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Onde e como utilizar porcelanato líquido? Conheça características e vantagens

Apesar de simples, a aplicação do produto deve ser realizada por mão de obra devidamente capacitada e demanda o uso de ferramentas específicas

Redação AECweb / e-Construmarket

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O porcelanato líquido se trata de uma pintura resinada que pode ser empregada em qualquer ambiente (foto: Photographee.eu_Stock/ Shutterstock)
Trata-se de uma pintura resinada que pode ser empregada em qualquer ambiente
João Vitor Cardoso

Um dos pisos mais especificados em projetos industriais e hospitalares é o resinado (monolítico), devido à sua resistência e facilidade na limpeza. Nos últimos anos, a solução começou a ganhar espaço em edificações corporativas, comerciais e residenciais. Com os novos tipos de uso, o mercado desenvolveu outra nomenclatura para o material, que passou a ser conhecido como porcelanato líquido. “Trata-se de uma pintura resinada que pode ser empregada em qualquer ambiente”, diz o arquiteto João Vitor Cardoso, sócio do escritório CM Arquitetura.

Veja no Portal AECweb pisos de epóxi

Apesar do nome, a solução não é realmente um porcelanato, como as tradicionais peças de cerâmica. O termo foi escolhido devido ao aspecto brilhante, nivelado e sem juntas do produto depois de aplicado, que se assemelha bastante ao do porcelanato convencional. Entre seus diferenciais está a grande quantidade de cores, que permite a criação de inúmeros efeitos de acabamento, como o aspecto do mármore. “Nas áreas infantis, conseguimos usá-lo para elaborar layout mais lúdico”, comenta a designer de interiores Karinna Buchalla, responsável pelo escritório Karinna Buchalla Interiores.

Nas áreas infantis, conseguimos usá-lo para elaborar layout mais lúdico
Karinna Buchalla

Quando usado com cor única, o piso deixa de ser o foco arquitetônico do projeto, passando a ter função completamente oposta. “Dessa forma, as pessoas podem se concentrar em outros elementos que compõem o ambiente. Podemos ver isso, por exemplo, em museus com pisos resinados que não atrapalham a experiência dos visitantes, permitindo que as obras em exposição sejam o ponto de atenção”, destaca Cardoso.

Tipos de porcelanato líquido

O porcelanato líquido é produzido em dois tipos distintos: os de resina epóxi e aqueles à base de resina de poliuretano. Além da composição, os dois materiais apresentam outras diferenças que estão presentes já na etapa de especificação. Enquanto o de epóxi é mais indicado para áreas internas, o de poliuretano pode ser usado em ambientes externos por apresentar melhor resistência às intempéries.

O método de execução também não é o mesmo. Enquanto a opção que tem resina epóxi é autonivelante e espalhada pela superfície com uma espécie de rodo, a de poliuretano é aplicada com o uso de um rolo, método semelhante ao da pintura. Por esse motivo, alguns profissionais não consideram o material de poliuretano como um porcelanato líquido, mas sim como uma tinta para revestimento do piso.

Os pisos de epóxi são mais resistentes quimicamente e oferecem ampla variedade de cores e tons. Já os de poliuretano têm maior resistência a riscos, choques térmicos e dilatações, porém são apresentados somente nas tonalidades branca, bege ou cinza.

Porcelanato líquido 3D

O porcelanato líquido de epóxi permite a criação de efeitos tridimensionais no ambiente. “Para isso, é colocado adesivo sobre o piso. Na sequência, ocorre a aplicação de uma resina transparente por cima da imagem”, explica Cardoso. Para que o aspecto 3D seja atingido de maneira satisfatória, a empresa responsável pelo serviço deve ser especializada e experiente, de preferência com portfólio de obras anteriores que possa ser consultado.

Aplicação

O porcelanato líquido pode ser empregado em projetos novos ou edificações preexistentes. “No primeiro caso, o contrapiso tem que ser muito bem executado e nivelado para que a resina possa ser aplicada”, diz Cardoso.

Já em reformas, é preciso executar previamente a regularização do piso preexistente com a aplicação de massa niveladora. Depois, lixar e fazer uma limpeza para tornar a superfície homogênea. Após essa preparação, é feita a aplicação do porcelanato líquido.

“A tarefa demanda alguns cuidados para que o piso fique liso, contínuo e sem falhas. O profissional que irá realizá-la tem que ser experiente e estar acostumado a lidar com esse tipo de produto”, ressalta a designer de interiores. Já de acordo com Cardoso, existe certa dificuldade em localizar aplicadores devidamente preparados. “Quando temos uma novidade no mercado, não é fácil achar quem realmente faça com maestria o trabalho”, diz.

O arquiteto destaca ainda que, além da experiência, o profissional tem que utilizar ferramentas próprias. “É recomendado o uso de sapato de pregos – apropriado para pintura – para não prejudicar a aplicação da resina, assim como de rodo dentado para espalhar o material. Há uma série de materiais específicos e não é qualquer um que realmente consegue realizar bem a tarefa”, afirma.

Depois de aplicado o porcelanato líquido, em 24 horas já é possível utilizar o ambiente. “Além disso, a manutenção é bastante simples, sendo de fácil limpeza por não ter rejuntes”, diz Buchalla. “Assim como no porcelanato convencional, não podem ser utilizados alguns produtos de limpeza mais abrasivos, que têm potencial de danificar a superfície”, complementa Cardoso.

Vantagens e desvantagens do porcelanato líquido

Por ser mais leve do que as opções convencionais, a solução pode ser aproveitada na reforma de edifícios residenciais. “Ao escolher o porcelanato tradicional, é preciso consultar um engenheiro para verificar a carga que será aplicada sobre a estrutura da edificação. Já o líquido não fornece quase nenhuma carga. Essa pode ser considerada uma grande vantagem para quem não quer ter problemas”, exemplifica Cardoso.

No entanto, ele pondera que, ao especificar a solução, o arquiteto fica na dependência dos fornecedores. “Quando queremos usar o porcelanato líquido para criar aspectos visuais únicos, precisamos optar por alguém que ofereça esse serviço mais artístico. Como é algo que ainda não encontramos com facilidade, essa pode ser considerada uma das desvantagens”, avalia.

“Particularidade do produto é que, por ser resinado, praticamente não absorve nenhum tipo de líquido. Proporciona uma arquitetura mais clean e, com seu efeito espelhado, passa a sensação de estar sempre limpo”, diz Cardoso.

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Colaboração técnica

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Karinna Buchalla — Formada em Design de Interiores pela Escola Panamericana de Arte, participou de diversos cursos na área, como o de Administração de Escritórios de Arquitetura (Belas Artes) e Planejamento e Acompanhamento de Obras (Senac). Em 2009, montou o seu próprio escritório em São Paulo, a Karinna Buchalla Interiores, atendendo clientes, gerenciando reformas e prestando consultorias.
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João Vitor Cardoso — Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Araraquara (Uniara). É sócio-fundador e arquiteto responsável pelos projetos arquitetônicos e obras do escritório CM Arquitetura.
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