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Conforto ambiental: veja soluções arquitetônicas que oferecem bem-estar

Brises, beirais, pé-direito duplo, ventilação cruzada e espelhos d’água são algumas opções

Redação AECweb / e-Construmarket

BriseÉ impossível afirmar qual a temperatura ideal de conforto térmico em um ambiente. “É muito comum as pessoas relacionarem o conforto térmico apenas à temperatura do ar, porém o número de variáveis que influenciam no conforto térmico é muito maior do que apenas a temperatura. Temos as variáveis ambientais, como a própria temperatura e umidade relativa do ar, a temperatura radiante e a velocidade dos ventos. Também influenciam as variáveis humanas, em que se destacam a vestimenta e o metabolismo. Fatores como idade, sexo, hábitos alimentares, entre outros, também interferem na sensação de conforto”, explica Monica Dolce, doutoranda e mestre em tecnologia da arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).

A especificação de soluções de projeto para obtenção de conforto térmico depende do contexto climático, materiais aplicados na construção e ocupação do local, sistemas e equipamentos utilizados. “A análise de diagnósticos climáticos permite afirmar que a ventilação natural é uma boa estratégia para grande parte das cidades brasileiras. Esse recurso tem capacidade de retirar muito da carga térmica absorvida e/ou gerada dentro de um ambiente. Para sua aplicação, é necessário que o projeto tenha fluidez nos espaços permitindo que os ventos circulem por diferenças de pressão ou efeito chaminé”, diz a mestre.

A análise de diagnósticos climáticos permite afirmar que a ventilação natural é uma boa estratégia para grande parte das cidades brasileiras. Esse recurso tem capacidade de retirar muito da carga térmica absorvida e/ou gerada dentro de um ambiente. Para sua aplicação, é necessário que o projeto tenha fluidez nos espaços permitindo que os ventos circulem por diferenças de pressão ou efeito chaminé
Monica Dolce

Além disso, é importante priorizar nos projetos as estratégias passivas de condicionamento térmico. “Essas são condições que a própria natureza do local nos oferece. Portanto, por que não utilizá-las?”, diz, exemplificando com o resfriamento evaporativo que ocorre através de espelhos d’água e é indicado para locais quentes e secos. Ou o aquecimento solar passivo que acontece através de aberturas translúcidas voltadas para o sol, indicados para locais frios. Com a adoção adequada destas soluções, muitas vezes é possível atingir o patamar de conforto térmico, não necessitando de outros mecanismos para condicionamento térmico do ambiente.

É recomendado atrelar o uso dessas soluções como ventilação cruzada, pé-direito duplo, beirais e brises a outras tecnologias. Em muitas cidades brasileiras também é indicado o sombreamento das aberturas, principalmente no período do verão quando a radiação solar é mais intensa. Este sombreamento deve ser, preferencialmente, calculado, para agir no maior período de insolação do verão e também não barrar o sol no inverno. “Estudos simples de geometria da insolação nos indicam a melhor posição de brises – horizontal, vertical ou ambos – para determinada orientação e local”, diz Monica Dolce.

Estudos simples de geometria da insolação nos indicam a melhor posição de brises – horizontal, vertical ou ambos – para determinada orientação e local
Monica Dolce

Dependendo do contexto climático, o uso de paredes e telhados verdes é uma solução eficaz na obtenção de conforto térmico. Segundo ela, em locais onde a radiação solar é intensa no período de verão, este tipo de estratégia fornece resistência térmica à cobertura. As paredes ou telhados verdes criam uma massa térmica impedindo que o calor entre no ambiente. Assim, a amplitude de temperaturas internas é menor que a amplitude de temperaturas externas.

Um ambiente deve receber sistema de ar condicionado quando o contexto climático solicitar, ou seja, para resfriamento em altas temperaturas ou na conjunção de temperaturas quase altas com alta umidade. E para aquecimento quando as temperaturas forem muito baixas. “As altas temperaturas no verão, somadas ao fácil acesso a aparelhos de ar condicionado têm aumentado seu uso em residências. Há soluções ambientalmente mais amigáveis do que essa, principalmente, em edificações horizontais. Em várias cidades brasileiras, ao se analisar o clima, é verificado que em poucas horas do ano é necessário o uso do ar condicionado. Nas demais, as tecnologias passivas são suficientes para condicionar termicamente o ambiente. No caso do verão, o sombreamento das aberturas e a ventilação natural são as principais e, muitas vezes, mais econômicas soluções”.

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Monica Dolce
Monica Dolce – É sócia da Dolce Arquitetura e Urbanismo prestando serviços de consultoria em conforto ambiental, arquitetura e urbanismo. Trabalhou por mais de 14 anos em projetos de infraestrutura urbana, urbanização e habitação popular. É professora das disciplinas de conforto ambiental na FIAMFAAM (FMU). Doutoranda (2014) e mestre em tecnologia da arquitetura (2011) pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Possui graduação em arquitetura e urbanismo (2004) pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e em tecnologia da construção civil na modalidade edifícios (1999) pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP).
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