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Conheça as principais técnicas para demolição total ou parcial

Metodologias e equipamentos para demolição de estruturas de concreto armado são especificados em função da complexidade do trabalho. Saiba mais

Texto: Juliana Nakamura

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Entre as práticas convencionais para a retirada e a eliminação de estruturas existentes está a demolição mecanizada, realizada com equipamentos como retroescavadeiras e escavadeiras com rompedores hidráulicos (Foto: divulgacao/ Furacon)

A demolição de concreto armado é uma atividade destrutiva que precisa ser realizada com técnicas apuradas para minimizar riscos e transtornos ao imóvel e à vizinhança. As metodologias para a retirada e a eliminação de estruturas existentes são variadas e se classificam, basicamente, em convencionais e controladas.

Escavadeiras com martelo hidráulico - Locação
Mandíbulas para demolição - Locação
Marteletes para locação
Martelos rompedores e perfuradores manuais - Locação
Martelos vibratórios ou de impacto acopláveis – Locação

No primeiro grupo estão os métodos percussivos para retirar concreto, alvenaria e revestimentos. Entre as chamadas práticas convencionais estão a demolição mecanizada, realizada com equipamentos como retroescavadeiras e escavadeiras com rompedores hidráulicos.

“A especificação da máquina mais adequada ao serviço vai depender de aspectos como a localização da estrutura a ser demolida, o acesso ao local, possíveis restrições relacionadas à emissão de ruído, pó e vibrações, risco de explosão, preservação da estrutura remanescente, além de prazo de execução e aspectos relacionados à segurança”, comenta o engenheiro Gilberto Giassetti, diretor comercial da PS Cortes e Furos.

Em construções de médio e grande porte, a demolição pode ocorrer, também, pelo uso de explosivos gelatinosos e temporizadores não elétricos para a implosão de pontos específicos da estrutura, induzindo ao colapso generalizado. Embora seja uma técnica que agregue agilidade e baixo custo, a implosão requer uma avaliação de riscos ainda mais cuidadosa para evitar problemas com a projeção de materiais, a vibração do terreno e a geração de ruídos e gases prejudiciais à saúde.

DEMOLIÇÃO CONTROLADA

A demolição controlada consiste em extrair ou cortar uma determinada estrutura de concreto (inteira ou em partes), sem danificar a periferia, sem produzir grandes ruídos ou vibrações e sem agredir o meio ambiente
Alberto Libanio
Quando o foco é reduzir impactos em locais com maior sensibilidade a ruídos ou é preciso preservar parte das estruturas existentes, a demolição controlada é a mais indicada. “A demolição controlada consiste em extrair ou cortar uma determinada estrutura de concreto (inteira ou em partes), sem danificar a periferia, sem produzir grandes ruídos ou vibrações e sem agredir o meio ambiente”, explica o engenheiro Alberto Libanio, diretor-presidente da Furacon.

 

A demolição controlada pode se aproveitar de uma série de técnicas, como:

  • Perfuração diamantada, realizada com equipamento elétrico ou hidráulico ao qual se acopla a serra copo.
  • Perfuração percussiva por meio de equipamentos manuais retropercussivos com brocas de metal duro.
  • Corte de pisos e lajes com serras sobre rodas impulsionadas por motores a combustão ou elétricos.
  • Corte de paredes com serra circular.
  • Aberturas e cortes com serras portáteis (para serviços em locais confinados ou de difícil acesso).

NOVIDADES NO MERCADO

Segundo Libanio, muitas inovações ocorreram recentemente, especialmente na área de demolição controlada. Ele cita equipamentos que cortam concreto com fios e serras diamantadas que não fazem barulho ou vibração (wire saw e wall saw) e máquinas de operação manual que demolem vigas e paredes de concreto pelo esmagamento mecânico (sistema crusher).

Os robôs vieram resolver problemas como demolição em áreas de difícil acesso, remoção de estruturas onde existe risco elevado para o operador do equipamento, e o trabalho em áreas insalubres
Gilberto Giassetti

“Também há os robôs demolidores, que são pequenos, leves, ágeis, operados à distância por bluetooth e que podem trabalhar com uma mandíbula para o esmagamento do concreto junto com o martelete hidráulico”, comenta o engenheiro da Furacon. “Com aplicação importante em obras industriais na demolição e limpeza de fornos e chaminés, os robôs vieram resolver problemas como demolição em áreas de difícil acesso, remoção de estruturas onde existe risco elevado para o operador do equipamento, e o trabalho em áreas insalubres”, acrescenta Giassetti.

VERIFICAÇÕES DE SEGURANÇA

A segurança é um aspecto altamente sensível quando o assunto é demolição de estruturas de concreto armado. Isso se torna ainda mais crítico quando não há um registro confiável sobre as estruturas que precisam ser demolidas. Daí a necessidade de realizar um estudo prévio para:

• Verificar a metodologia mais indicada (seja ela convencional ou controlada).
• Estudar a forma de demolição e o quanto ela deverá impactar na rotina da obra.
• Detectar os possíveis problemas, pontos de escoramento, vias de acesso e de saída de material demolido.
• Proteger a periferia durante a atuação dos equipamentos que serão utilizados.

“Também é primordial contratar empresa especializada com funcionários treinados para a execução dos serviços e exigir acompanhamento de profissional responsável pelo projeto de demolição com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica)”, salienta Libanio.

EXEMPLOS

Nas obras para a construção da estação Alto da Boa Vista, do metrô de São Paulo, a demolição controlada foi utilizada para executar uma passagem em uma parede diafragma com 2,30 m de espessura. O serviço combinou fios diamantados, que não produzem ruídos ou vibrações, e robô demolidor.

No polo industrial de Aratu, na Bahia, o corte com fios diamantados também foi a técnica escolhida para a retirada de um tanque com 17 m de altura e 3,80 m de diâmetro de fibra de vidro extremamente resistente. “O sistema de fios diamantados foi utilizado em função de sua rapidez e flexibilidade. Ao permitir cortar o tanque horizontalmente em várias partes, foi possível agilizar a retirada da estrutura sem afetar as estruturas do entorno”, conta Alberto Libanio.

Em Angola, a reforma da Usina Hidroelétrica de Capanda utilizou corte com fio diamantado para remoção de 978 m³ de concreto em 70 grandes blocos. “Nesse caso, a utilização de fio diamantado era a única técnica capaz de atender ao prazo de 60 dias requisitado pelo contratante”, informa Gilberto Giassetti. A estrutura foi cortada em blocos de até 35 toneladas. Em cada bloco foram colocadas alças para o posterior içamento e remoção para local de armazenamento.

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Colaboração técnica

Alberto Libanio – Engenheiro civil formado pela Universidade Mogi das Cruzes, é diretor-presidente e fundador da Furacon Sistemas de Cortes e Perfurações em Concreto
Gilberto Giassetti – Engenheiro pós-graduado em administração pela Universidade de São Paulo. É sócio e gerente técnico comercial da PS Cortes e Furos, responsável pela execução de serviços de demolição controlada de concreto desde 1995.
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