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Gruas viabilizam a movimentação de cargas e elevam a produtividade

Ascencionais, de torres fixas e com torre móvel: conheça os principais tipos disponíveis, suas indicações e vantagens, e acerte na escolha do equipamento

Texto: Juliana Nakamura

As gruas servem para viabilizar e melhorar a movimentação vertical e horizontal de cargas e materiais nos canteiros de obras. Conhecidas também como guindastes de torre, elas são fundamentais para o construtor que deseja obter mais produtividade, ou por imposição do sistema construtivo utilizado, como no caso de estruturas pré-fabricadas, painéis unitizados e banheiros prontos. De modo geral, quanto maior for a altura do prédio em construção e mais elevado for o grau de industrialização da obra, maior será a demanda por esses equipamentos.

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As gruas de torres fixas apresentam maior capacidade de carga e custo mais elevado que as ascensionais
(haveseen/ Shutterstock.com)

LOGÍSTICA APURADA

O sucesso no uso de gruas depende fundamentalmente de um dimensionamento que leve em conta as cargas e as características dos itens que serão movimentados. Carlos Gabos, do departamento de Movimentação de Cargas da Odebrecht, explica que o comprimento da lança (distância entre a ponta da lança e a torre) e a altura de montagem da grua devem ser considerados, assim como a localização dos pontos de carga e descarga e o arranjo do local. Um cuidado importante do plano de cargas é garantir que os materiais não passem por cima de pessoas ou de vias públicas, conforme preconizado em normas regulamentadoras.

O planejamento é determinante para garantir a segurança e a eficiência no uso de gruas
Marcelo Scigliano

“O planejamento é determinante para garantir a segurança e a eficiência no uso de gruas”, reforça Marcelo Scigliano, diretor da Alec (Associação Brasileira dos Locadores de Equipamentos e Bens Móveis). Ele conta que é importante dispor de boa logística e de sinaleiros bem treinados. O construtor também deve escolher o momento ideal para a entrada da grua no canteiro para assegurar que o equipamento não fique ocioso ou atrapalhe a execução de outros serviços.

“Na hora de comparar os equipamentos, as limitações para a montagem e desmontagem, assim como as interferências com edificações vizinhas são critérios analisados”, acrescenta Paulo Oscar Auler Neto, vice-presidente da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).

COMO ESCOLHER?

Entre as tipologias de gruas mais visadas pelas construtoras destacam-se as ascensionais. Esse equipamento é montado dentro do edifício em construção, quase sempre no fosso do elevador ou em um poço aberto na laje para esse fim. Conforme os pavimentos vão sendo construídos, a grua vai subindo através de um conjunto estrutural. As gruas ascensionais são indicadas para construção de edifícios de torre única e com muitos andares, que não necessitem muita capacidade para movimentação de cargas. Também encontram aplicação importante em obras de edifícios multipavimentos implantados em canteiros de obras pequenos.

Na hora de comparar os equipamentos, as limitações para a montagem e desmontagem, assim como as interferências com edificações vizinhas são critérios analisados
Paulo Oscar Auler Neto

Com maior capacidade de carga e custo mais elevado que as ascensionais, as gruas de torres fixas se caracterizam por ter base chumbada dentro de um bloco de concreto. Esses modelos são posicionados no lado externo da edificação e devem ser estaiados ou presos ao corpo do edifício. As gruas de torre fixa podem ter lança fixa ou móvel. No segundo caso, a possibilidade de movimentar a lança garante maior versatilidade para a realização de movimentos verticais. Em função da relação entre peso e altura, as de torre fixa necessitam de fundação própria. Dependendo do tamanho da lança, o risco de interferir nos imóveis vizinhos é maior. Além disso, a carga horizontal provocada pelo estaiamento ou fixação da torre no prédio deve ser considerada pelo calculista.

Há, ainda, a grua com torre móvel, montada sobre base metálica com lastro e trucks de translação que se movem sobre trilhos permitindo que todo conjunto se desloque horizontalmente. Esse tipo de equipamento cobre uma área maior do que as gruas fixas, tanto que são indicadas em obras horizontais, como conjuntos habitacionais ou condomínios com muitos edifícios.

As gruas devem ser sempre selecionadas conforme as necessidades dos canteiros de obras. Mas em função do perfil de obras urbanas e da cultura no Brasil, as construtoras utilizam mais frequentemente gruas torre do tipo lança e contra-lança com momento de carga entre 80 e 100 toneladas por metro. “Este tipo de grua representa cerca de 80% da frota atual brasileira. São equipamentos mais baratos e de mais fácil desmobilização após o término de uma obra”, comenta Auler Neto.

NORMAS TÉCNICAS E LEGISLAÇÃO

Há uma série de normas do Ministério do Trabalho que regulamentam o uso de gruas. É o caso da NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos), que envolve projeto, fabricação, importação, comercialização, utilização de máquinas e equipamentos; e da NR-18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Essa última possui um item específico para movimentação e transporte de materiais e define em seus anexos a necessidade de haver um plano de cargas para gruas.

Adicionalmente, há normas municipais. Em São Paulo, desde 2010 uma portaria define limites para instalação de gruas na cidade. A norma veta, por exemplo, que cargas içadas e o contrapeso passem além do limite do terreno.

Tipo de grua

Como funciona

Vantagens

Desvantagens

Ascensional

- São instaladas nos poços dos elevadores ou em aberturas feitas nas lajes dos prédios

- Acompanham o avanço vertical da obra

- Menor peso e porte

- Dispensa fundações especiais

- Custo de instalação reduzido

- Pode ser usada em canteiros com limitação de espaço

- Tem desmontagem complicada

- A capacidade de movimentação de carga é mais limitada

- Exige parar a obra algumas vezes para a ascensão da grua

Torre fixa com lança fixa

- São posicionadas no lado de fora da construção

- Tem bases fixadas em blocos de concreto

- Deve ser estaiada ou presa ao corpo do edifício

- Alta capacidade de carga e maior tamanho de lança

- Não interfere no andamento da obra

- Pode ser colocada entre duas torres para atender a ambas

- Precisa de fundação própria

- Tem custo médio mais alto que as ascensionais

- Requer planejamento mais sofisticado

- Dependendo do tamanho da lança, pode interferir nos imóveis vizinhos 

Torre fixa com lança móvel - É semelhante à torre com lança fixa. A diferença é a lança móvel para a realização de movimentos verticais

- Tem altura máxima maior que as de lança fixa

- É mais versátil que os modelos com lança fixa

- Em função da altura elevada, é mais suscetível aos esforços do evento

- Requer espaço no canteiro para a desmontagem

Torre móvel

- Sua torre desloca-se sobre rodas apoiadas em trilhos

- É usada, principalmente, em obras horizontais

- Versátil, pode atender a diversos edifícios em empreendimentos com múltiplas torres - Tem altura limitada


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Colaboração técnica

 
Carlos Gabos – responsável pelo departamento de Movimentação de Cargas da AFEQ (Apoio Funcional de Equipamentos) da Odebrecht.
 
Marcelo Scigliano – diretor de gruas da Alec (Associação Brasileira dos Locadores de Equipamentos e Bens Móveis) e da Grumont Equipamentos.
Paulo Oscar Auler Neto – vice-presidente da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).
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