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Impermeabilização é fundamental para garantir vida longa a lajes externas

Impermeabilizantes acrílicos e mantas asfálticas são soluções indicadas para evitar vazamentos e infiltrações

Juliana Nakamura

Impermeabilização de lajes Além de evitar infiltrações e vazamentos, a impermeabilização garante proteção para a estrutura (Volodymyr Plysiuk / shutterstock.com)

Por estarem sujeitas a chuvas, vento, sol e, em alguns casos, ao tráfego de pessoas e veículos, as lajes externas precisam ser submetidas à impermeabilização para evitar problemas como infiltrações e vazamentos. “Impermeabilizar a laje é um cuidado que garante habitabilidade e proteção para a estrutura”, resume o engenheiro Jacques Monet Júnior, sócio-diretor do Imperconsultores. “Há casos, como em indústrias, lojas, museus e escritórios, em que os equipamentos sob a laje têm valor muito elevado, e as infiltrações podem causar prejuízos altíssimos, além de interromperem atividades produtivas com consequente perda de faturamento”, destaca a engenheira Maria Amélia Adissy Silveira, consultora técnica do IBI (Instituto Brasileiro de Impermeabilização).

Para controlar o efeito da água e da umidade, há uma série de metodologias que podem ser utilizadas em função das características do material que compõe a laje. Segundo Silveira, é muito importante levar em consideração o tipo de laje que será impermeabilizada, bem como analisar o projeto estrutural para saber detalhes sobre o cálculo, as flechas e as deformações admissíveis, além do uso previsto para o local. A abordagem deverá ser diferente se, por exemplo, a laje receber tráfego de veículos ou se tiver de suportar equipamentos pesados e com altas vibrações.

Impermeabilização com membrana acrílica

De forma geral, para coberturas não transitáveis e de pequenas dimensões, o mais indicado é a impermeabilização com membranas poliméricas (acrílicas, de poliuretano ou de poliureia). Já para lajes maiores e transitáveis é recomendada a utilização das mantas asfálticas. Todos esses produtos são classificados como impermeabilizantes flexíveis, que possuem valores maiores de alongamento e, por isso, são indicados para áreas sujeitas a movimentações e ao intemperismo.

Aplicados como se fossem uma pintura, os impermeabilizantes de base acrílica são eficientes para aplicação em lajes recortadas e em obras de reparo. Diferente das mantas, cujos erros de aplicação acontecem quase que exclusivamente nas emendas ou nos cortes malfeitos, as membranas exigem rigoroso controle da espessura e, consequentemente, da quantidade de produto aplicado por metro quadrado. Uma vantagem desses produtos, que têm cor branca, é permitir a aplicação como revestimento final. A tonalidade clara, que não amarela, reflete os raios solares e proporciona conforto térmico, reduzindo o calor que passa para o ambiente interno. A ABNT NBR 13.321:2008 é a norma técnica que aborda os impermeabilizantes acrílicos.

Impermeabilização de lajes com mantas asfálticas

Indicadas para lajes amplas, com mais de 50 m², as mantas asfálticas compõem um sistema impermeabilizante pré-fabricado formado por um elemento estruturante central (filamentos de poliéster ou véu de fibra de vidro) recoberto em ambas as faces por um composto asfáltico. Tal formulação confere ao produto elevada resistência mecânica.

As mantas disponíveis no mercado podem ser classificadas em quatro categorias conforme suas características de tração, alongamento, flexibilidade e espessura. Os produtos do tipo I (mais simples) são indicados para lajes não expostas ao sol. Para lajes maciças, pré-moldadas, e fabricadas em steel deck, a recomendação é recorrer a uma manta tipo III, de elasticidade e resistência mecânica superiores. Aplicações mais críticas e que demandam produtos mais resistentes às deformações por dilatação ou por grandes cargas devem receber mantas do tipo IV. Esse é o caso das lajes de estacionamento. Projeto e execução de impermeabilização com mantas asfálticas devem seguir a norma ABNT NBR 9.952:2014.

Projeto e execução de impermeabilização

Para garantir o desempenho esperado, a impermeabilização de lajes deve ser precedida de um projeto que contemple, além da metodologia a ser empregada, detalhes e arremates junto às interferências, como ralos e calhas. “O projeto deve conter todos os detalhes de vedação e as interfaces com arquitetura, hidráulica e elétrica”, destaca Jacques Monet Júnior. O projeto também deve prever todas as proteções necessárias sobre a camada impermeabilizante.

O projeto deve conter todos os detalhes de vedação e as interfaces com arquitetura, hidráulica e elétrica
Jacques Monet Júnior

Falhas podem ocorrer no momento da execução do serviço, que requer profissionais homologados e/ou adequados. Independentemente do método de impermeabilização adotado, uma etapa especialmente crítica – mas muitas vezes negligenciada –, é o preparo correto do substrato. A orientação é assegurar que as lajes estejam livres de nichos de concretagem e com juntas e fissuras devidamente tratadas para, só então, receber o tratamento impermeabilizante.

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Colaboração técnica

Maria Amélia Adissy Silveira
Maria Amélia Adissy Silveira – Engenheira civil formada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Atua como consultora-técnica do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) e como consultora de impermeabilização para assessoria em obras, projetos de impermeabilização e perícia técnica.
Jacques Monet Júnior
Jacques Monet Júnior – Arquiteto e engenheiro, é sócio-diretor do escritório Imperconsultores, que oferece serviços de projeto e consultoria para obras de infraestrutura, industriais, shopping centers e de edificações. Também é membro do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBl).
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