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Escolha de esquadrias deve ser guiada por requisitos técnicos

Tipologia, durabilidade e resistência são critérios considerados na especificação. Capacidade de vedação e desempenho acústico também devem ser avaliados

Texto: Juliana Nakamura

Oferecidas pela indústria com diferentes tipos de abertura e com matérias-primas variadas, as esquadrias são componentes de alto impacto na estética e no desempenho de uma edificação. Esses elementos são capazes de imprimir uma série de conceitos, como arrojo, modernidade, tradição e rusticidade. Ao mesmo tempo, desempenham papel vital para garantir a estanqueidade à água e ao vento, bem como boas condições de conforto térmico e acústico.

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As versões em madeira costumam compor ambientes mais nobres (hedgehog94/ Shutterstock.com)

EM BUSCA DO MODELO IDEAL

A especificação de portas e janelas é uma tarefa que precisa ir além da escolha do modelo de menor custo ou visualmente mais interessante. O principal critério de seleção deve ser o atendimento às normas técnicas, em especial à ABNT NBR 10.821, que trata de esquadrias para edificações de modo geral. “No caso das janelas, a norma se aplica aos produtos fabricados em aço, alumínio, PVC e madeira, inclusive para aquelas produzidas em obra, conforme projeto específico”, comenta a engenheira Fabíola Rago Beltrame, coordenadora da Comissão de Estudos Especiais de Esquadrias da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Os produtos disponíveis no mercado diferem muito em relação ao desempenho. Isso torna ainda mais importante levarmos em consideração critérios como durabilidade, resistência e capacidade de vedação na hora de escolher uma esquadria
Carmen Calixto

Além do atendimento às normas, o processo de escolha deve considerar as necessidades do ambiente em questão. “Há expectativa de isolamento acústico ou térmico? Os vãos previstos estão adequadamente dimensionados? O ambiente é úmido ou seco? Esses são alguns dos questionamentos que devem ser feitos”, lista Mariane Cunha, diretora da Ah! Sim, escritório especializado em projetos de reformas. Ela lembra que esses elementos são itens de custo representativo, cujo desempenho está diretamente relacionado à qualidade do material e à tecnologia empregada em sua fabricação.

“Os produtos disponíveis no mercado diferem muito em relação ao desempenho. Isso torna ainda mais importante levarmos em consideração critérios como durabilidade, resistência e capacidade de vedação na hora de escolher uma esquadria”, acrescenta a arquiteta Carmen Calixto.

ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO E AÇO

No Brasil, entre as mais populares para construções residenciais e comerciais estão as produzidas com materiais metálicos, especialmente alumínio e aço.

Resistentes à oxidação, as de alumínio podem ser encontradas em diferentes acabamentos e são indicadas para aplicações em áreas expostas à maresia. Já os modelos em aço têm como ponto forte o baixo custo em comparação a outros sistemas, mas costumam apresentar menor durabilidade e exigem mais manutenção.

Nas de alumínio, os perfis devem ser protegidos por anodização ou pintura. Já as de aço-carbono precisam receber tratamento superficial (revestimento e/ou pintura) que garanta um desempenho mínimo diante da corrosão, conforme preconizado em normas técnicas.

MADEIRA E DE PVC

Tradicionais no Brasil, as esquadrias de madeira podem apresentar qualidades distintas em função do tipo de matéria-prima que utilizam (itaúba, grapia, freijó, jatobá etc.). Mais recentes no mercado brasileiro, e também mais caras, as de PVC são especificadas principalmente quando a demanda por estanqueidade e isolamento termoacústico é maior. Muito utilizadas em empreendimentos hoteleiros e residenciais de alto padrão, essas esquadrias se destacam também por exigir baixa manutenção, ao contrário dos modelos de madeira.

Para as janelas e portas, um cuidado importante é solicitar um atestado ou certificado de conformidade do produto, conforme ABNT NBR 10.821
Fabíola Rago Beltrame

Quando o critério de análise é apenas a durabilidade, as alternativas mais indicadas são as esquadrias em PVC e em alumínio. “Esses produtos resistem muito bem às intempéries, não empenam e têm ótima capacidade de vedação”, destaca Calixto.

As de madeira são opção para compor ambientes mais nobres, quando a estética é muito valorizada. “Este material tem custo bastante alto, principalmente se considerarmos a opção pela madeira maciça”, comenta Mariane Cunha.

Em algumas situações, o projeto pode demandar a confecção de modelos especiais sob medida. “Esses produtos permitem que o arquiteto ouse mais no projeto. Em contrapartida, custam mais, exigindo utilização inteligente”, pondera Calixto.

Uma vez definida a especificação, é importante buscar um fornecedor que possua qualificação e comprovação do desempenho de seus produtos. “Para as janelas e portas, um cuidado importante é solicitar um atestado ou certificado de conformidade do produto, conforme ABNT NBR 10.821”, recomenda Beltrame.

Checklist para auxiliar a especificação

1 - Definir as tipologias (de abrir, maxim-ar, de correr etc.)
2 - Determinar o número de pavimentos da edificação e a região do país onde serão instaladas
3 - Definir o desempenho esperado: mínimo, intermediário ou superior
4 - Especificar o material (madeira, PVC, alumínio, aço, outros)
5 - Determinar o desempenho acústico esperado pelo usuário
6 - Verificar a qualificação do fornecedor


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Colaboração técnica

Carmen Calixto – Arquiteta e urbanista formada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Atua principalmente com projetos comerciais.
Mariane Carneiro da Cunha – Administradora de empresas com especialização em Design de Interiores pela Escola Panamericana de Artes. É sócia-fundadora da Ah!Sim, empresa de arquitetura focada em projetos de reformas.
Fabíola Rago Beltrame – Engenheira civil, diretora do Instituto Beltrame da Qualidade e coordenadora da Comissão de Estudos Especiais de Esquadrias da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). É também professora da Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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