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Forros de gesso oferecem elevado desempenho termoacústico

Com fácil instalação e manutenção, a solução tem baixo índice de resíduos e vida útil prolongada

Redação AECweb / e-Construmarket

Os forros de gesso cumprem funções estéticas e de melhoria do desempenho acústico e térmico das edificações. Apesar de existir forros de uma infinidade de materiais, os fabricados em gesso são os mais comuns, justamente por suas vantagens. O coordenador do departamento Técnico da Gypsum Drywall, Marcelo Pedrosa, destaca velocidade de execução, baixo índice de resíduos, facilidade de manutenção e tempo de vida útil. Douglas Meirelles, coordenador do departamento técnico da Placo do Brasil, complementa: “a solução proporciona elevado desempenho termoacústico e permite grande flexibilidade no layout, além de detalhes arquitetônicos como forros retos, curvos e sancas”.

PLACAS PRÉ-MOLDADAS E CHAPAS DE DRYWALL

A solução proporciona elevado desempenho termoacústico e permite grande flexibilidade no layout, além de detalhes arquitetônicos como forros retos, curvos e sancas
Douglas Meirelles

Tecnicamente, existe uma série de diferenças entre os tradicionais forros de gesso executados com plaquetas pré-moldadas e os constituídos por chapas de drywall. No caso das placas, as peças têm medidas de 60 x 60 cm, com encaixe macho e fêmea, e são sustentadas por arames fixados no elemento de suporte. Já o drywall – chapa de gesso acartonado – é parafusado em estrutura metálica leve em aço galvanizado e sustentado por pendurais fixados nos elementos de suporte. Meirelles comenta que a grande vantagem desta opção está relacionada ao processo industrializado e de alta tecnologia, que garante ao produto elevado desempenho e padrão de qualidade.

ESPECIFICAÇÃO

As características do ambiente e os requisitos de desempenho planejados vão determinar o sistema de forro a ser adotado. Segundo Pedrosa, há cerca de oito modelos básicos de forros de gesso, que podem ser configurados de acordo com cada necessidade. Além disso, é possível a mescla dos sistemas e até mesmo o agrupamento de dois ou mais deles para configurar um terceiro. “Especificações do tipo são feitas em casos nos quais é preciso atender a necessidade de isolamento sonoro produzido externamente, ao mesmo tempo em que se absorvem os ruídos oriundos do ambiente interno”, exemplifica.

É um equivoco afirmar que os forros de drywall só são instalados em sistema do tipo tabica. Os perfis perimetrais devem ser escolhidos em função da área de instalação e da dilatação. Em forros com necessidade de dilatação, ou seja, superiores a 50 m², são utilizados perfis chamados cantoneiras CR-3, também conhecidos como tabicas metálicas. “Estes elementos farão com que o forro fique afastado das paredes do ambiente, absorvendo eventuais movimentações da edificação. Para forros em áreas que não necessitam de dilatação, aqueles encostados nas paredes, podem-se considerar perfis chamados de cantoneiras CR-2”, diz Meirelles.

ETAPAS DA INSTALAÇÃO

A instalação do sistema de forros é simples e, para tal, basta seguir o projeto executivo. “Basicamente, são cinco etapas: marcação, fixação ao suporte, estruturação, chapeamento e acabamento”, resume Pedrosa.

O passo a passo da instalação do drywall começa com a montagem da estrutura que sustenta os forros, normalmente formada por peças metálicas leves e escorada por pendurais fixos na laje, através do uso de bucha e parafuso ou pinos de aço. “Com a conclusão dessa etapa, as placas de gesso são dispostas no sentido perpendicular em relação à estrutura principal”, indica Meirelles.

Depois de colocadas as peças, os encontros podem ser tratados com fitas de papel microperfurado e massa para tratamento das juntas. Após a secagem, é realizado lixamento e aplicado o selador acrílico. “Para o acabamento, o forro de gesso pode ser pintado com tintas látex, esmalte, acrílica, entre outras”, informa Meirelles.

Os locais onde serão colocados os elementos de iluminação também precisam de atenção. “Todas as instalações elétricas devem estar protegidas e ter sustentação própria, não podendo ficar apoiadas sobre os forros”, adverte Pedrosa. Alternativa arquitetônica que auxilia na iluminação são as sancas em drywall. “Esse detalhe é definido em projeto e ajuda na melhor distribuição dos pontos de iluminação, contribuindo com o conforto do usuário e garantindo melhor efeito estético ao ambiente”, opina Meirelles.

Todas as instalações elétricas devem estar protegidas e ter sustentação própria, não podendo ficar apoiadas sobre os forros
Marcelo Pedrosa

MANUTENÇÃO

Em caso de problemas no sistema drywall, é possível trocar somente o trecho que apresenta falhas. “As manutenções são realizadas facilmente, por meio de pequenas aberturas nos locais de reparo. Se retiradas e cortadas com cuidado, as placas podem ser reutilizadas para fechamento do local onde o trabalho acontecerá”, afirma Meirelles. As juntas do ponto de corte devem ser tratadas com fitas de papel microperfurado e massas para tratamento em, no mínimo, duas demãos. “Após a secagem, os próximos passos são lixar, aplicar o selador acrílico e realizar a pintura”, explica o profissional.

QUALIDADE

Entre as principais normas técnicas que norteiam os fabricantes de forros de gesso estão a ABNT NBR 12775 (Placas lisas de gesso para forro - Determinação das dimensões e propriedades físicas - Método de ensaio) e a ABNT NBR 15758 (Sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall - Projeto e procedimentos executivos para montagem - Parte 2: Requisitos para sistemas usados como forros).

É bom saber!

O forro de gesso é comprado pela construtora por metro quadrado e seu custo varia conforme algumas características. “É levado em consideração o tipo de sistema e as questões de logística”, finaliza Pedrosa.

Colaboraram para esta matéria

Douglas Meirelles – engenheiro e coordenador do departamento técnico da Placo do Brasil.
Marcelo Pedrosa – graduado em Construção Civil e Marketing, é coordenador do departamento técnico da Gypsum Drywall. Tem 27 anos de experiência em construção a seco.
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