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Conheça boas práticas para a lavagem de rodas de caminhão

Com planejamento e procedimentos adequados durante a execução, serviço pode reduzir o consumo de água, evitar transtornos à vizinhança e minimizar impactos ambientais

Texto: Juliana Nakamura

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A lavagem de rodas também pode ser feita com mangueiras ou lavadoras pressurizadas (foto: welcomia/shutterstock)

Atividade corriqueira nos canteiros de obras, o lava-rodas consiste na limpeza das rodas de veículos pesados pós-uso, especialmente na fase de terraplanagem. O objetivo é retirar o barro e a terra impregnados nos pneus, de modo que não suje as ruas do entorno, gere entupimentos no sistema de drenagem pluvial, contamine córregos e cause reclamações da vizinhança. Há municípios, inclusive, que exigem a implantação de dispositivos lava-rodas em obras situadas em áreas urbanas.

COMO IMPLANTAR LAVA-RODAS NO CANTEIRO?

A eficácia do lava-rodas depende fundamentalmente de planejamento e do correto dimensionamento. Cada construtora adota a metodologia mais adequada ao espaço disponível no canteiro e ao seu interesse de investir em práticas mais sustentáveis. Mas, de modo geral, são três as soluções mais empregadas.

Na primeira, mais básica, a lavagem é feita por mangueiras e/ou lavadoras pressurizadas e se caracteriza, de modo negativo, pela percolação da água suja pelo meio-fio.

Uma evolução dessa prática é a que se apoia em tambores de decantação. Nesse caso, o lava-rodas é montado sobre uma estrutura vazada em forma de grelha, permitindo que a água da lavagem escoe para reservatórios inferiores onde é separada do material particulado antes de sua devolução ao curso d’água. Esse sistema pode ser equipado com equipamentos de lavagem rápida tipo “drive-thru, constituídos de uma estrutura monobloco atravessada pelo caminhão e de jatos estrategicamente posicionados para realizar a limpeza das rodas e do chassi.

Uma solução ainda mais alinhada às boas práticas de sustentabilidade é a que combina a decantação com o reaproveitamento da água usada na lavagem. Para tanto, são instaladas bombas que permitem que a água depositada nos tambores de decantação seja conduzida até caixas d’água superiores. “A vantagem desse método é permitir o reaproveitamento da água para a lavagem de rodas de outros caminhões, reduzindo drasticamente o consumo”, comenta o engenheiro Victor Dias, coordenador de sustentabilidade da Trisul. Ele conta que o conjunto pode ser integrado, ainda, a um sistema de coleta de água da chuva. “Mas por exigir a construção de reservatórios, muitas vezes o lava-rodas com água de reuso não se viabiliza em canteiros com espaços muito exíguos”, justifica o engenheiro.

BOAS PRÁTICAS EM LAVA-RODAS

A estrutura deve possuir dimensões proporcionais aos veículos que irão atender à obra. O ideal é manter a base com comprimento pelo menos 10% superior e com sobras de 1,5 m nas laterais
Leandro Caruso

Há uma série de cuidados que envolvem o planejamento e a execução da lavagem de rodas em canteiros de obras e que exigem a compatibilização com o projeto de logística e de produção no canteiro. Para começar, a base do lava-rodas deve ser calculada para suportar a carga do caminhão carregado. “A estrutura deve possuir dimensões proporcionais aos veículos que irão atender à obra. O ideal é manter a base com comprimento pelo menos 10% superior e com sobras de 1,5 m nas laterais”, afirma o engenheiro Leandro Caruso, coordenador de obras da MBigucci.

A construção do lava-rodas deve prever, ainda, inclinações laterais para evitar que os resíduos, juntamente com a água, sejam encaminhados para a via pública. Além disso, é importante que sejam executadas canaletas para a condução da água utilizada nas laterais da base do lava-rodas.

O ideal é que sejam usadas duas lavadoras [de alta pressão], uma de cada lado dos caminhões, para otimizar o tempo de saída dos veículos e evitar possíveis congestionamentos dentro do canteiro
Leandro Caruso

Também é fundamental definir um local apropriado para implantação do lava-rodas, de modo que ele garanta a saída dos caminhões limpos e não impeça a entrada de outros veículos. “Em obras onde há saída de caminhões no período noturno, é necessário garantir uma iluminação dedicada aos pneus”, salienta o engenheiro da MBigucci, ressaltando, ainda, a importância do bom treinamento dos funcionários, principalmente do porteiro, que deve liberar o caminhão apenas após vistoriar se os pneus estão devidamente limpos.

Outra prática positiva para as construtoras é manter lavadoras de alta pressão com as mangueiras mais compridas para a lavagem periódica do canteiro e da via pública. “Esse cuidado ajuda bastante quando o tempo está muito seco e a poeira levantada pela saída nos caminhões na rua atrapalha a vizinhança”, exemplifica Caruso.

Lavadoras pressurizadas

Além de uma estrutura para captar a água da limpeza, o lava-rodas utiliza uma série de equipamentos. Entre os mais utilizados está a lavadora de alta pressão. “O ideal é que sejam usadas duas lavadoras, uma de cada lado dos caminhões, para otimizar o tempo de saída dos veículos e evitar possíveis congestionamentos dentro do canteiro”, recomenta Leandro Caruso.

Outras ferramentas de apoio importantes são pás, enxadas e carrinhos para a remoção dos resíduos sólidos das canaletas. Quando necessário, podem ser empregadas, ainda, alavancas para retirar dos pneus os resíduos sólidos mais persistentes.

Leia mais: Conheça os procedimentos para lavagem de equipamentos nas obras

Colaboração técnica

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Leandro Caruso – Engenheiro civil, é coordenador de obras da MBigucci
Victor Henrique da Silva Dias – Engenheiro civil, é coordenador de sustentabilidade da Trisul
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