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Fachadas de vidro integral conferem visual limpo e moderno a empreendimentos

Na hora de especificar a solução é importante determinar o desempenho pretendido em relação ao controle solar, isolamento acústico e térmico, sistema de ventilação, geração fotovoltaica, limpeza e manutenção

Redação AECweb / e-Construmarket

Fachada integral de vidro

Com apelo visual atraente e moderno, a fachada de vidro integral vem sendo aplicada com mais frequência nos últimos anos. “Não há restrições em seu uso, desde que, é claro, as prescrições normativas de desempenho e, principalmente, de segurança sejam cumpridas. No entanto, devido ao custo mais elevado, se comparado aos sistemas tradicionais de fachadas com estrutura de alumínio, é comum encontrá-la nas áreas mais nobres das edificações como lobby de edifícios corporativos, fechamento de átrio de grandes vãos, restaurantes, agências bancárias, hospitais, fachadas de centros culturais e teatros. Ou seja, onde a exclusividade e a imponência da fachada dão ao empreendimento identidade arrojada e moderna”, explica Crescêncio Petrucci Júnior, consultor de fachadas e esquadrias.

Outra aplicação é como ‘segunda pele’ ou fachada dupla. “Nesse caso, a fachada tem função de sombrear a edificação como se fosse um brise, porém, interferindo bem menos na visão do ocupante e no visual do edifício. Permite também que haja um sistema de conexão de ar auxiliando na ventilação da fachada primária. As juntas entre os vidros, nas fachadas duplas, não são vedadas e o tamanho delas é determinado para permitir a passagem de ar”.

Para projetar fachada de vidro integral, primeiramente, é preciso apresentar e discutir com o cliente as diversas possibilidades de sistemas estruturais que podem ser usados com ela. “Cada sistema está associado a uma faixa de custo, que aumenta em função de sua complexidade e dos materiais aplicados. Nessa discussão é importante conhecer as limitações e particularidades de cada sistema”, comenta o consultor.

SISTEMAS ESTRUTURAIS

Não há restrições em seu uso, desde que, é claro, as prescrições normativas de desempenho e, principalmente, de segurança sejam cumpridas. No entanto, devido ao custo mais elevado, se comparado com sistemas tradicionais de fachadas com estrutura de alumínio, é comum encontrá-la nas áreas mais nobres das edificações como lobby de edifícios corporativos, fechamento de átrio de grandes vãos, restaurantes, agências bancárias, hospitais, fachadas de centros culturais e teatros. Ou seja, onde a exclusividade e a imponência da fachada dão ao empreendimento identidade arrojada e moderna

Segundo Petrucci, entre os principais sistemas estruturais destacam-se os de estrutura metálica, fabricada com aço carbono e que pode ser vertical, horizontal ou mista; a estrutura de aço inox que segue o mesmo princípio da estrutura metálica, porém com material mais nobre; estrutura de cabo de aço tensionado, que pode ser vertical, horizontal ou mista; e as estruturas com pilares ou vigas de vidro. “Neste caso, o vidro é o elemento estrutural que pode ser vertical – a mais comum –, ou mista, onde há pilares com contraventamento horizontal, ambos em vidro. Existem também os projetos que misturam dois ou mais sistemas estruturais, sempre de forma harmoniosa, como vidro com cabo de aço, aço inox e vidro, entre outros”, comenta.

ESPECIFICAÇÃO

“No momento de especificar a fachada de vidro integral é importante determinar, em conjunto com outros sistemas, qual o desempenho pretendido para a fachada em relação ao controle solar, isolamento acústico e térmico, sistema de ventilação, geração fotovoltaica, limpeza e manutenção”, diz o consultor.

Para conseguir a melhor solução para o projeto, a modulação dos vidros envolve várias questões, a começar pelos limites de dimensão das peças de vidro, considerando os equipamentos de beneficiamento do vidro – têmpera, serigrafia, laminação e o coating quando esse for exigido no projeto. “É importante definir as medidas das peças que conduzam ao melhor aproveitamento das chapas de vidro, e à redução e otimização dos componentes de fixação. Essas elementos, em geral, apresentam custo elevado e otimizar a sua utilização é um ganho para o projeto”, explica Petrucci.

É preciso também estabelecer os esforços devido à pressão de vento e de utilização. “Essas cargas servirão para determinar a espessura dos vidros e dimensionar o sistema estrutural da fachada de vidro integral. É preciso, ainda, determinar as movimentações que ocorrem na estrutura da edificação onde será fixada a fachada de vidro integral, a curto e longo prazo. Isso vai ajudar na determinação do grau de liberdade das conexões dos vidros, do sistema estrutural e das verificações periódicas ao longo do tempo. É importante, ainda, definir os parâmetros de qualidade dos materiais, incluindo o vidro, e qual o sistema de fixação que será utilizado”, afirma o consultor.

SISTEMAS DE FIXAÇÃO DO VIDRO

É importante definir as medidas das peças que conduzam ao melhor aproveitamento das chapas de vidro, e à redução e otimização dos componentes de fixação. Essas elementos, em geral, apresentam custo elevado e otimizar a sua utilização é um ganho para o projeto

Existem três maneiras de fixar o vidro nas fachadas. De acordo com Petrucci, o sistema Spider Glass é formado por ‘aranhas’ e parafusos cônicos, com diversos modelos no mercado, e o vidro precisa ser furado para a fixação. “Nesse sistema é importante considerar o grau de liberdade de movimentação da aranha e dos parafusos cônicos, porque a superfície de contato entre o parafuso e o vidro é muito reduzida e esse método diminui as tensões pontuais e o risco de quebra do vidro”.

Outro sistema é o Patch Fitting que atua por compressão do vidro. “Esse sistema é pontual como o Spider Glass, porém não há necessidade de furar o vidro. Como a superfície de contato é maior que no sistema Spider, as peças são mais rígidas”, explica. Há ainda o sistema com peças de inox inseridas no interlayer do vidro laminado, onde as conexões são praticamente imperceptíveis. Solução rara, inclusive no exterior. “O desenvolvimento do projeto pede, ainda, a definição do tipo de interlayer entre os vidros, que pode ser o convencional PVB (polivinilbutiral), acústico, estrutural ou decorativo”, afirma o consultor.

Segundo ele, não existem restrições para o uso das fachadas em vidro integral, como a altura da edificação. “Mas determinados projetos podem não ser viáveis economicamente ou tecnicamente, dependendo da exposição às cargas de vento ou a movimentação excessiva da edificação”. Em fachadas de vidro integral são utilizados vidros laminados ou monolíticos, porém sempre com componentes temperados. “O vidro laminado depende da aplicação à que se destina e à segurança exigida. Já o vidro temperado é uma condição para suportar as elevadas tensões que ocorrem. Isso porque o vidro é fixado apenas em pontos, com pequenas áreas de contato”, explica Petrucci.

APLICAÇÃO

A montagem das fachadas é feita em partes. “Primeiro, é preparada a estrutura portante, seja ela metálica, de vidros ou com cabos de aço. Depois, são instaladas as peças de fixação dos vidros - Spider, Patch Fitting’s. Em seguida, os vidros de fechamento, a fachada em si e, por fim, é feita a vedação entre os vidros, quando necessário. Outros elementos são instalados por último, como portas automáticas, brise, perfis decorativos e arremates”, detalha o consultor.

A forma mais comum e também eficiente de selar as frestas entre os vidros é com silicone, segundo Petrucci. “Já foram feitas obras com solução mista de gaxetas de silicone e massa de silicone. Ocorre que a tolerância de montagem e fabricação do vidro, muitas vezes, dificulta a aplicação dessas gaxetas”.

DESEMPENHO ACÚSTICO E TÉRMICO

A fachada de vidro integral permite utilizar diversas opções de vidros, que irão atender níveis muito exigentes de controle solar, térmico e acústico. “Entre as possibilidades, podemos destacar o vidro de controle solar low-e, o duplo insulado, o serigrafado, e materiais e peças de conexão com ruptura térmica. Inclusive, esse tipo de fachada é aplicada em salas de concerto e teatros, onde a exigência em relação ao isolamento acústico é muito elevada”, diz o consultor.

MANUTENÇÃO

É feita a partir de um sistema de elevação, balancim ou plataforma elevatória. “Por isso, é importante durante a concepção do projeto, prever qual sistema será utilizado para a preparação adequada do entorno ou da estrutura. No caso do uso da plataforma elevatória, o piso do entorno deve suportar sua carga. Ou, se forem usados balancins, a estrutura deve prever ganchos para a sua instalação”, comenta Petrucci.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

De acordo com o consultor, as vantagens da fachada de vidro integral estão em sua forma arrojada e estilo moderno. “O uso de materiais nobres como vidro, cabos de aço e aço inox garantem um efeito estético bem exclusivo. Não creio que podemos rotular algumas limitações ou dificuldades como desvantagem, porque essa questão depende muito do que se pretende. Por exemplo, é muito mais difícil colocar janelas projetantes ou venezianas nesse tipo de fachada. Mas para a grande maioria das aplicações, o projeto não necessita desses recursos. Outro ponto discutível é o custo. Esse sistema é mais caro, porém requer maior grau de engenharia, utiliza materiais nobres e mão de obra especializada”, explica.

NORMAS TÉCNICAS

 “Esse tipo de esquadria é muito versátil e evolui com grande velocidade. Sistemas de fixação de vidros, formas estruturais diferenciadas são desenvolvidas diariamente no mundo. Assim, uma norma não acompanharia a velocidade de criação contínua”, comenta Petrucci. Ele afirma que a maior parte dos países utilizam conceitos técnicos modernos de dimensionamento, como estado limite último e regras internacionais de resistência, considerando o fator de segurança igual ou superior a 2,5. “No Brasil, também usamos esses conceitos e aplicamos o que for possível das normas nacionais, como a ABNT NBR 6123 – Forças devidas ao vento em edificações; a ABNT NBR 10821 - Esquadrias Externas para Edificações – e a ABNT NBR 11706 – Vidros na construção civil”.

É BOM SABER

Segundo o consultor, a maior dificuldade para a construção de fachadas de vidro integral está na falta de profissionais de engenharia com experiência no assunto. “É preciso que seja feito o dimensionamento dos vidros e das ligações do sistema estrutural em softwares específicos de cálculo em três dimensões. E o que se observa são muitas obras sendo feitas sem essa análise, levando em consideração somente projetos similares já realizados”.

Além disso, a solução exige integração muito próxima aos demais subsistemas da construção, principalmente com a estrutura metálica ou de concreto. “Muitas vezes, o cliente não possui projeto dessa disciplina, a empresa que vai executar a fachada foi contratada de última hora e a estrutura não suporta as cargas impostas pelo sistema de fachada ou, ainda, a movimentação da estrutura inviabiliza determinados sistemas estruturais. E isso tudo acarreta custos elevados para realização do projeto”, alerta.

Colaborou para esta matéria

Crescêncio Petrucci Júnior – Engenheiro civil com 29 anos de experiência em esquadrias e fachadas, com atuação em toda a cadeia produtiva do setor, como indústria de fabricação de esquadrias, projetos, obras e consultoria técnica. É diretor na Crescêncio Petrucci Consultoria, empresa que atua como prestadora de serviços de consultoria técnica e desenvolvimento de projetos de esquadrias de alumínio, especificação de vidros e fiscalização de obras.

Fachadas de vidro integral conferem visual limpo e moderno a empreendimentos

Na hora de especificar a solução é importante determinar o desempenho pretendido em relação ao controle solar, isolamento acústico e térmico, sistema de ventilação, geração fotovoltaica, limpeza e manutenção

Redação AECweb / e-Construmarket

Fachada integral de vidro

Com apelo visual atraente e moderno, a fachada de vidro integral vem sendo aplicada com mais frequência nos últimos anos. “Não há restrições em seu uso, desde que, é claro, as prescrições normativas de desempenho e, principalmente, de segurança sejam cumpridas. No entanto, devido ao custo mais elevado, se comparado aos sistemas tradicionais de fachadas com estrutura de alumínio, é comum encontrá-la nas áreas mais nobres das edificações como lobby de edifícios corporativos, fechamento de átrio de grandes vãos, restaurantes, agências bancárias, hospitais, fachadas de centros culturais e teatros. Ou seja, onde a exclusividade e a imponência da fachada dão ao empreendimento identidade arrojada e moderna”, explica Crescêncio Petrucci Júnior, consultor de fachadas e esquadrias.

Outra aplicação é como ‘segunda pele’ ou fachada dupla. “Nesse caso, a fachada tem função de sombrear a edificação como se fosse um brise, porém, interferindo bem menos na visão do ocupante e no visual do edifício. Permite também que haja um sistema de conexão de ar auxiliando na ventilação da fachada primária. As juntas entre os vidros, nas fachadas duplas, não são vedadas e o tamanho delas é determinado para permitir a passagem de ar”.

Para projetar fachada de vidro integral, primeiramente, é preciso apresentar e discutir com o cliente as diversas possibilidades de sistemas estruturais que podem ser usados com ela. “Cada sistema está associado a uma faixa de custo, que aumenta em função de sua complexidade e dos materiais aplicados. Nessa discussão é importante conhecer as limitações e particularidades de cada sistema”, comenta o consultor.

SISTEMAS ESTRUTURAIS

Não há restrições em seu uso, desde que, é claro, as prescrições normativas de desempenho e, principalmente, de segurança sejam cumpridas. No entanto, devido ao custo mais elevado, se comparado com sistemas tradicionais de fachadas com estrutura de alumínio, é comum encontrá-la nas áreas mais nobres das edificações como lobby de edifícios corporativos, fechamento de átrio de grandes vãos, restaurantes, agências bancárias, hospitais, fachadas de centros culturais e teatros. Ou seja, onde a exclusividade e a imponência da fachada dão ao empreendimento identidade arrojada e moderna

Segundo Petrucci, entre os principais sistemas estruturais destacam-se os de estrutura metálica, fabricada com aço carbono e que pode ser vertical, horizontal ou mista; a estrutura de aço inox que segue o mesmo princípio da estrutura metálica, porém com material mais nobre; estrutura de cabo de aço tensionado, que pode ser vertical, horizontal ou mista; e as estruturas com pilares ou vigas de vidro. “Neste caso, o vidro é o elemento estrutural que pode ser vertical – a mais comum –, ou mista, onde há pilares com contraventamento horizontal, ambos em vidro. Existem também os projetos que misturam dois ou mais sistemas estruturais, sempre de forma harmoniosa, como vidro com cabo de aço, aço inox e vidro, entre outros”, comenta.

ESPECIFICAÇÃO

“No momento de especificar a fachada de vidro integral é importante determinar, em conjunto com outros sistemas, qual o desempenho pretendido para a fachada em relação ao controle solar, isolamento acústico e térmico, sistema de ventilação, geração fotovoltaica, limpeza e manutenção”, diz o consultor.

Para conseguir a melhor solução para o projeto, a modulação dos vidros envolve várias questões, a começar pelos limites de dimensão das peças de vidro, considerando os equipamentos de beneficiamento do vidro – têmpera, serigrafia, laminação e o coating quando esse for exigido no projeto. “É importante definir as medidas das peças que conduzam ao melhor aproveitamento das chapas de vidro, e à redução e otimização dos componentes de fixação. Essas elementos, em geral, apresentam custo elevado e otimizar a sua utilização é um ganho para o projeto”, explica Petrucci.

É preciso também estabelecer os esforços devido à pressão de vento e de utilização. “Essas cargas servirão para determinar a espessura dos vidros e dimensionar o sistema estrutural da fachada de vidro integral. É preciso, ainda, determinar as movimentações que ocorrem na estrutura da edificação onde será fixada a fachada de vidro integral, a curto e longo prazo. Isso vai ajudar na determinação do grau de liberdade das conexões dos vidros, do sistema estrutural e das verificações periódicas ao longo do tempo. É importante, ainda, definir os parâmetros de qualidade dos materiais, incluindo o vidro, e qual o sistema de fixação que será utilizado”, afirma o consultor.

SISTEMAS DE FIXAÇÃO DO VIDRO

É importante definir as medidas das peças que conduzam ao melhor aproveitamento das chapas de vidro, e à redução e otimização dos componentes de fixação. Essas elementos, em geral, apresentam custo elevado e otimizar a sua utilização é um ganho para o projeto

Existem três maneiras de fixar o vidro nas fachadas. De acordo com Petrucci, o sistema Spider Glass é formado por ‘aranhas’ e parafusos cônicos, com diversos modelos no mercado, e o vidro precisa ser furado para a fixação. “Nesse sistema é importante considerar o grau de liberdade de movimentação da aranha e dos parafusos cônicos, porque a superfície de contato entre o parafuso e o vidro é muito reduzida e esse método diminui as tensões pontuais e o risco de quebra do vidro”.

Outro sistema é o Patch Fitting que atua por compressão do vidro. “Esse sistema é pontual como o Spider Glass, porém não há necessidade de furar o vidro. Como a superfície de contato é maior que no sistema Spider, as peças são mais rígidas”, explica. Há ainda o sistema com peças de inox inseridas no interlayer do vidro laminado, onde as conexões são praticamente imperceptíveis. Solução rara, inclusive no exterior. “O desenvolvimento do projeto pede, ainda, a definição do tipo de interlayer entre os vidros, que pode ser o convencional PVB (polivinilbutiral), acústico, estrutural ou decorativo”, afirma o consultor.

Segundo ele, não existem restrições para o uso das fachadas em vidro integral, como a altura da edificação. “Mas determinados projetos podem não ser viáveis economicamente ou tecnicamente, dependendo da exposição às cargas de vento ou a movimentação excessiva da edificação”. Em fachadas de vidro integral são utilizados vidros laminados ou monolíticos, porém sempre com componentes temperados. “O vidro laminado depende da aplicação à que se destina e à segurança exigida. Já o vidro temperado é uma condição para suportar as elevadas tensões que ocorrem. Isso porque o vidro é fixado apenas em pontos, com pequenas áreas de contato”, explica Petrucci.

APLICAÇÃO

A montagem das fachadas é feita em partes. “Primeiro, é preparada a estrutura portante, seja ela metálica, de vidros ou com cabos de aço. Depois, são instaladas as peças de fixação dos vidros - Spider, Patch Fitting’s. Em seguida, os vidros de fechamento, a fachada em si e, por fim, é feita a vedação entre os vidros, quando necessário. Outros elementos são instalados por último, como portas automáticas, brise, perfis decorativos e arremates”, detalha o consultor.

A forma mais comum e também eficiente de selar as frestas entre os vidros é com silicone, segundo Petrucci. “Já foram feitas obras com solução mista de gaxetas de silicone e massa de silicone. Ocorre que a tolerância de montagem e fabricação do vidro, muitas vezes, dificulta a aplicação dessas gaxetas”.

DESEMPENHO ACÚSTICO E TÉRMICO

A fachada de vidro integral permite utilizar diversas opções de vidros, que irão atender níveis muito exigentes de controle solar, térmico e acústico. “Entre as possibilidades, podemos destacar o vidro de controle solar low-e, o duplo insulado, o serigrafado, e materiais e peças de conexão com ruptura térmica. Inclusive, esse tipo de fachada é aplicada em salas de concerto e teatros, onde a exigência em relação ao isolamento acústico é muito elevada”, diz o consultor.

MANUTENÇÃO

É feita a partir de um sistema de elevação, balancim ou plataforma elevatória. “Por isso, é importante durante a concepção do projeto, prever qual sistema será utilizado para a preparação adequada do entorno ou da estrutura. No caso do uso da plataforma elevatória, o piso do entorno deve suportar sua carga. Ou, se forem usados balancins, a estrutura deve prever ganchos para a sua instalação”, comenta Petrucci.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

De acordo com o consultor, as vantagens da fachada de vidro integral estão em sua forma arrojada e estilo moderno. “O uso de materiais nobres como vidro, cabos de aço e aço inox garantem um efeito estético bem exclusivo. Não creio que podemos rotular algumas limitações ou dificuldades como desvantagem, porque essa questão depende muito do que se pretende. Por exemplo, é muito mais difícil colocar janelas projetantes ou venezianas nesse tipo de fachada. Mas para a grande maioria das aplicações, o projeto não necessita desses recursos. Outro ponto discutível é o custo. Esse sistema é mais caro, porém requer maior grau de engenharia, utiliza materiais nobres e mão de obra especializada”, explica.

NORMAS TÉCNICAS

 “Esse tipo de esquadria é muito versátil e evolui com grande velocidade. Sistemas de fixação de vidros, formas estruturais diferenciadas são desenvolvidas diariamente no mundo. Assim, uma norma não acompanharia a velocidade de criação contínua”, comenta Petrucci. Ele afirma que a maior parte dos países utilizam conceitos técnicos modernos de dimensionamento, como estado limite último e regras internacionais de resistência, considerando o fator de segurança igual ou superior a 2,5. “No Brasil, também usamos esses conceitos e aplicamos o que for possível das normas nacionais, como a ABNT NBR 6123 – Forças devidas ao vento em edificações; a ABNT NBR 10821 - Esquadrias Externas para Edificações – e a ABNT NBR 11706 – Vidros na construção civil”.

É BOM SABER

Segundo o consultor, a maior dificuldade para a construção de fachadas de vidro integral está na falta de profissionais de engenharia com experiência no assunto. “É preciso que seja feito o dimensionamento dos vidros e das ligações do sistema estrutural em softwares específicos de cálculo em três dimensões. E o que se observa são muitas obras sendo feitas sem essa análise, levando em consideração somente projetos similares já realizados”.

Além disso, a solução exige integração muito próxima aos demais subsistemas da construção, principalmente com a estrutura metálica ou de concreto. “Muitas vezes, o cliente não possui projeto dessa disciplina, a empresa que vai executar a fachada foi contratada de última hora e a estrutura não suporta as cargas impostas pelo sistema de fachada ou, ainda, a movimentação da estrutura inviabiliza determinados sistemas estruturais. E isso tudo acarreta custos elevados para realização do projeto”, alerta.

Colaborou para esta matéria

Crescêncio Petrucci Júnior – Engenheiro civil com 29 anos de experiência em esquadrias e fachadas, com atuação em toda a cadeia produtiva do setor, como indústria de fabricação de esquadrias, projetos, obras e consultoria técnica. É diretor na Crescêncio Petrucci Consultoria, empresa que atua como prestadora de serviços de consultoria técnica e desenvolvimento de projetos de esquadrias de alumínio, especificação de vidros e fiscalização de obras.

Fachadas de vidro integral conferem visual limpo e moderno a empreendimentos

Na hora de especificar a solução é importante determinar o desempenho pretendido em relação ao controle solar, isolamento acústico e térmico, sistema de ventilação, geração fotovoltaica, limpeza e manutenção

Redação AECweb / e-Construmarket

Fachada integral de vidro

Com apelo visual atraente e moderno, a fachada de vidro integral vem sendo aplicada com mais frequência nos últimos anos. “Não há restrições em seu uso, desde que, é claro, as prescrições normativas de desempenho e, principalmente, de segurança sejam cumpridas. No entanto, devido ao custo mais elevado, se comparado aos sistemas tradicionais de fachadas com estrutura de alumínio, é comum encontrá-la nas áreas mais nobres das edificações como lobby de edifícios corporativos, fechamento de átrio de grandes vãos, restaurantes, agências bancárias, hospitais, fachadas de centros culturais e teatros. Ou seja, onde a exclusividade e a imponência da fachada dão ao empreendimento identidade arrojada e moderna”, explica Crescêncio Petrucci Júnior, consultor de fachadas e esquadrias.

Outra aplicação é como ‘segunda pele’ ou fachada dupla. “Nesse caso, a fachada tem função de sombrear a edificação como se fosse um brise, porém, interferindo bem menos na visão do ocupante e no visual do edifício. Permite também que haja um sistema de conexão de ar auxiliando na ventilação da fachada primária. As juntas entre os vidros, nas fachadas duplas, não são vedadas e o tamanho delas é determinado para permitir a passagem de ar”.

Para projetar fachada de vidro integral, primeiramente, é preciso apresentar e discutir com o cliente as diversas possibilidades de sistemas estruturais que podem ser usados com ela. “Cada sistema está associado a uma faixa de custo, que aumenta em função de sua complexidade e dos materiais aplicados. Nessa discussão é importante conhecer as limitações e particularidades de cada sistema”, comenta o consultor.

SISTEMAS ESTRUTURAIS

Não há restrições em seu uso, desde que, é claro, as prescrições normativas de desempenho e, principalmente, de segurança sejam cumpridas. No entanto, devido ao custo mais elevado, se comparado com sistemas tradicionais de fachadas com estrutura de alumínio, é comum encontrá-la nas áreas mais nobres das edificações como lobby de edifícios corporativos, fechamento de átrio de grandes vãos, restaurantes, agências bancárias, hospitais, fachadas de centros culturais e teatros. Ou seja, onde a exclusividade e a imponência da fachada dão ao empreendimento identidade arrojada e moderna

Segundo Petrucci, entre os principais sistemas estruturais destacam-se os de estrutura metálica, fabricada com aço carbono e que pode ser vertical, horizontal ou mista; a estrutura de aço inox que segue o mesmo princípio da estrutura metálica, porém com material mais nobre; estrutura de cabo de aço tensionado, que pode ser vertical, horizontal ou mista; e as estruturas com pilares ou vigas de vidro. “Neste caso, o vidro é o elemento estrutural que pode ser vertical – a mais comum –, ou mista, onde há pilares com contraventamento horizontal, ambos em vidro. Existem também os projetos que misturam dois ou mais sistemas estruturais, sempre de forma harmoniosa, como vidro com cabo de aço, aço inox e vidro, entre outros”, comenta.

ESPECIFICAÇÃO

“No momento de especificar a fachada de vidro integral é importante determinar, em conjunto com outros sistemas, qual o desempenho pretendido para a fachada em relação ao controle solar, isolamento acústico e térmico, sistema de ventilação, geração fotovoltaica, limpeza e manutenção”, diz o consultor.

Para conseguir a melhor solução para o projeto, a modulação dos vidros envolve várias questões, a começar pelos limites de dimensão das peças de vidro, considerando os equipamentos de beneficiamento do vidro – têmpera, serigrafia, laminação e o coating quando esse for exigido no projeto. “É importante definir as medidas das peças que conduzam ao melhor aproveitamento das chapas de vidro, e à redução e otimização dos componentes de fixação. Essas elementos, em geral, apresentam custo elevado e otimizar a sua utilização é um ganho para o projeto”, explica Petrucci.

É preciso também estabelecer os esforços devido à pressão de vento e de utilização. “Essas cargas servirão para determinar a espessura dos vidros e dimensionar o sistema estrutural da fachada de vidro integral. É preciso, ainda, determinar as movimentações que ocorrem na estrutura da edificação onde será fixada a fachada de vidro integral, a curto e longo prazo. Isso vai ajudar na determinação do grau de liberdade das conexões dos vidros, do sistema estrutural e das verificações periódicas ao longo do tempo. É importante, ainda, definir os parâmetros de qualidade dos materiais, incluindo o vidro, e qual o sistema de fixação que será utilizado”, afirma o consultor.

SISTEMAS DE FIXAÇÃO DO VIDRO

É importante definir as medidas das peças que conduzam ao melhor aproveitamento das chapas de vidro, e à redução e otimização dos componentes de fixação. Essas elementos, em geral, apresentam custo elevado e otimizar a sua utilização é um ganho para o projeto

Existem três maneiras de fixar o vidro nas fachadas. De acordo com Petrucci, o sistema Spider Glass é formado por ‘aranhas’ e parafusos cônicos, com diversos modelos no mercado, e o vidro precisa ser furado para a fixação. “Nesse sistema é importante considerar o grau de liberdade de movimentação da aranha e dos parafusos cônicos, porque a superfície de contato entre o parafuso e o vidro é muito reduzida e esse método diminui as tensões pontuais e o risco de quebra do vidro”.

Outro sistema é o Patch Fitting que atua por compressão do vidro. “Esse sistema é pontual como o Spider Glass, porém não há necessidade de furar o vidro. Como a superfície de contato é maior que no sistema Spider, as peças são mais rígidas”, explica. Há ainda o sistema com peças de inox inseridas no interlayer do vidro laminado, onde as conexões são praticamente imperceptíveis. Solução rara, inclusive no exterior. “O desenvolvimento do projeto pede, ainda, a definição do tipo de interlayer entre os vidros, que pode ser o convencional PVB (polivinilbutiral), acústico, estrutural ou decorativo”, afirma o consultor.

Segundo ele, não existem restrições para o uso das fachadas em vidro integral, como a altura da edificação. “Mas determinados projetos podem não ser viáveis economicamente ou tecnicamente, dependendo da exposição às cargas de vento ou a movimentação excessiva da edificação”. Em fachadas de vidro integral são utilizados vidros laminados ou monolíticos, porém sempre com componentes temperados. “O vidro laminado depende da aplicação à que se destina e à segurança exigida. Já o vidro temperado é uma condição para suportar as elevadas tensões que ocorrem. Isso porque o vidro é fixado apenas em pontos, com pequenas áreas de contato”, explica Petrucci.

APLICAÇÃO

A montagem das fachadas é feita em partes. “Primeiro, é preparada a estrutura portante, seja ela metálica, de vidros ou com cabos de aço. Depois, são instaladas as peças de fixação dos vidros - Spider, Patch Fitting’s. Em seguida, os vidros de fechamento, a fachada em si e, por fim, é feita a vedação entre os vidros, quando necessário. Outros elementos são instalados por último, como portas automáticas, brise, perfis decorativos e arremates”, detalha o consultor.

A forma mais comum e também eficiente de selar as frestas entre os vidros é com silicone, segundo Petrucci. “Já foram feitas obras com solução mista de gaxetas de silicone e massa de silicone. Ocorre que a tolerância de montagem e fabricação do vidro, muitas vezes, dificulta a aplicação dessas gaxetas”.

DESEMPENHO ACÚSTICO E TÉRMICO

A fachada de vidro integral permite utilizar diversas opções de vidros, que irão atender níveis muito exigentes de controle solar, térmico e acústico. “Entre as possibilidades, podemos destacar o vidro de controle solar low-e, o duplo insulado, o serigrafado, e materiais e peças de conexão com ruptura térmica. Inclusive, esse tipo de fachada é aplicada em salas de concerto e teatros, onde a exigência em relação ao isolamento acústico é muito elevada”, diz o consultor.

MANUTENÇÃO

É feita a partir de um sistema de elevação, balancim ou plataforma elevatória. “Por isso, é importante durante a concepção do projeto, prever qual sistema será utilizado para a preparação adequada do entorno ou da estrutura. No caso do uso da plataforma elevatória, o piso do entorno deve suportar sua carga. Ou, se forem usados balancins, a estrutura deve prever ganchos para a sua instalação”, comenta Petrucci.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

De acordo com o consultor, as vantagens da fachada de vidro integral estão em sua forma arrojada e estilo moderno. “O uso de materiais nobres como vidro, cabos de aço e aço inox garantem um efeito estético bem exclusivo. Não creio que podemos rotular algumas limitações ou dificuldades como desvantagem, porque essa questão depende muito do que se pretende. Por exemplo, é muito mais difícil colocar janelas projetantes ou venezianas nesse tipo de fachada. Mas para a grande maioria das aplicações, o projeto não necessita desses recursos. Outro ponto discutível é o custo. Esse sistema é mais caro, porém requer maior grau de engenharia, utiliza materiais nobres e mão de obra especializada”, explica.

NORMAS TÉCNICAS

 “Esse tipo de esquadria é muito versátil e evolui com grande velocidade. Sistemas de fixação de vidros, formas estruturais diferenciadas são desenvolvidas diariamente no mundo. Assim, uma norma não acompanharia a velocidade de criação contínua”, comenta Petrucci. Ele afirma que a maior parte dos países utilizam conceitos técnicos modernos de dimensionamento, como estado limite último e regras internacionais de resistência, considerando o fator de segurança igual ou superior a 2,5. “No Brasil, também usamos esses conceitos e aplicamos o que for possível das normas nacionais, como a ABNT NBR 6123 – Forças devidas ao vento em edificações; a ABNT NBR 10821 - Esquadrias Externas para Edificações – e a ABNT NBR 11706 – Vidros na construção civil”.

É BOM SABER

Segundo o consultor, a maior dificuldade para a construção de fachadas de vidro integral está na falta de profissionais de engenharia com experiência no assunto. “É preciso que seja feito o dimensionamento dos vidros e das ligações do sistema estrutural em softwares específicos de cálculo em três dimensões. E o que se observa são muitas obras sendo feitas sem essa análise, levando em consideração somente projetos similares já realizados”.

Além disso, a solução exige integração muito próxima aos demais subsistemas da construção, principalmente com a estrutura metálica ou de concreto. “Muitas vezes, o cliente não possui projeto dessa disciplina, a empresa que vai executar a fachada foi contratada de última hora e a estrutura não suporta as cargas impostas pelo sistema de fachada ou, ainda, a movimentação da estrutura inviabiliza determinados sistemas estruturais. E isso tudo acarreta custos elevados para realização do projeto”, alerta.

Colaborou para esta matéria

Crescêncio Petrucci Júnior – Engenheiro civil com 29 anos de experiência em esquadrias e fachadas, com atuação em toda a cadeia produtiva do setor, como indústria de fabricação de esquadrias, projetos, obras e consultoria técnica. É diretor na Crescêncio Petrucci Consultoria, empresa que atua como prestadora de serviços de consultoria técnica e desenvolvimento de projetos de esquadrias de alumínio, especificação de vidros e fiscalização de obras.
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