Produto indisponível

O produto que você buscou se encontra indisponível no momento.

> > > Dicas para planejar e monitorar o andamento dos projetos

Dicas para planejar e monitorar o andamento dos projetos

Para evitar transtornos e atrasos é preciso dar atenção especial à comunicação

Redação AECweb / e-Construmarket

monitorar-projetos
A área de gestão de projetos deve dar máxima atenção à comunicação (Uber Images/shutterstock.com)

A execução do plano de projeto compreende as fases de desenvolvimento, que culmina com a aprovação do projeto; e a de implementação física. “Ou seja, trata de materializar tudo o que foi planejado na fase de desenvolvimento”, diz o engenheiro Marcello Barbieri, diretor executivo de Operações da MCA Auditoria e Gerenciamento. O gestor de projetos é quem conduz a equipe, estabelece as regras e o plano de comunicação em prol da meta, que está atrelada às dez áreas de atuação estabelecidas pelo Project Management Institute (PMI), especialmente as de prazo e custo.

A consolidação da interface entre os vários projetos de engenharia acontece tanto no final da fase de desenvolvimento quanto no início da execução. A decisão depende da disponibilidade de recursos do investidor. “É comum, porém, que empreendimentos da área industrial contratem as empreiteiras tendo em mãos apenas os projetos básicos, deixando a compatibilização dos projetos para a fase de execução”, relata, lembrando que nos demais segmentos de obras, como edifícios corporativos, residenciais ou hospitalares, esse trabalho é feito ainda na etapa de planejamento.

Quando a comunicação não é valorizada, vai resultar em sérios problemas como atraso ou até mesmo a paralisação do projeto
Marcello Barbieri

COMUNICAÇÃO

Para evitar transtornos durante a execução do plano de projeto, a área de gestão de projetos deve dar máxima atenção à comunicação. A começar pelo adequado mapeamento dos stakeholders, abrangendo desde o financiador da obra à engenharia e fornecedores de mão de obra, que são os que aparecem na linha de frente. Em boa parte das obras, é recorrente que outros públicos estratégicos sejam negligenciados. É o caso de órgãos públicos, vizinhança e ONGs que exercem algum tipo de interface com a obra. “Quando a comunicação não é valorizada, vai resultar em sérios problemas como atraso ou até mesmo a paralisação do projeto”, alerta.

Se a execução de determinado serviço foi programada para daqui a 30 dias e não está sendo realizado o monitoramento do planejamento, a área de suprimentos deixará de providenciar materiais, equipamentos e mão de obra. A aquisição feita com atraso vai impactar o prazo de execução da obra e sua qualidade
Marcello Barbieri

PLANEJAMENTO

Área de conhecimento do PMI que também merece total atenção da gestão de projetos é a de planejamento. Deficiências nessa etapa que antecede a execução do plano do projeto trarão consequências negativas sobre suprimentos, prazo, custos. “Se a execução de determinado serviço foi programada para daqui a 30 dias e não está sendo realizado o monitoramento do planejamento, a área de suprimentos deixará de providenciar materiais, equipamentos e mão de obra. A aquisição feita com atraso vai impactar o prazo de execução da obra e sua qualidade. E isso vale para várias situações”, exemplifica. Erros do tipo são comuns nas obras na etapa do planejamento ou, outras vezes, por deficiência na elaboração da engenharia que não previu, por exemplo, determinado equipamento – se for importado só vai chegar em 120 dias e a paralisação da execução é inevitável.

É essencial ajustar as expectativas do cliente na fase de planejamento para evitar qualquer modificação do escopo que ele venha a exigir durante a execução. Essas intervenções são muito danosas, e é normalmente onde ocorrem os grandes gaps entre o previsto e o realizado. “Com a evolução e ampliação do uso da metodologia de gestão de projetos, foi possível reduzir modificações do escopo durante a obra. O gestor está atento e tem a preocupação, desde o início, na fase de desenvolvimento, de esclarecer todas as informações do escopo e expectativas junto ao investidor. Hoje, seja numa obra de menor porte ou como nas industriais, de alguns milhões ou bilhão, o cliente assina a Declaração de Escopo, formalização que traz maior segurança para o gestor, na condução e realização do planejamento físico e econômico do empreendimento”, ressalta Barbieri.

Colaboração técnica

Marcello Barbieri – Engenheiro civil, pós-graduado em Construção Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina; Project Management Professional (PMP) pelo Project Management Institute (PMI). Atuou na Formanova Incorporadora, Suncorp Construções e Incorporações, Encol Engenharia, Comércio e Indústria e Engevix Engenharia. É diretor executivo de Operações da MCA Auditoria e Gerenciamento.
Gostou deste conteúdo? Cadastre-se para receber gratuitamente nossos boletins.

Complete seu cadastro