imóvel guardar algumas peças para eventual reposição, o que é comum quando se faz manutenção hidráulica por vazamento”, exemplifica o empreiteiro.

É comum, nessa etapa [de remoção das argamassas], atingir os azulejos vizinhos, se o trabalho for feito às pressas. Mas com cuidado e experiência é possível rebaixar completamente a argamassa, sem acidentes
Dinaldo de Oliveira Santos

REJUNTE

Para a aplicação do novo rejunte, é preciso aguardar 48 horas. Caso o serviço seja feito antes, a ventilação da colagem da peça pode ficar prejudicada. Segundo Santos, é possível rejuntar em tempo menor, sem danos. “Posso antecipar quando colo uma ou outra peça. Porém, quando instalo azulejos numa cozinha inteira, espero dois dias para rejuntar”, conta.

A escolha do rejunte envolve solução técnica e disponibilidade financeira do proprietário da obra. Entre o cimentício e o acrílico, a diferença de preço é elevada. “Porém, vale a pena aplicar o acrílico em revestimentos novos, principalmente em áreas externas, e nas internas molhadas como banheiro, além de pisos. O produto não absorve sujeira nem água e não escurece”, diz Santos.

Já na substituição de azulejos, é preciso usar o mesmo tipo de rejunte aplicado originalmente, caso contrário, haverá diferença visual. “Procedimento muito solicitado por clientes é a troca do rejunte antigo por acrílico em todo o revestimento cerâmico do ambiente. Em geral, no banheiro, onde ocorrem problemas de infiltração, através de microfuros no rejunte existente”, conta o empreiteiro.

Quando o revestimento da parede tem cor diferente do rejunte – por exemplo, azulejos brancos com rejunte azul –, o material acrílico pode ou não ser empregado. Apesar de disponível em cores diversas, é possível que as tonalidades sejam diferentes. “A saída, no caso, é utilizar o rejunte cimentício, que tem grande variedade de cores”, orienta Santos.

AZULEJO SOBRE AZULEJO

O requisito básico para o assentamento de azulejo sobre azulejo é que a peça assentada esteja bem aderida à base e que atenda a requisitos mínimos de verticalidade e planicidade. “O custo-benefício é interessante, pois há diminuição de resíduos e ganho de tempo, devido à redução de processos onerosos, como a remoção de argamassa colante e reforma do emboço”, afirma o professor do Senai-SP, lembrando que o procedimento exige mão de obra qualificada, com conhecimento das normas técnicas e de segurança.

Já Santos aponta alguns problemas. A começar pelos elementos hidráulicos, como torneiras e registros, que precisam de prolongadores. Além disso, o ambiente perderá entre 1 cm e 1,5 cm, dependendo da espessura do novo revestimento. “Em reformas completas de banheiros e cozinhas, não assentamos azulejo sobre azulejo, porque ao atualizar toda a hidráulica e alguns pontos de elétrica, várias peças serão retiradas. Portanto, não justifica a colagem de novos azulejos sobre os antigos”, explica Santos, para quem a solução é válida apenas para reformas superficiais, que não demandam intervenções nos demais sistemas.

É importante o proprietário do imóvel guardar algumas peças para eventual reposição, o que é comum quando se faz manutenção hidráulica por vazamento
Ednei de Almeida Mendes

INSTALAÇÃO SOBREPOSTA

De acordo com Mendes, para a instalação de azulejo sobre azulejo, é preciso seguir a orientação do fabricante da argamassa, que limita a sobreposição de peças de até 60 cm x 60 cm. O processo de assentamento pode variar de acordo com as condições climáticas, o tamanho das peças e a marca do produto. Ele explica o passo a passo do procedimento para peças com menos de 900 cm². “A primeira ação é limpar a base que receberá o novo azulejo. Ela precisa estar isenta de pó, graxa ou qualquer outra substância que impeça a aderência. O novo revestimento também deve estar com o verso limpo e isento de pó. Para isso, deve ser escovado antes de ser assentado”, expõe.

O assentamento é feito com o lado liso da desempenadeira, estendendo a argamassa numa espessura que vai de 3 mm a 4 mm. Depois, é preciso passar o lado dentado da desempenadeira em um ângulo de 60° em relação à base, formando cordões e sulcos paralelos. “A peça é aplicada ligeiramente fora de posição e, em seguida, é feito o ajuste até a posição final. Por fim, deve ser pressionada com os dedos, batendo com martelo de borracha”, informa Mendes.

PINTURA DE AZULEJOS

Segundo Santos, a opção de pintar o azulejo antigo com tinta epóxi é mais comum em ambientes comerciais, que dispensam bons resultados estéticos, e quando o proprietário não quer investir em obra de atualização do revestimento cerâmico. “A pintura também pede uma profunda limpeza do revestimento original e, se houver falhas de rejunte, refazê-lo pontualmente”, diz.

Ricardo Sá, instrutor de formação profissional do Senai-SP, lembra que há tintas específicas para azulejos, algumas à base d´água que têm secagem mais rápida e odor fraco. Ele ensina que, depois de limpar a superfície original, é preciso deixar secar por uma hora. “As superfícies que não receberão acabamento de tinta, como janelas, portas, pias e piso, devem ser protegidas”, recomenda.

Os procedimentos para restaurar os rejuntes danificados exigem uma nova perfuração com um abridor de trinca, sem usar muita pressão para não escavar com profundidade. Depois de aplicada a nova argamassa sobre as juntas, o excesso deve ser retirado com uma esponja úmida. “Esses cuidados são importantes para manter o nivelamento e garantir melhor acabamento após a pintura”, observa o instrutor.

A diluição da tinta é feita conforme recomendação do fabricante. Sua aplicação na superfície é feita com rolo com 23 cm de lã extrabaixa – conhecido como rolo veludo. Para pequenas áreas, é possível usar o rolo com 15 cm ou 9 cm, além de trinchas de cerdas sintéticas para cantos e recortes.

A pintura deve começar de baixo para cima. “Durante a aplicação, se o profissional notar respingos, deve limpar com um pano úmido, antes que a tinta seque”, ensina Sá. Depois de secar, é aplicada a segunda demão. Porém, azulejos com cores mais intensas ou estampados podem exigir uma terceira demão.

ADESIVO

A aplicação de adesivos sobre azulejos tem o inconveniente de “fotografar” as juntas do revestimento, principalmente, quando vão cobrir grandes áreas. “Esse problema pode ser menor se as juntas das peças forem mínimas ou previamente regularizadas. A colagem deve ser feita sobre superfície limpa e livre de gordura. E se houver imperfeições, basta nivelar a peça utilizando rejunte”, orienta Dinaldo de Oliveira Santos.

Ricardo Sá aconselha a escolha de adesivos com a mesma medida dos azulejos. “A aplicação deve ser feita com cuidado, retirando a folha de proteção do adesivo aos poucos. É fundamental utilizar uma espátula de plástico sobre o adesivo, para retirar as bolhas que possam surgir durante a aplicação e garantir melhor aderência”, finaliza.

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Colaboração técnica

Dinaldo de Oliveira Santos – Mestre de obras com vasta experiência em todo o território nacional e também fora do país. É sócio da Empreiteira Santos e Santos, que atua no mercado de construção civil, tendo como clientes engenheiros e arquitetos de Belo Horizonte (MG) em obras de alto luxo.
Ednei de Almeida Mendes – Técnico em edificações formado pela Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, tem experiência em construção e reforma de obras residenciais e comerciais. É instrutor de práticas profissionais no Senai-SP, na área de construção civil, ministrando aulas de Pedreiro Assentador, Pedreiro Revestidor, Carpinteiro de Formas, Armador de Ferro e Processos Construtivos nos cursos Aprendizagem Industrial e técnico.
Ricardo Sá –Estudou arte decorativa e técnicas de efeitos na Casa do Restaurador, na Organização Paulista de Arte, na EPDA, entre outras instituições. Presta serviços de pintura decorativa para arquitetos, decoradores e clientes particulares. Atua na área de pintura e acabamentos com efeitos decorativos desde 1996. Em 2007, passou a ministrar cursos no Senai-SP como Instrutor de formação profissional. É especialista em pintura decorativa na WorldSkills Brasil, desde 2015.
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