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Gerenciamento de estoque deve ser estratégico

Antecipar compras e garantir reservas mínimas são soluções que devem ser avaliadas e adotadas de acordo com à necessidade

Redação AECweb / e-Construmarket

Quando um empreendimento é entregue aos condôminos, é comum os novos usuários encontrarem sobras de materiais de construção, tanto nos apartamentos como no espaço reservado ao depósito do edifício. Entretanto, o engenheiro Fabiano Bernhard de Souza, gerente de Qualidade, Segurança e Desenvolvimento de Processos da Cury Construtora, explica que não são sobras e sim reservas técnicas que as construtoras entregam aos condomínios para atender às necessidades de moradores e dos próprios síndicos. “Normalmente estas quantidades não passam de 2% do projeto e se restringem a pisos e azulejos”, informa.

Ele explica que as sobras, quando ocorrem, são encaminhadas para outras obras. E, neste caso, são apuradas as causas para que se possa atribuir valores de depreciação de material, mesmo que estes estejam em bom estado, pois o gerenciamento deve evitar sobras.

A boa gestão permite reduzir custos em qualquer situação, porém, em termos de custos, o ideal é ter estoque mínimo e antecipar compras para garantir preços

GestÃo estratÉgica

Em sua opinião, o gerenciamento de estoque de materiais na construção de um empreendimento é fundamental, não só para assegurar os resultados previstos, mas para que as rotinas de canteiro, planejamento e controle de obras forneçam informações adequadas à organização em tempo hábil para a tomada de decisões.

De maneira geral, explica Souza, o estoque de materiais das obras impacta em diversas atividades da construtora, mas, em primeira análise, o principal beneficiário de um bom controle de estoque é o próprio engenheiro responsável pelo canteiro.

Informações precisas sobre as quantidades de materiais estocados possibilitam a gestão eficaz da produção. “É importante conceituar os itens que devem ser considerados como estoque, uma vez que as análises dos valores consideram os materiais chamados de produtivos, ou seja, que serão incorporados ao produto final”, afirma. Souza acrescenta que as análises de tendência de resultados consideram os valores de materiais produtivos estocados, os gastos incorridos nas obras e o avanço físico das mesmas. “A gestão do giro de estoque é realizada operacionalmente com as informações recebidas do canteiro de obras por meio do ERP (do inglês Enterprise Resource Planning), que é o sistema de gestão da empresa. Porém, os dados são analisados de modo estratégico por toda a organização”, diz.

Estoque

As necessidades de materiais em situações de urgência são preferencialmente tratadas pela área de suprimentos

Tradicionalmente são mantidos em estoque os materiais produtivos e improdutivos de giro rápido, como cimento e argamassas, blocos de concreto, tubos e conexões, fios e cabos, pisos e azulejos, louças e metais. Souza ressalta que a área disponível para armazenamento e as condições de segurança do local de execução da obra devem ser sempre verificadas quando se decide estocar materiais. Estes devem ficar armazenados pelo menor tempo possível.

Por isso, adquirir grandes quantidades para conseguir preços mais baratos é uma estratégia que se aplica apenas a condições muito específicas – quando é interessante manter um estoque preventivo associado à variação de preços. Nestas situações, devem ser verificadas as condições do local onde os insumos ficarão estocados e, se necessário, pode-se decidir por manter estes materiais em distribuidores, a fim de reduzir os riscos associados ao armazenamento.

Ele afirma que do ponto de vista financeiro não é aconselhável que o estoque de uma obra, em valor, ultrapasse 2% do material necessário para cada etapa da construção. “A boa gestão permite reduzir custos em qualquer situação, porém, em termos de custos, o ideal é ter estoque mínimo e antecipar compras para garantir preços”, orienta.

No caso da Cury, Souza explica que o estoque é feito no próprio canteiro de obras. Depois de inspecionados no recebimento e corretamente armazenados, os materiais são contados semanalmente para verificar seu consumo periódico. Após esta contagem, as atividades para as quais os itens foram consumidos são apropriadas no ERP da empresa. Este gerenciamento possibilita que as áreas de suprimentos, planejamento e controle possam identificar anomalias e tomar ações pertinentes de maneira antecipada.

Segundo Souza, existem situações nas quais as obras se auxiliam mutuamente e trocam materiais. As próprias gerências de produção dos canteiros fazem o controle das quantidades e valores envolvidos, porém, são exceções aos processos da empresa. “As necessidades de materiais em situações de urgência são preferencialmente tratadas pela área de suprimentos”, conclui.


COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA

Fabiano Bernhard de Souza – É Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho. É gerente de Qualidade, Segurança e Desenvolvimento de Processos da Cury, mestre em Sistemas Integrados de Gestão, Especialista em Gerenciamento na Construção Civil.

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