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Cresce a demanda por pré-fabricados de concreto

Usadas em obras de infraestrutura e galpões industriais, as peças ganham espaço no mercado. Compradores precisam saber escolher

Redação AECweb / e-Construmarket

O crescimento da procura por pré-fabricado de concreto começa a exigir dos compradores maior conhecimento sobre suas possibilidades de utilização. Hoje, a principal demanda se verifica na construção de galpões industriais e edifícios destinados ao varejo. Estudos da Associação Brasileira da Construção Industrializada do Concreto (ABCIC) mostram que 44% da produção são destinados a galpões e outros 24% para construção de shoppings. Aponta, ainda, que ganha espaço no segmento, sobretudo na Europa, a utilização em estruturas de edifícios comerciais e residenciais.
Essa tendência, segundo Íria Doniak, presidente executiva da ABCIC, começa a ser percebida no Brasil e, de acordo com vários projetistas, isso se deve ao avanço das estruturas híbridas, especialmente quando se combina aço e pré-fabricado de concreto. Esse mix, diz, representa uma série de vantagens.

“No caso de edifícios mais altos, destaca-se a rápida execução, a possibilidade de se obter vãos maiores para a mesma altura estrutural e peso menor das peças, o que pode facilitar a logística”.
Ela explica aos profissionais do setor de suprimentos que a aquisição de estruturas de concreto pré-fabricado é realizada direto com os fabricantes, que oferecem soluções em engenharia para uma etapa da obra fundamental: a estrutura. Mas podem, também, comercializar componentes isoladamente, como lajes alveolares e painéis para aplicação em projeto estrutural adequado. “As empresas também fornecem as estacas de concreto pré-fabricadas para fundações profundas”, informa Íria.

NormalizaÇÃo

Devido ao fato de o pré-fabricado de concreto ser aplicado como solução para a estrutura da obra, sua viabilidade para cada empreendimento deve ser analisada em parceria com a indústria fornecedora e sua área de engenharia. “A especificação deve estar em conformidade com o projeto de estrutura e com a norma ABNT NBR 9062 – Projeto e Execução de Concreto Pré-moldado. Para as lajes alveolares pré-fabricadas e protendidas de concreto, deve recorrer à norma ABNT NBR 14861:2011”, recomenda, reforçando que o ideal é contratar a companhia que, além de apresentar sua proposta, referencie em contrato o atendimento aos padrões normativos.

De acordo com definições da norma, a pré-moldagem é o processo de construção em que os elementos estruturais ou parte da estrutura de uma obra são moldados fora do local de sua utilização definitiva. Já o conceito de pré-fabricação consiste no processo de construção em que os elementos estruturais ou parte da estrutura de uma obra são moldados em instalações industriais especificamente destinadas a este fim.

Embora os elementos pré-fabricados sejam submetidos a exigências mais rigorosas de execução e controle, Íria diz que tal fato não indica que a qualidade dos elementos pré-moldados em canteiro de obras seja inferior aos dos pré-fabricados. “O importante é que haja conformidade com todos os requisitos estabelecidos em norma para ambos os casos”, afirma.

Custos

No momento de definir o sistema construtivo a ser utilizado, o comprador se depara com a necessidade de escolher aquele que, além da qualidade, ofereça menor impacto financeiro. Entretanto, além da relação custo-benefício, o que está sendo avaliado são soluções de engenharia, e sua aplicação depende de estudo de viabilidade para a obra em questão. Isso dificulta uma comparação simples de preços entre o sistema convencional e o pré-fabricado.

Íria explica que nos sistemas construtivos industrializados, a solução estrutural adotada, bem como a logística, que envolve o tipo de terreno, localização, as condições de acesso, têm forte influência na composição de custos. Por essa razão, diz, não é possível falar em valor médio por metro quadrado de área construída. Em alguns casos, o valor do pré-fabricado pode ser maior do que uma estrutura construída pelo sistema convencional, no entanto, a obra se viabiliza, pois o prazo de execução é menor, possibilitando retorno mais rápido do investimento considerado no estudo de viabilidade. “Cada obra é única e deve ser avaliada dessa forma, até por questões de desempenho, sustentabilidade e em relação à própria solução arquitetônica proposta”, orienta.

LogÍstica

Em geral, a entrega das estruturas de concreto segue o cronograma das obras, mas, dependendo do porte da construção, as peças são produzidas fora dos canteiros e, em seguida, enviadas para o local da construção no momento da instalação. Assim, estacas, vigas, lajes e outras peças são transportadas à medida que o canteiro necessite. Portanto, a questão dos prazos de entrega varia conforme o empreendimento. Íria comenta que existem etapas, como a conclusão das fundações, que dependem do contratante para que a montagem da estrutura se inicie. “Essas questões devem ser discutidas entre o departamento de compras e representantes das empresas fornecedoras e estabelecidas em contrato diante de consenso entre as partes”, informa.

Tecnologia

Cada obra é única e deve ser avaliada dessa forma, até por questões de desempenho, sustentabilidade e em relação à própria solução arquitetônica proposta

O concreto utilizado no pré-fabricado é produzido com dosagem mais precisa dos insumos e há um rigoroso controle tecnológico. Na produção industrial, os elementos são submetidos à cura com temperatura controlada após a moldagem, diferente do que ocorre nos processos de cura normal no canteiro de obra, nos quais o concreto pode estar exposto a agentes prejudiciais como chuvas, elementos químicos, vibrações, alterações bruscas de temperatura. “Daí a segurança para aplicar as peças produzidas com funções estruturais em obras, que atendem a rigorosos critérios de desempenho, e também em construções submetidas a intensos esforços e solicitações, inclusive edifícios altos”, afirma Íria Doniak.

As estruturas de concreto pré-moldado proporcionam resistência, durabilidade e precisão dimensional. “Estas características são obtidas por meio da seleção de matérias-primas qualificadas, feita com base em inspeções de recebimento e ensaios. E, depois, pelo processo de fabricação industrial, permitindo maior controle e rastreabilidade das diversas etapas de produção até a montagem dos elementos”.

Íria destaca, ainda, que sua utilização facilita futuras ampliações, requisito importante em caso de pequenas obras.

Visando facilitar o trabalho de escolha do fornecedor, ela informa que muitas empresas do setor possuem o selo ABCIC de Excelência e se submetem a auditorias semestrais pelo Instituto Falcão Bauer. “Estas companhias são avaliadas em relação a aspectos da qualidade, segurança, meio ambiente, atendimento e aos requisitos estabelecidos nas normas”, conta. Para obter informações sobre essas empresas e conhecer como funciona o programa, o comprador deve acessar o site www.abcic.org.br e clicar em selo Excelência ou Certificação.


COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA

Íria Lícia Oliva Doniak – Engenheira civil, presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC). Diretora de cursos Ibracon e diretora do Departamento da Construção Civil da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deconcic–Fiesp). Representante da ABCIC junto à Federação Internacional do Concreto (CEB-FIP). Membro da Associación Científico Técnica del Hormigón Estructural (ACHE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Publicações: Capítulo 43 do livro Concreto: Ciência e Tecnologia – Ibracon 2011; Capítulo 2 – Estruturas Pré-Moldadas no Mundo (Aplicações e Comportamento Estrutural) Fib (CEB-FIP), ANIPB e ABCIC. Integrante do conselho editorial da revista Grandes Construções (Sobratema) e Concreto & Construções (Ibracon).

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