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Fôrmas perdidas são opção para maximizar a produtividade

Indicados para locais com acesso complicado, moldes industrializados abreviam o tempo de execução ao dispensarem a desforma após a concretagem

Texto: Juliana Nakamura

Uma das etapas que mais impacta a produtividade nos canteiros de obras e a qualidade das estruturas é a montagem e desmontagem dos moldes de concreto, mas ela pode ser abreviada com o uso de fôrmas perdidas. Diferente do método convencional, normalmente de madeira ou metal, nesse tipo de solução não há a necessidade de desforma, uma vez que as chapas ficam incorporadas à estrutura mesmo depois da concretagem.

“Esse sistema é indicado em situações onde o acesso de pessoas e materiais é confinado ou se dispõe de pouca mobilidade para a retirada das fôrmas”, comenta o engenheiro Miguel Oliveira, coordenador do comitê técnico da Associação Brasileira de Fôrmas, Escoramentos e Acesso (ABRASFE). Ele conta que os moldes perdidos costumam ser produzidos sob medida e têm como vantagem adicional dispensar o uso de desmoldantes. “Embora inicialmente mais cara que os sistemas que são reutilizados, essa tecnologia pode trazer ganhos de produtividade e viabilizar os custos em trechos específicos da obra”, explica Oliveira.

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As fôrmas perdidas são ideais para locais com acesso complicado (divulgação/ Formalite)

TIPOLOGIAS

Esse sistema é indicado em situações onde o acesso de pessoas e materiais é confinado ou se dispõe de pouca mobilidade para a retirada das fôrmas
Miguel Oliveira

O mercado oferece diferentes tecnologias para produção de fôrmas perdidas. Há as que utilizam polipropileno como matéria-prima e os moldes de EPS. Esses últimos são aproveitados para dar forma às paredes autoportantes de concreto. Também são utilizados para moldar lajes nervuradas. “Há, ainda, as opções em madeira, mas que estão em desuso por conta de problemas como contaminação de cupins e o risco mais elevado de propagação de incêndios”, comenta o engenheiro e projetista de fôrmas Nilton Nazar. Ele ressalta que um pré-requisito para a especificação de moldes perdidos é escolher um sistema que garanta a estabilidade estrutural e a correta ancoragem da fôrma.

A norma regulamentadora que trata de fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto – ABNT NBR 15.696:2010 – recomenda evitar o uso de fôrmas permanentes nos casos em que o material do molde pode reagir de maneira nociva com o concreto, comprometendo o desempenho e a durabilidade da estrutura.

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Sistema de fôrma perdida utiliza painéis de aço galvanizado (divulgação/ Formalite)

CONSTRUÇÃO RÁPIDA

Um dos sistemas de fôrmas perdidas mais utilizados na atualidade é composto por painéis de aço galvanizado de 0,5 mm de espessura, grampos de travamento e espaçadores plásticos.

O tipo de brita, o abatimento necessário e a correta vibração devem ser rigorosamente observados
Nilton Nazar

Especialmente indicado para construção de blocos de fundação, paredes de contenção, blocos de elevadores e reservatórios, essa solução promete índice de produtividade em torno de 3 m²/homens/hora e vem sendo empregada em obras com maior índice de industrialização.

De acordo com os fabricantes, embora sejam leves, essas fôrmas são capazes de suportar a pressão do lançamento do concreto por conta de sua estrutura nervurada que eleva a rigidez do conjunto. Em função das necessidades do projeto, as telas podem ser instaladas na horizontal ou na vertical, colocadas lado a lado ou sobrepostas, e assumir diferentes geometrias. Além disso, a solução pode ser modulada de acordo com o tamanho do elemento a ser concretado.

O engenheiro Humberto Ripoll, diretor da ESP Engenharia, conta que utiliza fôrmas pedidas metálicas para a construção de sapatas de fundação em passarelas rodoviárias. “Nesse tipo de obra, é fundamental reduzir a quantidade de homens-hora, não só pelos custos, mas pelos riscos de acidentes que envolvem o trabalho em uma estrada”, comenta. Segundo Ripoll, as fôrmas são preparadas em central de corte e dobra de aço e chegam à obra prontas para içamento com o auxílio de guindastes. Em seguida, são assentadas no local previamente escavado para a concretagem.

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A fôrma perdida fica incorporada à estrutura
(divulgação/ Formalite)

CUIDADOS DE EXECUÇÃO

De modo geral, os sistemas de fôrmas perdidas possuem alto grau de controle das pressões oriundas de concretagem. Isso porque os sistemas de ancoragem normalmente são fixados na armadura da estrutura moldada. “A estrutura da fôrma é projetada para receber as pressões de concretagem de forma controlada, mas é fundamental que grampos de trava e espaçadores geométricos sejam posicionados de forma homogênea”, alerta Miguel Oliveira.

O traço do concreto a ser utilizado em fôrmas perdidas precisa garantir o devido preenchimento das nervuras. “O tipo de brita, o abatimento necessário e a correta vibração devem ser rigorosamente observados”, destaca Nilton Nazar.

No caso do sistema de fôrma metálica incorporada, a vibração não pode ser excessiva, sob o risco de gerar fuga de nata do concreto. Também pelo fato de os painéis serem perfurados, o concreto utilizado não deve ser autoadensável e possuir slump 10 +/- 2.

Leia também:
Fôrmas de madeira viabilizam estruturas com geometria recortada

Colaboração técnica

Miguel Oliveira – Doutor em engenharia civil, é coordenador do comitê técnico da Associação Brasileira de Fôrmas, Escoramentos e Acesso (ABRASFE) e coordenador técnico do departamento de engenharia da Mills 
Nilton Nazar – Mestre em engenharia civil, é projetista de fôrmas, diretor da Hold Engenharia e professor da Escola de Engenharia Mauá
 
Humberto Ripoll – Engenheiro civil, é diretor da ESP Engenharia
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