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Norma técnica para steel deck traz mais segurança aos usuários

Ao estabelecer requisitos que asseguram a qualidade, normativa também garante a padronização dos produtos

Redação AECweb / e-Construmarket


Telhas de aço trapezoidais, utilizadas como fôrma para o concreto e armadura positiva (Foto: Grupo MBP)

O sistema steel deck ganhou recentemente sua primeira norma específica, a ABNT NBR 16421 – Telha-fôrma de aço colaborante para laje mista de aço e concreto – Requisitos e ensaios. O documento, que entrou em vigor em 27 de novembro de 2015, é resultado dos trabalhos do Comitê Brasileiro de Siderurgia (CB-028) e estava em discussão desde 2014.

“A normativa estabelece, de forma inédita, os requisitos e ensaios aos quais o material deve atender, seja ele revestido, conformado a frio, de seção transversal trapezoidal, reentrante, retangular e ondulado com revestimentos zincado por imersão a quente ou zincado por imersão a quente e revestido por pintura”, explica a arquiteta Carolina Fonseca, gerente Executiva do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA).

A criação de uma norma específica para esse sistema foi importante para garantir a padronização dos produtos, baseada em requisitos que asseguram a qualidade e a segurança
Carolina Fonseca

GARANTIAS AOS CONSUMIDORES

Entre os principais benefícios da norma está a maior segurança para os consumidores. “Além de aumentar a proteção, ela trará vantagens para toda a sociedade”, destaca Fonseca. Os fabricantes de steel deck terão de adequar seus produtos aos requisitos indicados no documento e, quando o material apresentar qualquer tipo de defeito, o consumidor se baseará naquilo que está prescrito na normativa para reivindicar seus direitos.

Segundo a arquiteta, o Brasil conta com bons fabricantes do material, que já seguem outras normas nacionais e internacionais. “Essas empresas têm produtos certificados por laboratórios brasileiros e estrangeiros, o que possibilita seu uso com segurança”, destaca. Entretanto, o mercado também recebe steel deck fabricado sem critério de qualidade e desempenho estrutural duvidoso. “A criação de uma norma específica para esse sistema foi importante para garantir a padronização dos produtos, baseada em requisitos que asseguram a qualidade e a segurança”, afirma.

VANTAGENS DO PRODUTO

Atrelado a bons projetos de engenharia e arquitetura, o uso do steel deck proporciona um canteiro mais limpo e seguro, além de imprimir à obra precisão e velocidade. “O sistema é também de fácil instalação e não necessita de escoramentos”, diz Fonseca.

Optar pela solução também acaba por diminuir o impacto social no entorno dos empreendimentos, pois há diminuição no fluxo de entrada de materiais e saída de resíduos. Não existem restrições quanto ao uso do material em conjunto com outras tecnologias.

“Atualmente, já estão disponíveis no mercado elementos de fixação do steel deck com outros produtos além do aço, como concreto armado, alvenaria estrutural, madeira, parede de concreto, entre outros”, afirma.

Em geral, os fabricantes orientam a aplicação para que o sistema não seja instalado do lado errado
Carolina Fonseca

COMO USAR

O steel deck é a fôrma colaborante utilizada na construção de laje mista de aço e concreto. Essa fôrma é apoiada na direção perpendicular às vigas e suporta as ações permanentes e a sobrecarga de construção. Após a cura, o concreto passa a atuar estruturalmente em conjunto com a fôrma de aço. Segundo a ABNT NBR 16421, um dos requisitos mínimos para a proteção do aço do steel deck é que a massa do revestimento metálico deve ser de, no mínimo, 275 g/m².

Na fase de instalação do sistema, é recomendável estar atento à paginação, posição de instalação, aos elementos de fixação do deck (conectores e costuras) e também aos acessórios que irão permitir a estanqueidade do sistema. “Toda essa informação deve estar contida no projeto”, ressalta a arquiteta.

Um dos principais cuidados da instalação é garantir que a laje seja instalada do lado correto, em que as mossas (ranhuras) têm maior aderência com o concreto, para não comprometer seu desempenho. “Em geral, os fabricantes orientam a aplicação para que o sistema não seja instalado do lado errado”, informa Fonseca, destacando que, se comparado a outros sistemas de laje, a instalação do deck está entre as mais seguras.

ANÁLISES PRÉVIAS NECESSÁRIAS

Assim como todos os outros subsistemas da edificação, a laje deve ser inspecionada regularmente segundo as diretrizes da ABNT NBR 5674 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Por ser um dos componentes da laje, o steel deck também deve ser avaliado de forma a garantir sua durabilidade.

Entre as análises a serem feitas ainda na fase de projeto, está a verificação das condições ambientais onde o edifício está inserido e o levantamento da agressividade da atmosfera, das condições dos ventos, da proximidade com a orla marítima e da arquitetura do edifício. “Com esses dados é possível definir se o steel deck está exposto ao meio ou se está protegido no interior do edifício. Baseadas em todas essas características é que serão tomadas as ações para a especificação dos componentes e subsistemas e da gestão da manutenção”, finaliza Fonseca.

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Colaborou para esta matéria

Carolina Fonseca – gerente executiva do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA). Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifica Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Atuou na gerência de grandes obras, como da Cidade Administrativa de Minas Gerais e do Centro Empresarial Senado, no Rio de Janeiro. Participou também de projetos em Austin, Texas (EUA), e na Cidade do México (México).
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