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Cortinas e persianas contribuem para o conforto térmico das edificações

É interessante que a especificação do produto seja feita ainda na fase de projeto, com o auxílio do arquiteto e projetista da fachada

Redação AECweb / e-Construmarket

Cortinas e persianas

Utilizar cortinas e persianas deixou de ser apenas solução estética para se tornar alternativa que colabora efetivamente com o conforto do ambiente. Atualmente o mercado oferece opções que vão desde as simples, operadas manualmente, até as sofisticadas, automatizadas e integradas aos sistemas de iluminação e ar condicionado. “Em edifícios corporativos, cada vez ganham mais espaço as persianas com tecidos desenvolvidos para atuarem como elemento de proteção solar. É interessante que a decisão pelo tipo de alternativa a ser adotada seja tomada ainda na fase de projeto, com o auxílio do arquiteto e projetista da fachada”, explica o engenheiro Antônio Oliveira, gerente de Projetos da Somfy, empresa especializada em motorização e automatização.

Para ambientes onde o controle da insolação precisa ser mais intenso, alternativa é a solução blackout, que pode ser de diferentes tipos. A externa traz esquadrias com veneziana ou persiana de enrolar. A interna, por sua vez, se configura com as cortinas rolôs ou ainda telas celulares compostas com persianas entre vidros duplos. “Além das opções operadas manualmente, também estão disponíveis produtos mais sofisticados com lâminas orientáveis que proporcionam fechamento total e garantem 99% de blackout. A orientação das lâminas garante ainda o controle da privacidade e ventilação. Outra opção é a esquadria integrada, que tem folhas internas de vidro e persiana externa de enrolar – projetante ou não, manual ou motorizada, também com desempenho superior em vedação da luz”, detalha Roberto Papaiz, diretor do EuroCentro, empresa especializada em esquadrias de alto padrão.

DIFERENTES OPÇÕES

As persianas entre vidros duplos permitem a entrada gradual de luz, que varia de 4% a 90% da luminosidade. São duas soluções distintas, com a cortina celular se tem o blackout e com a persiana se tem o ajuste gradual da luz. Pela eficiência, higiene, durabilidade e manutenção zero esta solução já é adotada por hospitais de primeira linha

Um dos problemas que pode ser causado pelas cortinas internas de tecido é o acúmulo de poeira. Para evitar essa dificuldade, alternativa é o blackout rolô, geralmente fabricado a partir de tecido vinílico que se compõe com um filme preto interno e facilita a limpeza. “O inconveniente desse produto é que se a janela permite a entrada de ar o tecido acaba fazendo o mesmo movimento da vela de um barco, em decorrência da pressão criada na peça”, diz Papaiz, lembrando que opção mais higiênica, moderna e automatizada é a cortina blackout celular com revestimento interno em alumínio. “O produto tem aparência de uma colmeia que se dobra sobre si mesma e recolhe na parte superior. Essa cortina tem como vantagem a possibilidade de ser colocada entre vidros selados e ficar permanentemente protegida, não acumulando pó e dispensando a limpeza”, completa.

Para escolher bem o produto, é preciso levar em consideração que as soluções de blackout são incompatíveis com a abertura das esquadrias para ventilar o ambiente, exceto no caso das venezianas e persianas externas. No caso do sistema celular entre vidros este problema também não existe. “Há, ainda, soluções combinadas blackout-persiana em que as duas foram reunidas em um único produto entre vidros, de maneira que, quando se recolhe o blackout, a persiana se estende, ou vice-versa. As persianas entre vidros duplos permitem a entrada gradual de luz, que varia de 4% a 90% da luminosidade. São duas soluções distintas, com a cortina celular se tem o blackout e com a persiana se tem o ajuste gradual da luz. Pela eficiência, higiene, durabilidade e manutenção zero esta solução já é adotada por hospitais de primeira linha”, explica Papaiz.

Papaiz ressalta ainda as alternativas externas aos edifícios, tais como brises e persianas de enrolar. “Estas opções apresentam bom desempenho térmico, mas em contrapartida têm desvantagens arquitetônicas, maior investimento, menor transparência externa a custo considerável de manutenção e limpeza”, destaca.

AUTOMAÇÃO

Em áreas onde não há grande circulação de pessoas o sistema de automação pode ser integrado a sensores de presença e luminosidade que fazem com que as persianas baixem totalmente, a iluminação seja reduzida e a vazão do ar condicionado diminua quando não há ninguém no local

De acordo com Antônio Oliveira, a principal vantagem da automação é proporcionar conforto aos ocupantes da edificação. “Ambientes corporativos com ofuscamento ou que não estão adaptados para a realização do trabalho podem resultar em perda de produtividade”, adverte. Outro benefício é em relação à questão energética. Quando o sistema é bem projetado possibilita redução de 3% a 5% no consumo de energia do empreendimento, sendo que em sistemas mais completos esses números podem chegar a até 15%. As atuais soluções de automação de persianas permitem grande integração com a iluminação e também com ar condicionado. “Isso possibilita controlar de maneira diferente cada zona do ambiente – em áreas onde não há grande circulação de pessoas o sistema de automação pode ser integrado a sensores de presença e luminosidade que fazem com que as persianas baixem totalmente, a iluminação seja reduzida e a vazão do ar condicionado diminua quando não há ninguém no local”, exemplifica.

Quando se fala em automação de persianas, existem os modelos mais básicos que trabalham sem integração com outros sistemas até os mais completos. Entretanto, todos os tipos contam com motores que têm vida útil superior a cinco anos, além de serem materiais que necessitam de um baixo nível de manutenção. “Outra característica desses motores é que apresentam baixos níveis de ruído e os produtos mais novos estão ainda mais silenciosos. É quase imperceptível o barulho, em um escritório ninguém para de trabalhar atrapalhado pelo som da persiana”, afirma Oliveira. O visual da edificação também melhora com o uso da automação, já que em fachadas que contam com essa solução todas as persianas estão posicionadas corretamente e na mesma posição, garantindo melhor estética.

DE OLHO NO FUTURO

No futuro, a automação pode se tornar ainda mais inteligente, como mostra pesquisa realizada na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Os cientistas norte-americanos criaram uma cortina que se movimenta sem a necessidade de sistemas de motorização. Tudo graças a nanotubos de carbono presentes na composição do tecido que absorvem a luz e a convertem em calor. Essa energia térmica é transferida para a superfície da membrana da cortina, composta por policarbonato plástico, que se expande em resposta ao calor fazendo com que a cortina se abra e bloqueie a passagem da luz. Já quando não há o estimulo luminoso, os nanotubos deixam de emitir calor e a membrana de policarbonato plástico se contrai fechando a cortina. Segundo os pesquisadores, as cortinas feitas deste material serão tendência para os edifícios eficientes.

Colaboraram para esta matéria

Antonio Augusto Junqueira de Oliveira
Antonio Augusto Junqueira de Oliveira – Engenheiro mecânico graduado pela Universidade Gama Filho e com pós-graduação em qualidade e produtividade pela Fundação Vanzolini. Trabalhou em diversas empresas nacionais e multinacionais. Atualmente trabalha na Somfy como Gerente de Projetos responsável pelo mercado corporativo.
Roberto Papaiz
Roberto Papaiz – É formado pelo Instituto de Tecnologia Mecânica da Itália. Dirigiu por 25 anos a Udinese, empresa dedicada à produção de acessórios para esquadrias. Em 1996, criou o EuroCentro e a AluService: showroom e fábrica de esquadrias para residências especiais. Ocupa o cargo de presidente do ITEC – Instituto Tecnológico da Construção Civil – e é ex-presidente da AFEAL – Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio.
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