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Escolha do forro deve seguir o conceito do projeto

Em locais onde é desejável controle sonoro, o forro deve cumprir a função acústica e pode ser instalado agregado à camada de lã de vidro. Já em edificações com estrutura de madeira é melhor optar por forros fabricados a partir do mesmo material

Redação AECweb / e-Construmarket

Forros

Fabricados a partir de diferentes materiais, os forros podem gerar dúvidas no momento de sua especificação. É recomendável que o profissional responsável pelo projeto conheça todas as possibilidades existentes no mercado para decidir a melhor solução adaptável às necessidades do ambiente. “Entre as alternativas, há aqueles que têm como matéria-prima a madeira ou o PVC. Porém, os mais utilizados atualmente são os forros de gesso, e um dos motivos que explicam essa preferência é a facilidade de instalação”, revela a engenheira Izabel Souki, diretora do escritório Izabel Souki Engenharia e Projetos.

Outro diferencial do forro de gesso é a possibilidade da criação de sancas e a instalação mais fácil dos equipamentos de iluminação. “Comparando as opções de gesso e madeira, ambas permitem colocação de peças embutidas para iluminação. Porém, caso ocorram erros de furação, é possível tampar o buraco no forro de gesso; se o problema acontecer no de madeira, é necessária a troca de toda a régua”, afirma a engenheira. Ela lembra que apesar de ser possível a colocação do forro sob qualquer tipo de cobertura, não são todos os ambientes que pedem essa solução. “A especificação é baseada principalmente no conceito do projeto”, destaca.

ESPECIFICAÇÃO

Em um local onde é desejável controle sonoro, o forro deve cumprir a função acústica e pode ser instalado agregado à camada de lã de vidro, por exemplo. Já em edificações com estrutura de madeira é melhor optar por forros fabricados a partir do mesmo material, para manter a identidade visual do empreendimento

Em algumas obras, é desejável deixar a laje ou a estrutura da cobertura aparente. “Case que posso mencionar é o de um restaurante construído a partir da estrutura de uma casa antiga. Durante a reforma, foram retiradas todas as paredes e, por isso, tivemos de colocar vigas metálicas para cumprir a função de sustentação. Essas vigas foram pintadas seguindo o conceito da decoração moderna do ambiente. Portanto, a falta de forro era bem-vinda para que as vigas coloridas ficassem aparentes”, exemplifica Izabel. Além de determinar a necessidade ou não da instalação do forro, o conceito do projeto também define qual é o melhor tipo de material.

A análise das necessidades do ambiente indica qual é a solução mais adequada para cada situação. “Em um local onde é desejável controle sonoro, o forro deve cumprir função acústica e pode ser instalado agregado à camada de lã de vidro, por exemplo. Já em edificações com estrutura de madeira é melhor optar por forros fabricados a partir do mesmo material, para manter a identidade visual do empreendimento”, ressalta a engenheira. Outro exemplo são os bancos e escritórios corporativos, onde é comum encontrar forros modulares, formados por conjunto de estruturas metálicas fechadas por placas de tamanhos variáveis que facilitam o acesso ao espaço entre o forro e a cobertura para eventuais manutenções no sistema elétrico ou hidráulico. “Essa alternativa é indicada apenas para alguns ambientes”, complementa.

Enquanto forros de gesso e madeira são facilmente encontrados em diferentes obras, os de PVC também têm seu lugar no mercado. Com preços competitivos, apresentam alta durabilidade, resistência e fácil manutenção. A limpeza simples, com uso de pano úmido, além da propriedade de não propagar chamas e ser um material leve, que facilita a instalação, são outros pontos de destaque desse tipo de forro.

INSTALAÇÃO

Os forros de PVC também têm seu lugar no mercado. Com preços competitivos, apresentam alta durabilidade, resistência e fácil manutenção. A limpeza simples, com uso de pano úmido, além da propriedade de não propagar chamas e ser um material leve, que facilita a instalação, são outros pontos de destaque desse tipo de solução

Antes da colocação do forro, é recomendada atenção especial à iluminação. “Esse sistema é pensado de maneira diferente, já que nos forros é possível embutir os equipamentos de iluminação. Outra diferença é a quantidade de pontos de luz que podem ser criados. Nos forros esse número é maior quando comparado aos sistemas alocados diretamente na cobertura”, detalha Izabel. Após preparação da fiação elétrica que fica entre a laje e o forro, toda estrutura é montada e por último são feitos buracos para embutir os equipamentos. “Para finalizar o serviço, são realizados pequenos ajustes, como pintura ou limpeza para dar o acabamento”, completa.

Dependendo do material, cada tipo de forro é instalado de maneira diferente. Os de gesso consistem em superfícies presas por arames à cobertura ou a uma estrutura intermediária de forma que, por baixo, fique visível somente o plano liso. O forro de gesso está basicamente dividido em duas grandes opções, em placas e o drywall. A solução constituída por placas é mais pesada por necessitar de mais arames para se sustentar por conta da pequena dimensão das peças. Já o de drywall é executado com grandes chapas de gesso e, além das chapas serem mais leves, sua aplicação é bem mais limpa quando comparada ao sistema de placas.

Os forros de madeira têm instalação simples, as ripas contam com encaixes do tipo macho e fêmea que são pregados ou parafusados a distâncias regulares em uma estrutura de madeira auxiliar ou diretamente na laje. Existem também os forros de madeira com diferentes formatos e feitos sob encomenda. Nesse caso, recomenda-se consultar os detalhes da colocação com o profissional responsável por desenvolver a peça. Já os de PVC são basicamente lâminas com pequenas estruturas internas que se encaixam entre si. Essas lâminas têm diferentes larguras, conforme os padrões de cada fabricante e são afixadas conforme o tipo de sistema.

QUALIDADE

Para garantir a qualidade do produto antes de comprar o forro, o primeiro passo é verificar o conceito do fabricante no mercado e constatar se se trata de uma empresa de confiança, que certifica seu material

A engenheira recomenda, antes de comprar o forro, observar alguns itens para garantir a qualidade do produto. “O primeiro passo é verificar o conceito do fabricante no mercado e constatar se se trata de uma empresa de confiança, que certifica seu material. No caso do forro de madeira, um dos elementos é o selo que garante a procedência da matéria-prima”, explica.

MANUTENÇÃO

O forro exige pouca manutenção, mas pode ser necessário acessar o espaço acima da peça para instalação de algum equipamento ou resolver possíveis problemas elétricos ou hidráulicos. “Nesse caso, será feito um corte no forro e esse pedaço danificado terá que ser remontado depois”, diz a profissional.

É BOM SABER Antes de ser pintado, o forro de gesso tem um tempo de cura a ser respeitado. “O período é de dois a três dias. Entretanto, como as obras quase sempre acontecem em ritmo acelerado, muitas vezes esse tempo não é levado em consideração, deixando o forro amarelado”, finaliza Izabel.

Colaborou para esta matéria

Eleonora Zioni
Izabel Souki – Engenheira civil e diretora do escritório Izabel Souki Engenharia e Projetos, que atua desde 2009 na elaboração e execução de projetos arquitetônicos e de design de interiores baseados em ideias e princípios arrojados para residências, escritórios e empresas. A companhia trabalha também a divulgação de empreendimentos e apresentação de ambientes em imagens 3D, gerenciamento e construções de casas, reformas em geral, planejamento de mobiliário, além de oferecer serviços de consultoria, auxiliando nas compras para decoração de interiores.
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