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Painéis prismáticos contribuem para a eficiência energética das edificações

Usada em coberturas ou fachadas, a solução faz uma melhor distribuição da iluminação natural e filtra a radiação solar que promove o aquecimento de ambientes internos

Redação AECweb / e-Construmarket

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Produzidos em vidro, acrílico ou policarbonato, os painéis prismáticos levam luz natural ao ambiente, colaborando com a eficiência energética das edificações. O material usado nesta solução reduz a absorção do calor proveniente do sol, minimizando o impacto da radiação sobre a temperatura interna do empreendimento.

De acordo com o engenheiro e pós-doutor em arquitetura, Victor Roriz, os painéis prismáticos são placas translúcidas que redirecionam ou refratam a luz solar, funcionando como protetores contra a radiação solar direta e/ou direcionadores da luz. “Podem ser utilizados de forma fixa ou móvel, internos ou externos à fachada, em aberturas laterais ou zenitais. Eles atuam como ‘filtros refletores’ quando instalados entre vidros duplos, na forma de brises externos ou na própria esquadria”, diz.

Beneficiam-se dessa solução pontos internos do edifício, distantes das janelas, onde normalmente há um déficit de iluminação
Victor Roriz

Em linhas gerais, a principal vantagem do produto é a possibilidade de se fazer um melhor aproveitamento da iluminação natural, uma vez que os painéis prismáticos alteram a trajetória da luz, levando-a a pontos que não seriam iluminados com eficiência com o uso de vidro comum. “Beneficiam-se dessa solução aqueles pontos mais internos do edifício, distantes das janelas, onde normalmente há um déficit de iluminação”, explica Roriz.

Dependendo do projeto, os painéis chegam a filtrar até 75% dos raios infravermelhos, dispensando a iluminação artificial do ambiente em longos períodos do dia. Quando bem utilizados, os painéis reduzem a ocorrência de ofuscamento, mantendo a capacidade de reprodução de 100% das cores do ambiente e a adaptação às variações da luz ao longo do dia. Isso contribui para o bem-estar dos funcionários, que conseguem se relacionar com o exterior e perceber a passagem do tempo.

UTILIZAÇÃO EM GALPÕES

A solução vem sendo empregada, principalmente, em obras de galpões industriais e centros logísticos, como o Distribution Park Embu II, investimento da Hines, inaugurado em dezembro de 2014. Cerca de 3,3% do galpão, com área locável de 52,3 mil m², recebeu claraboias prismáticas que potencializam a entrada de luz ao mesmo tempo que protegem o interior da incidência direta de radiação solar.

“A solução tem 74% de transmissão luminosa, feita de forma difusa, confortável ao olho humano e com menor impacto sobre os produtos armazenados”, explica a arquiteta Maíra André, do departamento de Eficiência Energética da OTEC, que orientou as soluções que garantiram ao empreendimento a pré-certificação LEED.

PROJETO E INSTALAÇÃO

“A utilização de painéis prismáticos deve ser levada em conta já no projeto, bem como sua interação com as demais soluções construtivas”, diz Roriz, que sugere associar esses painéis a dutos de luz e brises, por exemplo.

A solução tem 74% de transmissão luminosa, feita de forma difusa, confortável ao olho humano e com menor impacto sobre os produtos armazenados
Maíra André

Um aspecto importante na fase de projeto é considerar que a direção da luz se altera, sendo necessário conhecer como essa mudança ocorre, para que se desvie a luz na direção de interesse.

No caso do Distribution Park Embu II, o uso dos painéis prismáticos na cobertura se somou ao controle da iluminação artificial por sensores de luminosidade que controlam a totalidade das lâmpadas. Os dois recursos permitiram redução de 32% do consumo de energia. “Ainda que o galpão seja ocupado 24 horas, entre cinco e dez horas por dia, metade da potência instalada terá consumo zero”, informa a arquiteta Maíra André.

Segundo Victor Roriz, para a instalação em coberturas é preciso levar em conta a deposição de material particulado, a necessidade e a possibilidade de manutenção. Por se tratar de elemento translúcido, é preciso prever a deposição de sujeira, poeira e outros elementos que reduzem a transmissão de luz e mudam os fluxos de calor, de forma a manter as condições ideais de uso. “Existem diversos sistemas e formas de instalação dos painéis prismáticos, desde alguns muito simples até elementos móveis de maior complexidade. Os custos e a eficiência do sistema dependem dos materiais empregados, se o painel é encapsulado entre vidros e se existe mobilidade do sistema”, conclui Roriz.

Colaboraram para esta matéria

Victor Roriz – Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mestrado em Construção Civil pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), doutorado em Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU-USP). Atualmente é colaborador da Universidade de São Paulo (USP), professor das Faculdades Integradas Dom Pedro II e pesquisador do IAU-USP.
Maíra André – Arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduação em Arquitetura Bioclimática e Meio Ambiente na Universidade Politécnica de Madri. Junto à OTEC, desenvolve análises referentes a eficiência energética e conforto ambiental. Atua na proposição de melhorias para redução nos consumos de energia, maior eficiência dos sistemas, adequação às necessidades dos clientes e conforto dos usuários.
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