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Dicas para especificar o revestimento em áreas corporativas

Absorção acústica, conforto térmico e manutenção são algumas das principais características a considerar na escolha do piso ideal

Texto: Gabriel Bonafé


Piso elevado com revestimento vinílico aplicado no Edifício Martinelli, em São Paulo. Projeto de retrofit é do arquiteto Paulo Lisboa (Foto: Ana Mello).

Antes de adotar critérios de especificação em projetos corporativos, é necessário tomar precauções básicas. “O primeiro cuidado é respeitar o tráfego ao qual a área será submetida, seguindo a normatização referente a cada categoria de piso. O segundo é respeitar as normas de fogo e fumaça vigentes na regional”, orienta Priscilla Gusson, supervisora nacional de especificação da Tarkett. Além disso, a escolha não pode fugir do orçamento previsto.

“O especificador também deve pensar na performance do revestimento em longo prazo de uso. Levar em consideração as questões de sustentabilidade e jamais esquecer de verificar se o produto possui componentes tóxicos, como metais pesados”, completa a supervisora.

O primeiro cuidado é respeitar o tráfego ao qual a área será submetida, seguindo a normatização referente a cada categoria de piso. O segundo é respeitar as normas de fogo e fumaça vigentes na regional
Priscilla Gusson

“É importante a contratação de um profissional para ajudar na escolha do revestimento”, recomenda Vanessa Kawaguchi, arquiteta e especificadora técnica da Forbo. “Desenvolver o projeto de paginação, que contém informações como dimensão e posição das peças, garante melhor aproveitamento e perdas mínimas”, acrescenta.

1. Absorção acústica
A absorção acústica em ambientes internos pode melhorar a concentração dos usuários. Os pisos mais indicados são o vinílico e o carpete, que apresentam elevado coeficiente de absorção. “Eles evitam o toque-toque que acontece em outros tipos de revestimentos”, exemplifica Vanessa.

“Áreas com a acústica muito comprometida podem se utilizar de carpetes com base cushion (acústica) e um gauge mais denso. Isso faz com que o som reverberado possa ser absorvido em partes pelo piso”, menciona Priscilla.

2. Conforto térmico
O conforto térmico do ambiente pode influenciar no desempenho e produtividade dos trabalhadores. O revestimento vinílico, novamente, aparece como excelente opção. “A vantagem é que, no calor, não aquecem como os carpetes e, no inverno, são mais aconchegantes do que o porcelanato”, compara Vanessa.

A propósito, o conforto termoacústico que o vinílico proporciona foi uma das razões pela qual ele foi aplicado no retrofit do Edifício Martinelli.

3. Redução no consumo de energia
“Os revestimentos de piso podem refletir a luminosidade de ambientes corporativos, contribuindo para a redução no consumo de eletricidade”, revela Alexis Fonteyne, engenheiro mecânico e conselheiro da Anapre (Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho).

Pisos claros e brilhantes podem ser aplicados para refletir a luz pelo ambiente e contribuir nessa redução. O especificador deve considerar que materiais como carpete – mesmo em cores claras – absorvem a luz e não contribuem tanto como revestimentos de porcelanato, por exemplo.

4. Alto tráfego
Para ambientes com alto tráfego de pessoas, é ideal que se utilize revestimentos com elevado grau de resistência para garantir sua preservação e evitar trocas periódicas. “O piso em placa, com classificação 34/43 segundo a NBR14917-1 é o ideal”, assegura Priscilla. Ela também indica a aplicação de placas autoportantes, podendo ser utilizadas com ou sem o uso de piso elevado.

Outra solução é o vinílico heterogêneo com capa de uso de, no mínimo, 0,5 mm. “Ele resiste à endentação, não marca, não mancha nem risca, além de apresentar fácil manutenção e limpeza”, conta Vanessa.

5. Manutenção e limpeza
Dentre as opções, o piso em placa é o que tem mais fácil manutenção. “Não é necessário trocar o revestimento de toda área, apenas as placas danificadas”, esclarece Vanessa.

“Os carpetes ou vinílicos em placas são removíveis e modulares e, por isso, são mais utilizados em áreas com piso elevado devido ao fácil acesso aos cabeamentos, para manutenção ou alterações constantes de layout”, explica a arquiteta.

Os vinílicos possuem a vantagem de não empenarem nem dilatarem. Para ambientes expostos a impurezas, o porcelanato apresenta-se como um material fácil de ser limpo. O menos recomendado é o carpete, que retém sujeiras e é mais vulnerável a manchas. “Produtos que utilizam pouca água na limpeza e praticamente nenhum produto químico são os ideais”, informa Priscilla.

Carpete e piso vinílico podem ser aplicados nas mais diversas áreas internas de um estabelecimento corporativo. A grande variedade de acabamento, aliada à acústica e facilidade de limpeza e manutenção são itens essenciais para a escolha do produto
Vanessa Kawaguchi

6. Identidade da empresa
Segundo Priscilla, empresas com perfis inovadores que costumam realizar pesquisas internas sobre conforto e ergonomia das instalações acabam optando pelo revestimento vinílico para ter melhor imagem. “O design do produto e a variedade de cores, somados a uma paginação que atende necessidades técnicas do projeto, como circulação e fluxo de funcionários, ajudam a passar a mensagem que a empresa deseja para os colaboradores e clientes”, justifica.

7. Funcionalidade
“Deve-se pensar no custo-benefício que o produto oferece e em quanto tempo este investimento inicial se paga ao longo do tempo de uso do produto”, constata Priscilla. Revestimentos fornecidos em rolo, como o carpete e o vinílico, possuem preços mais acessíveis. “Eles podem ser aplicados nas mais diversas áreas internas de um estabelecimento corporativo. A grande variedade de acabamento, aliada à acústica e facilidade de limpeza e manutenção são itens essenciais para a escolha do produto”, aponta Vanessa.

8. Fácil aplicação
Alguns materiais necessitam apenas de alguns requisitos básicos para serem instalados, como base regular, limpa e impermeabilizada. “Esses requisitos básicos são suficientes para influenciar na escolha”, afirma Vanessa. A arquiteta informa que, embora os revestimentos em rolo sejam mais fáceis de instalar, muitos projetos são entregues ao projetista com piso elevado, o que acaba direcionando a escolha para o piso em placas.

Colaboraram para esta matéria

Alexis Joseph Steverlynck Fonteyne – Engenheiro mecânico pela Faculdade de Engenharia Industrial e sócio-proprietário da Solepoxy Indústria e Comércio de Resinas. É conselheiro da ANAPRE (Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho).
 
Priscilla Gusson de Araujo Castellã – Supervisora Nacional de Especificação da Tarkett
Vanessa Akemi Kawaguchi – Arquiteta e Urbanista pela Universidade Anhembi Morumbi e Técnica de Edificações pela Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas. Atua como coordenadora de vendas e especificadora técnica na Forbo Flooring Systems.
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