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Mobiliário corporativo deve aliar estética, conforto e qualidade

Especificação e projeto adequados são verdadeiros aliados para aproveitar ao máximo suas funcionalidades

Por Tatiana Arcolini e Paula Barradas

Montar um ambiente corporativo requer muito mais do que apenas um espaço e funcionários para trabalhar. Os móveis são itens essenciais e exigem planejamento para que sejam dispostos da maneira correta e a empresa se torne mais funcional e aconchegante para todos.

Nesse quesito, pouco importa a área útil do ambiente, o ramo de atuação da empresa e a quantidade de funcionários, pois a versatilidade do mobiliário abrange qualquer propósito. “Os móveis multifuncionais e modulares se adaptam muito bem a diferentes necessidades”, explica o arquiteto e designer de consumo Maurício Queiroz.

Já para Angelo Cantoni, engenheiro industrial da fabricante Tecama, é essencial observar se os produtos estão de acordo com as normas vigentes (NBRs), assim como se pertencem a linhas que possuem continuidade, para que, no futuro, caso seja necessário, seja possível comprar novas peças iguais.

Normas técnicas

Para cada mobiliário corporativo, as marcas devem seguir normas diferenciadas, por exemplo: Mesas: NBR 13966 Estações de trabalho: NBR 13967 Armários e gaveteiros: NBR 13961

Os mais usados

Os móveis com revestimentos melamínicos e de poliuretano são os mais resistentes e, portanto, mais indicados para escritórios. No entanto, a folha de madeira está bastante em alta, sendo uma ótima opção de acabamento. Existem ainda opções com portas em aço inox, que são mais nobres e resistentes e podem ser personalizadas com desenhos ou logotipo da empresa, os de chapa de madeira revestida (ecologicamente correta), os de estrutura metálica em aço (pintada ou cromada) ou alumínio, e os de vidro.

O arquiteto Luciano Dalla Marta sugere móveis cujas estruturas sejam em aço inoxidável, pois são mais bonitos e duráveis que as pintadas e cromadas, que descascam com o uso. Os tampos de vidro para salas de reunião e de diretoria costumam ser os melhores, já que mantêm o aspecto de novo por muito mais tempo. Para as cadeiras, prefira as que têm acento em couro natural, pois, além de ser um revestimento nobre, apresentam maior durabilidade do que os tecidos sintéticos.

Grandes x pequenas fabricantes

Na hora de comprar os móveis para uma empresa, é necessário observar sua durabilidade e seu custo-benefício, analisando se realmente se enquadram no orçamento disponível. Para Mauricio Queiroz, a qualidade é o grande diferencial a ser observado, pois faz com que a boa aparência, o conforto e a facilidade de uso se estendam ao longo do tempo. Rafael Mendes, diretor comercial e marketing da Sava Móveis, pensa o mesmo: “A qualidade é fundamental, pois acaba influenciando também no design da peça. Quanto melhor é um móvel, mais moderno e confortável se apresenta ao usuário”.

Garantia, assistência técnica e atendimento personalizado são outros atrativos oferecidos pelos fabricantes e que devem ser analisados antes da compra. Aqui, vale lembrar que “dentro do portfólio de uma mesma marca é possível encontrar linhas mais sofisticadas ou mais simples, que podem ser usadas no mesmo projeto de acordo com a função a ser desempenhada e o local em que será usado”, explica Bruno Di Croce, diretor da loja Espaço Moveleiro.

Di Croce observa, ainda, que a diferença entre as grandes e as menores marcas está essencialmente na qualidade dos produtos, como espessura de tampos e estruturas de madeira, dobradiças importadas e com funções de amortecimento nas gavetas, além de portas com maior abertura. “Os acabamentos de pintura com maior resistência a riscos e os revestimentos de tecidos mais sofisticados, como o couro natural e os antiácaro, são outros pontos a serem observados.”

Desenhando o projeto corporativo

Ao desenvolver o layout, os móveis devem se enquadrar na necessidade da empresa. É importante pensar se há muitos documentos que devem ficar armazenados, se equipamentos eletrônicos são usados com frequência, e se clientes serão recebidos no local com frequência. Tudo isso deve ser levado em conta na hora de planejar o mobiliário de maneira que favoreça a rotina no ambiente.

A área útil deve ser o primeiro ponto observado, para então buscar uma solução mais adequada para a metragem que se dispõe. Se o número de funcionários e salas for grande, uma solução é optar por poltronas em vez de sofás – que ocupariam muito espaço.

Deve-se prestar atenção, também, na disposição dos móveis, lembrando que é possível acomodar até 20% mais pessoas em um mesmo espaço apenas com a troca do mobiliário. Estações lineares ocupam proporcionalmente menos espaço que estações em cruz, para citar apenas um exemplo. Gaveteiros e armários, por sua vez, podem suportar CPUs, otimizando seu uso, ou receber almofadas acopladas, para que sejam também utilizados como bancos em reuniões corriqueiras – são os chamados móveis multifuncionais. As prateleiras aéreas são ótimas para organizar e garantir a boa circulação de pessoas.

É muito importante se atentar às cadeiras, que devem ser adequadas ao biotipo dos funcionários, pois a postura correta ajuda no rendimento do dia a dia e evita problemas de saúde, como dores de cabeça e na coluna. Os modelos com regulagem de altura, de altura dos braços e da lombar são os mais indicados.

Da mesma forma, as mesas merecem atenção: tampo de madeira e suporte para que o monitor fique na altura dos olhos são imprescindíveis. “Todos esses atributos devem ser observados, pois o retorno é imensurável, já que um móvel correto proporciona bem-estar, saúde e também é um item motivacional, tendo efeito direto na produtividade”, esclarece Rodrigo Anderson Matos, CEO da MBM Brasil.

Ronaldo Duschenes, designer e diretor de criação do Estúdio Flexiv, lembra que é importante que os móveis corporativos tenham passagem de cabeamento para garantir a organização dos cabos de elétrica e deixar o ambiente mais limpo visualmente. “Esse diferencial ainda permite o acesso facilitado do usuário a tomadas e entradas (USB, VGA, HDMI, entre outras), o que contribui para a ergonomia do posto de trabalho.”

DivisÓrias

As divisórias são elementos importantes na estética e na funcionalidade dos escritórios. Cabe a elas separar as áreas em baias, salas de diretoria, gerência e de reunião. Oswaldo Ferreira, diretor comercial da Design On, indica que as melhores divisórias são aquelas confeccionadas em estrutura de alumínio anodizado ou pintado em vários tons, sendo que os revestimentos podem ser em vidro translúcido ou pintado, aglomerado de madeira liso ou madeirado, madeira natural, tecido ou couro.

O importante é escolher materiais que respeitem as normas da ABNT (NBR 13964) para garantir que o material tenha quesitos de segurança, acústica e qualidade técnica. Também é indicado que as divisórias tenham ISO 9000 e que sejam atestadas pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), ressalta Oswaldo.


COLABORARAM PARA ESTA MATÉRIA

Maurício Queiroz: Arquiteto pela Universidade Mackenzie de São Paulo e designer de consumo. Pós-graduado na Politécnica de Catalunya, em Barcelona (1993), onde trabalhou na Mapasa com Comunicação Visual para as Olimpíadas de 1992 e com Manuel Barcells Arquitectura (1993). Criador da marca Etna, também projetou a flagship da KitchenAid no Brasil.

Bruno Di Croce: diretor da loja Espaço Moveleiro.

Angelo Cantoni: Engenheiro industrial da Tecama. Engenheiro mecânico formado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e trabalha no segmento desde 1985. Ao longo de sua carreira foi diretor da Associação dos Moveleiros do Estado de São Paulo (MOVESP) e da Associação das Empresas de São Roque, Mairinque, Araçariguama e Ibiúna (AISAM).

Luciano Dalla Marta: Formado em arquitetura e urbanismo pelo Mackenzie em 2000. Trabalhou por cinco anos assinando projetos de arquitetura no escritório da decoradora Inês Capobianco. Em 2001 iniciou sua carreira solo, especializando-se em design de produto pela universidade Belas Artes.

Rodrigo Anderson Matos: CEO da MBM Brasil.

Rafael Mendes: Diretor Comercial e Marketing da Sava Móveis. Administrador de Empresas com habilitação em Comércio Exterior pelo Centro Universitário UMA e pós-graduado em marketing pela Fundação Dom Cabral.

Oswaldo Ferreira: Diretor comercial da Design On.

Ronaldo Duschenes: É formado em Arquitetura pela FAU/USP. Além de projetar, Ronaldo Duschenes também lecionou na USP até 1976. Reformulou todo o mobiliário da C&A Modas com a arquiteta Celia Lass. Juntos, fundam a Flexiv em 1985. Foi Presidente da Flexiv desde sua fundação até 2010, quando foi sucedido pela sócia Celia Lass para assumir a Diretoria de Criação do Estúdio Flexiv de Design e a Presidência do Conselho Administrativo da Flexiv. Ronaldo é também vice-presidente da AsBEA-PR, Conselheiro Diretor IAB, Conselheiro Deliberativo IBQP-PR, Conselheiro do Centro de Design do Paraná e Vice-Presidente Simov-PR.

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