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Falhas de projeto e execução geram manifestações patológicas em esquadrias

Perda de estanqueidade, corrosão e ruptura de perfis colocam em risco a funcionalidade das esquadrias. Saiba como evitar esses problemas

Texto: Juliana Nakamura

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O primeiro cuidado para garantir vida longa às esquadrias é ter rigor no momento da especificação (rocharibeiro / shutterstock)

As esquadrias de alumínio são muito populares no Brasil em função de características como durabilidade, baixa necessidade de manutenção, leveza e custo competitivo. No entanto, diante de falhas de projeto, de especificação e de execução, essa solução de fechamento pode ter seu desempenho e funcionalidade comprometidos pelo surgimento de patologia construtiva.

Entre as mais recorrentes há a corrosão galvânica nos perfis, que costuma se manifestar no contato entre metais diferentes sob a ação de um eletrólito comum, como por exemplo a água da chuva e de condensação. Impedir esse tipo de ocorrência, no entanto, é simples. Basta utilizar parafusos de aço inox para todas as fixações das esquadrias.

Esquadrias de alumínio padronizadas
Esquadrias de alumínio – Fornecedores

VAZAMENTOS E COLAPSOS

É importante que os resultados dos testes, realizados conforme requisitos da ABNT NBR 10.821 – Esquadrias para Edificações, sejam compatíveis com as características e necessidades específicas de cada obra
Magda Reis
A perda de estanqueidade das esquadrias é outro problema que pode, inclusive, levar à entrada de água nos ambientes internos da edificação. A aquisição de produtos aprovados em ensaios de estanqueidade à água é a principal medida preventiva contra essa patologia. “Mas é importante que os resultados dos testes, realizados conforme requisitos da ABNT NBR 10.821 – Esquadrias para Edificações, sejam compatíveis com as características e necessidades específicas de cada obra”, salienta a arquiteta Magda Reis, consultora da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

Rupturas provocadas por falta de resistência mecânica também podem acometer esquadrias de alumínio quando os perfis e os montantes são mal dimensionados. Para assegurar a integridade da esquadria, deve-se observar se o resultado dos ensaios de resistência às cargas de ventos é compatível com as características e necessidades específicas da aplicação”, reforça Reis.

COMO EVITAR FALHAS EM ESQUADRIAS?

De modo geral, o primeiro cuidado para garantir vida longa às esquadrias é ter rigor no momento da especificação. “Diversos fatores e características do entorno da edificação podem influenciar o comportamento das esquadrias durante sua vida útil. A análise dos aspectos relacionados às velocidades características dos ventos e pluviometria de cada região do país, a topografia do terreno, bem como a presença de outras edificações nos arredores devem ser considerados”, diz Reis.

Todas as janelas e portas devem atender aos requisitos de desempenho da NBR 10.821, incluindo as fabricadas em aço, alumínio, madeira, PVC, compostas por mais de um material, produzidas com sistemas desenvolvidos pelo fabricante ou fabricadas conforme projetos específicos
Fabíola Rago Beltrame

Outro cuidado é selecionar produtos que atendam aos requisitos da norma. “Todas as janelas e portas devem atender aos requisitos de desempenho da NBR 10.821, incluindo as fabricadas em aço, alumínio, madeira, PVC, compostas por mais de um material, produzidas com sistemas desenvolvidos pelo fabricante ou fabricadas conforme projetos específicos”, afirma a engenheira Fabíola Rago Beltrame, diretora do Instituto Beltrame da Qualidade, Pesquisa e Certificação.

Recomenda-se privilegiar fabricantes que participem do Programa Setorial da Qualidade (PSQ), parte do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQPh). “As empresas do PSQ promovem os ensaios técnicos dos seus produtos conforme os requisitos previstos nas normas técnicas. Isso garante aos compradores de portas e janelas de alumínio maior garantia quanto à qualidade e ao desempenho”, diz Reis. Ela lembra que no caso de o fabricante de esquadrias não participar do PSQ, o comprador deve exigir um relatório de ensaios realizados nos produtos.

INSTALAÇÃO E USO

Mas de pouco adiantam todos os cuidados na seleção de um bom produto se a instalação e a manutenção não forem adequadas. Nesse ponto, é importante orientar e monitorar os serviços da empresa responsável pela mão de obra para assegurar o cumprimento das recomendações dos fabricantes descritas nos catálogos técnicos. Segundo Magda Reis, também devem ser cuidadosamente observadas as recomendações do fabricante, bem como os procedimentos de limpeza e manutenção indicados pela NBR 10.821.

Principais referências técnicas relacionadas às esquadrias de alumínio

NBR 15.575: 2013 – Edificações Habitacionais – Desempenho. Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas

NBR 7199: 2016 – Vidros na construção civil

NBR 10.821: 2017 – Esquadrias para edificações

NBR 12.609: 2017 – Alumínio e suas ligas. Tratamento de superfície. Anodização para fins arquitetônicos

NBR 13.756: 1996 – Esquadrias de alumínio. Guarnição elastomérica em EPDM para vedação

NBR 14.125: 2016 – Alumínio e suas ligas. Tratamento de superfície. Revestimento orgânico para fins arquitetônicos

NBR 15.737:2009 – Perfis de alumínio e suas ligas com acabamento superficial. Colagem de vidros com selante estrutural

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Colaboração técnica

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Magda Reis – Arquiteta e urbanista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo. É consultora da Associação Brasileira de Alumínio (Abal).
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Fabíola Rago Beltrame – Engenheira civil com mestrado em engenharia civil pela Universidade de São Paulo. É diretora do Instituto Beltrame da Qualidade, Pesquisa e Certificação (IBELQ) e professora na Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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