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Operação estável das usinas de asfalto requer manutenção adequada

Intervenções preventivas e corretivas devem ser realizadas por mão de obra especializada e empregar peças de reposição de qualidade

Texto: Juliana Nakamura

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A falta de manutenção pode reduzir a vida útil das usinas de asfalto (Foto: Mrak.hr/shutterstock)

Cada vez mais automatizadas e precisas, as usinas de asfalto são destinadas à produção de misturas asfálticas para pavimentação. De modo geral, esses equipamentos têm como atribuições dosar as matérias-primas, secar e aquecer agregados, misturar os materiais e transportar o composto até um silo de armazenamento ou para um caminhão.

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Embora sejam máquinas robustas, as usinas de produção de asfalto precisam de manutenção. Negligenciar esse cuidado pode impactar significativamente o desempenho do equipamento e fazer toda a diferença para o andamento da obra, que pode ser atrasada ou interrompida por paradas inesperadas.

A falta de manutenção pode reduzir significativamente a vida útil do equipamento, gerando custos ainda mais elevados para a empresa
Pierre Cruz de Almeida

“Além de elevar o tempo de paralização da máquina por danos em componentes, a falta de manutenção pode reduzir significativamente a vida útil do equipamento, gerando custos ainda mais elevados para a empresa”, alerta Pierre Cruz de Almeida, responsável por suporte técnico ao cliente na Bomag Marini Latin America.

De acordo com Brunno Schulz, analista de suporte ao produto sênior e gerente de projetos na divisão de mineração do Wirtgen Group, o descaso com a manutenção pode gerar, ainda, falhas na fabricação da massa asfáltica, podendo ser causa de retrabalhos, paradas inesperadas e, até mesmo, quebra de componentes maiores e mais caros.

MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Para o perfeito funcionamento das usinas de asfalto, o cronograma de manutenção deve ser seguido rigorosamente. Isso vale principalmente para a manutenção preventiva, cuja regularidade é fundamental para se antecipar possíveis falhas.

A frequência recomendada para manutenções preventivas é definida de acordo com o manual de manutenção, elaborado através de testes de desgaste do equipamento. Segundo o manual, a periodicidade pode variar de diária a mensal, dependendo do dispositivo a ser inspecionado.

O objetivo da manutenção preventiva em usinas de asfalto é minimizar a possibilidade de falha da máquina ou equipamento. As intervenções consistem basicamente em inspeções, substituições de elementos de rotina, ajustes e eliminação de defeitos.

Uma inspeção semanal, contemplando uma avaliação de todas as peças de desgaste, garante uma previsibilidade para realização de manutenções maiores
Brunno Schulz

Segundo Schulz, existem manutenções, principalmente aquelas relacionadas à limpeza, que devem ser feitas diariamente, assim como a lubrificação de partes móveis. “Além disso, uma inspeção semanal, contemplando uma avaliação de todas as peças de desgaste, garante uma previsibilidade para realização de manutenções maiores”, diz o especialista.

MANUTENÇÃO CORRETIVA

No caso da manutenção corretiva efetuada após a ocorrência de uma falha, o objetivo é restaurar a capacidade produtiva da usina. Nessas situações, o recomendado é analisar cada caso, uma vez que as causas podem ser provenientes de diversas situações.

As manutenções, sejam elas preventivas ou corretivas, precisam ser feitas por profissionais qualificados. Afinal, usinas de asfalto são equipamentos complexos, compostos por diversos subsistemas.

“O ideal é que os profissionais habilitados a realizar manutenções sejam técnicos ou engenheiros em mecânica, elétrica ou eletrotécnica”, diz Schulz. Segundo ele, como o equipamento pode trabalhar sobre tensão alternada, em altura e em espaço confinado, o técnico deve possuir curso e certificação nas normas regulamentadoras NR10, NR35 e NR33. Os técnicos também devem ser treinados preferencialmente na fábrica ou no concessionário autorizado do equipamento.

Além disso, é recomendável cautela na aquisição de peças de reposição, que preferencialmente devem ser adquiridas diretamente do revendedor local autorizado. “Para garantir o pleno funcionamento de todas as funções da usina, deve-se adquirir peças genuínas, que são perfeitamente adequadas para cada equipamento e, por isso, podem garantir o funcionamento, sem alterar a qualidade do produto final", diz Almeida.

Para facilitar os serviços de manutenção, muitos equipamentos já são desenvolvidos com design que facilita o acesso aos elementos de desgaste. É o caso de modelos como o Magnum 90 (Bomag), que tem dosadores projetados de modo a permitir a troca das lonas sem necessidade de desmontar a estrutura dos dosadores. Outro destaque nesse sentido é a Inova (Ciber), que dispõe de sistema de diagnóstico e monitoramento remoto.

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Colaboração técnica

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Brunno Schulz — Engenheiro mecânico automotivo, atuou como instrutor de treinamentos na Ciber por quatro anos. Atualmente é analista de suporte ao produto sênior e gerente de projetos na divisão de mineração do Wirtgen Group.
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Pierre Cruz de Almeida — Técnico em mecânica de precisão, possui mais de 15 anos de experiência em empresas multinacionais e petroquímicas na área de manutenção e comissionamento de equipamentos. É responsável por suporte técnico ao cliente na Bomag Marini Latin America.
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