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Painéis de EPS para construção: vantagens e desvantagens

A solução proporciona isolamento térmico e minimiza a geração de resíduos. Porém, tem algumas restrições de uso

Redação AECweb / e-Construmarket

Os painéis de EPS (poliestireno expandido) têm aplicação indicada para câmaras frigoríficas e podem ser usados em substituição à alvenaria. “Nesse caso é possível ter um ganho de até 70% na execução da obra. Painéis em EPS dispensam a necessidade de baldrames, reboco, assentamento, entre outros trabalhos. É basicamente fixar o painel e está pronto. Também, reduzem a quantidade da mão de obra, eliminando riscos em relação à segurança no trabalho, com uso de andaimes. Outra vantagem é o peso do material, leve e sem oferecer riscos aos operários envolvidos na construção”, detalha o engenheiro Ricardo Panhan, diretor Comercial para América Latina na Isoeste Construtivos Isotérmicos.

Nesse caso é possível ter um ganho de até 70% na execução da obra. Painéis em EPS dispensam a necessidade de baldrames, reboco, assentamento, entre outros trabalhos. É basicamente fixar o painel e está pronto
Ricardo Panhan

DESVANTAGENS DOS PAINÉIS DE EPS

Os painéis de EPS, porém, apresentam algumas restrições de uso. “O Corpo de Bombeiros não recomenda a especificação da solução para alguns tipos de construções, pois quando o poliestireno expandido é exposto a temperaturas acima de 80ºC, o núcleo começa a se degradar. Em caso de incêndio, esses valores são facilmente superados e, com o núcleo danificado, há perda de estabilidade da edificação”, ressalta o profissional, comentando que os materiais indicados para esses casos são os que têm núcleos compostos por poliuretano (PUR) e poliisocianurato (PIR).

Nas construções feitas em EPS é recomendável blindagem dos sistemas elétricos para evitar qualquer contato. “Instalação elétrica mal dimensionada no interior do painel pode provocar aquecimento da fiação, gerando algumas chamas. Por isso, só é aconselhável a passagem das instalações elétricas por dentro dos painéis se forem os produtos PUR ou PIR. É possível projetar os dutos para passarem na parte interna dos painéis”, diz Panhan, lembrando que durante a fabricação do EPS substâncias retardantes às chamas são incluídas na fórmula do produto.

O Corpo de Bombeiros não recomenda a especificação da solução para alguns tipos de construções, pois quando o poliestireno expandido é exposto a temperaturas acima de 80ºC, o núcleo começa a se degradar. Em caso de incêndio, esses valores são facilmente superados e, com o núcleo danificado, há perda de estabilidade da edificação
Ricardo Panhan

ISOLAMENTO TÉRMICO

Os painéis são compostos pelo núcleo em EPS revestidos por chapas de aço, normalmente em galvalume e podem ser sem acabamento, chamados de galvalume natural, ou pré-pintado. O EPS pode ter uma série de variações de densidade, de acordo com a aplicação e necessidade. “Quanto mais denso o material, mais rígido será e com características diferentes, como melhor reflexão do som e melhor isolação térmica. A fabricação funciona à base de equipamentos que realizam a junção do revestimento externo e o núcleo de poliestireno expandido, através de colagem utilizando produtos especiais”, explica o engenheiro.

Um painel de EPS com espessura em torno de 50 mm pesa cerca de 12 kg por metro quadrado. “O material é melhor isolante térmico do que acústico. O uso da solução em grandes vãos permite manter com grande eficiência a temperatura interna no ambiente. Em uma câmara frigorificada, em que se precisa trabalhar com temperaturas que chegam a -40ºC, os painéis em EPS apresentam bons resultados. Em relação à energia, o uso do material proporciona um ganho na parte técnica. É possível ter eficiência com menor troca de temperatura entre ambientes internos e externos, diminuindo a necessidade de equipamentos de ar condicionado”, afirma Panhan.

O material é melhor isolante térmico do que acústico. O uso da solução em grandes vãos permite manter com grande eficiência a temperatura interna no ambiente
Ricardo Panhan

SAIBA ESPECIFICAR

Os projetos enviados aos fabricantes devem conter informações sobre as espessuras dos painéis, determinadas durante o cálculo térmico do ambiente, característica que mostra quanto se quer diminuir de temperatura de um ambiente para outro. A espessura dos painéis pode variar de 30 até 200 mm. “Deve estar especificado o tipo de acabamento, se o aço é natural ou colorido. O terceiro item é o comprimento dos painéis estipulados pela engenharia”, completa Panhan.

COMO INSTALAR

A fixação dos painéis é simples. Os produtos são entregues etiquetados com as dimensões e locais onde devem ser instalados. “Todos são revestidos com filme protetor para evitar danos durante o transporte e a instalação. A instalação consiste em aparafusar as extremidades. Esse processo simplificado também facilita futuras manutenções, porque em caso de problemas com algum painel basta desparafusar a placa, solicitar a substituição e colocar a peça nova no local”, detalha o profissional.

SUSTENTABILIDADE

Os painéis em EPS apresentam diversas vantagens que o tornam uma solução sustentável. “Diminui-se muito o uso de água e energia quando se opta pela solução. Para executar um metro quadrado de alvenaria, gasta-se muita água desde a fabricação das matérias-primas até a instalação, com uso de água para preparação da argamassa, limpeza, entre outros processos. Na fabricação do painel, a água não é utilizada e também não são necessários produtos auxiliares que dependem do líquido”, destaca Panhan. Com o uso do produto, a economia é de até 75% no consumo de água da obra.

A solução não gera resíduos, já que todas as peças são projetadas e fabricadas sob medida para cada empreendimento. “O projeto arquitetônico é enviado para as fábricas, onde é feita modulação desses projetos e as placas são montadas exatamente da maneira que foi especificado. Os painéis são entregues na medida para serem fixados na obra, minimizando e até eliminando 100% da perda de materiais”, avalia o
engenheiro.

Colaborou para esta matéria

Ricardo Panhan – engenheiro formado pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR, MBA em Gestão Comercial na FGV-SP, pós-graduado em Gestão de Negócios pela Universidade do Norte Paulista. Ocupa o cargo de diretor Comercial para América Latina na Isoeste Construtivos Isotérmicos. Teve passagem por empresas do mercado da construção, como Medabil Sistemas Construtivos e SCS Soluções, Construções e Sistemas, do grupo ICEC.
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