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Gesso projetado garante bom acabamento

Procedimento alia rapidez na execução, acabamento liso e endurecimento rápido do material

Texto: Redação AECweb / e-Construmarket

Parede - Gesso projetadoTodo o trabalho com o gesso projetado requer mão de obra bem treinada. Já os equipamentos podem ser comprados ou alugados (Foto: Sergio Schnitzler / shutterstock.com)

Usar gesso no acabamento de paredes internas e nos tetos é uma opção que alia baixo custo e alta velocidade de aplicação. “Em 2015, realizamos pesquisa com 21 das maiores construtoras do Brasil responsáveis por projetos do segmento residencial econômico. Foi detectado que 62% dessas obras são revestidas com gesso, o que representa mais de 20 milhões de m² apenas em paredes”, calcula Eduardo Éboli, gerente de Comunicação e Inteligência de Mercado da Gypsum.

O aproveitamento da solução tem potencial para crescer ainda mais com a substituição das técnicas manuais de aplicação pela tecnologia de projeção. O sistema, que começou a se expandir no país durante os últimos anos da década de 1990, proporciona ganhos na execução e na qualidade final do revestimento.

“O gesso projetado pode ser usado sobre alvenarias e elementos estruturais. A única restrição é em ambientes externos e nas áreas molhadas”, afirma a professora Yêda Póvoas, da Universidade de Pernambuco.

APLICAÇÃO

Para ser aplicada via maquinário, a mistura de gesso projetado, composta por base de calcário e gesso em pó, deve receber aditivos que permitam boa adesão à superfície e evitem o entupimento do bico de projeção, uma vez que o material endurece rapidamente.

Existem, basicamente, duas maneiras de preparar a massa. Há aparelhos que misturam e projetam simultaneamente, enquanto a outra opção é combinar o gesso e a água de maneira mecanizada e, depois, transferir o material para o equipamento de projeção.

O gesso projetado pode ser usado sobre alvenarias e elementos estruturais. A única restrição é em ambientes externos e nas áreas molhadas
Yêda Póvoas

A aplicação pode ser feita pelos métodos desempenado ou sarrafeado. A diferença entre eles é que, no método sarrafeado, são utilizadas guias mestras para orientar o procedimento. “Fora isso, o passo a passo é o mesmo”, orienta Éboli.

Antes de se iniciar o trabalho com o gesso projetado, a superfície deve ser limpa e possíveis irregularidades têm de ser corrigidas. Uma vez com a base preparada, acontece o enchimento, etapa em que o gesso é projetado horizontalmente, linha após linha, procurando manter um padrão. Terminada essa fase, a parede ou teto deverá ficar homogeneamente recoberto pelo produto. Em seguida, é realizado o corte, quando se regulariza o revestimento com uso de uma régua, eliminando todo o excesso. “Para finalizar, a desempenadeira é usada para remover imperfeições”, explica o profissional.

A largura do filete da pasta de gesso é regulada afastando-se ou aproximando-se o bico de projeção da superfície. Já a espessura dependerá da velocidade de projeção. “Para aplicação em uma única camada, o revestimento não deve ter espessura superior a 2 cm. Caso contrário, será necessária uma segunda camada”, ressalta Yêda. Finalizado o processo, o maquinário precisa ser limpo com água para evitar o endurecimento do material e, consequentemente, o entupimento do bico.

Todo o trabalho com o gesso projetado requer mão de obra bem treinada. Já os equipamentos podem ser comprados ou alugados.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Com a necessidade de aumento da produtividade nos canteiros, alternativas como a de projeção de gesso ganham espaço no mercado. “A solução apresenta como principais vantagens a rapidez na execução, o acabamento liso e o endurecimento rápido do material”, enumera Yêda.

A amortização do valor investido no equipamento acontece em pouco tempo, garantida pela produtividade do sistema
Eduardo de Barros Éboli

Por outro lado, a tecnologia apresenta como desvantagem a grande atenção necessária com a manutenção do maquinário. O entupimento do bico de projeção, por exemplo, pode resultar em grande redução de produtividade.

INVESTIMENTO

O investimento inicial para as empresas de aplicação de gesso projetado está relacionado à aquisição dos equipamentos e treinamento da equipe de aplicação. “A amortização desse valor acontece em pouco tempo, garantida pela produtividade do sistema”, ressalta Éboli.

A solução concorre com o revestimento argamassado (manual ou projetado) e com o próprio gesso de aplicação manual, que é a opção mais competitiva do mercado, mas que gera desperdício e sujeira na obra.

QUALIDADE

Segundo Yêda, ainda não existem normas técnicas publicadas sobre o sistema de gesso projetado. “Há textos que serão analisados pela Comissão de Estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e que devem ser colocados em votação nacional ainda neste ano”, diz. A construção civil nacional já conta com outras normas para uso do gesso:

• ABNT NBR 12128 – Gesso para construção - Determinação das propriedades físicas da pasta - Método de ensaio
• ABNT NBR 12129 - Gesso para construção - Determinação das propriedades mecânicas - Método de ensaio
• ABNT NBR 12130 - Gesso para construção - Determinação da água livre e de cristalização e teores de óxido de cálcio e anidrido sulfúrico - Método de ensaio

É bom saber

O uso do gesso no revestimento de paredes, seja de forma manual ou mecanizada, reduz a uma única aplicação as fases de chapisco, emboço e reboco. “Essas são etapas obrigatórias no uso das tradicionais argamassas cimentícias”, finaliza Éboli.


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Colaboração técnica

Eduardo Éboli
Eduardo de Barros Éboli – Formou-se em 1988 em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM/SP) e possui pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional pela Escola Superior de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (2002). Trabalhou em grandes empresas do setor da construção civil, como Holcim e Lafarge. Desde 2011, atua como gerente de Comunicação e Inteligência de mercado na Gypsum, empresa do Grupo Etex, onde atua à frente da equipe de marketing da companhia.
Yeda Povoas
Yêda Póvoas – Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade de Pernambuco, mestrado em Engenharia de Construção Civil e Urbana pela Universidade de São Paulo e doutorado em Engenharia de Construção Civil e Urbana pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professora do mestrado em Engenharia Civil (PEC) da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco. Na mesma instituição de ensino, atua como membro dos grupos de pesquisa AMBITEC, POLITECH e DESS. É também gerente dos laboratórios LACC (Laboratório Avançado de Construção Civil) e LMCC (Laboratório de Materiais de Construção Civil), membro do comitê do Núcleo Docente Estruturante e vice-coordenadora do curso de graduação em Engenharia Civil.
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